Prémios 2018


No último dia de 2018 como tem sido habitual divulgamos aqueles que para nós, merecem ser distinguidos nas diversas categorias que decidimos criar. Parabéns a todos os vencedores. :)
Aqui ficam eles:

Ciclista do ano: Peter Sagan

Nesta categoria haviam vários candidatos, os mais óbvios eram: Simon Yates, Geraint Thomas e Alejandro Valverde. Eram excelentes opções, mas a nossa escolha recaiu em Peter Sagan.
Apesar de não ter renovado o titulo de campeão do mundo, o eslovaco realizou uma excelente temporada, recuperou a verde no Tour, onde também ganhou 3 etapas e acrescentou no seu rico palmarés a rainha das clássicas.

Melhor sprinter: Elia Viviani

Foi o ciclista mais vitorioso do ano, com 18 vitórias. A mudança de ares da Sky para a Quick-Step fez-lhe bem e o italiano subir de patamar e fixou-se definitivamente no restrito grupo dos melhores sprinters do mundo.
De todas as vitórias destacam-se as 7 obtidas em grandes voltas, 4 no Giro e 3 na Vuelta.

Melhor trepador:
Simon Yates

Venceu 3 etapas do Giro e 1 na Vuelta, Paris-Nice, Volta a Catalunha e Volta a Polónia. A forma dominante na montanha como se apresentou no Giro até à 18ª etapa há muito que não se via numa grande volta um ciclista tão superior aos restantes na montanha. É certo que depois quebrou por completo, mas a lição foi aprendida e na Vuelta, o britânico geriu melhor as forças e voltar a estar em grande na montanha, mas menos dominante.

Melhor contrarrelogista: Rohan Dennis

Entrou no ano a vencer o contrarrelógio dos campeonatos australianos, ganhou no Abu Dhabi, no Tirreno-Adriático, no Giro, 2 vezes na Vuelt, todas obtidas no esforço individual contra o cronómetro.
Para terminar o ano esmagou a concorrência, incluindo Tom Dumoulin, no contrarrelógio individual dos mundiais, numa das performances do ano.

Melhor voltista: Tom Dumoulin


Nesta categoria a escolha tinha de ser entre: Geraint Thomas, Chris Froome, Simon Yates e Tom Dumoulin.
A escolha recaiu em Tom Dumoulin, foi 2º no Giro e no Tour, é verdade que não venceu nenhuma mas foi o único que esteve sempre na luta com hipóteses de ganhar, ao contrário por exemplo de Chris Froome, que na 3ª semana do Tour quebrou.
O holandês também mostrou que a dobradinha Giro+Tour é possível nos tempos que correm. Desde Marco Pantani em 1998 que ninguém o consegue.

Melhor Gregário: Michal Kwiatkowski

Mais um ano de grande nível do polaco. Começou o ano a vencer a Volta ao Algarve e o Tirreno-Adriático, mas foi o trabalho incrível que voltou a fazer no Tour em prol dos líderes que se destacou.
Depois de ter estado monstruoso no Tour, foi à prova do seu país e arrasou a concorrência.

Mais combativo: Lawson Craddock

Lawson Craddock fraturou a omoplata do ombro esquerdo na 1ª etapa do Tour, um abandono quase certo foi transformado numa epopeia, onde o americano foi sobrevivendo dia a dia até chegar a Paris. A sua resiliência foi tal, que na 9ª etapa ainda ajudou Uran no pavé e por tudo isto merece o prémio de combativo do ano.

Melhor jovem: Egan Bernal

Egan Bernal está destinado a grandes feitos e no seu primeiro ano no WT mostrou o porquê. Venceu a Colombia Oro y Paz e a Volta a Califórnia e ainda deu espetáculo na Romandia, Catalunha e no Tour foi um gregário de luxo, Froome pode agradecer o pódio a ele.
A performance durante o ano impressionou e a equipa britânica estendeu o contrato até 2023.

Melhor classicómano: Niki Terpstra

Foi o rei do empedrado de 2018, venceu a Le Samyn, a E3 Harelbeke e a tão desejada Volta à Flandres. Ter a melhor equipa para este tipo de provas ajudou, a escolha também reflete isso, tinha de ser um ciclista da Quick-Step a ganhar nesta categoria.

Desilusão do ano: Movistar

O objetivo era claro para a Movistar: vencer o Tour e para isso levaram a artilharia toda para França, com Landa, Quintana, Valverde, Amador e Soler, estes dois últimos para trabalharem.
A coisa não correu nada bem, venceram uma etapa por Quintana e o melhor classificado na geral foi Landa em 7º lugar a mais de 7 minutos e meio. Um falhanço em toda a linha.
As melhores prestações durante o ano foram de Soler no Paris.Nice, Carapaz no Giro e Valverde que como é habitual rendeu de fevereiro a outubro.

Melhor equipa WT: Quick-Step Floors

73 vitórias e mais de 150 pódios, num ano inesquecível para a Quick-Step Floors. Vitórias emblemáticas como a Volta à Flandres, Liège-Bastogne-Liège, Flèche Wallone e E3 Harelbeke, juntando a isso mais 13 vitórias de etapas nas grandes voltas e um 2º lugar na geral da Vuelta. Os 'lobos' em 2018 estiveram insaciáveis.

Melhor prova: Strade-Bianche

É combinar o sterrato da Toscania com condições atmosféricas miseráveis e temos espetáculo garantido.
Corrida movimentada desde o tiro de partida, mas foram nos últimos sectores de sterrato que os ataques e contra-ataques se sucederam, destaque neste particular para o campeão do mundo de ciclocross. Wout Van Aert estava no seu terreno e foi ele a produzir um dos ataques decisivos, Romain Bardet seguiu-lhe a roda. Tiesj Benoot saiu mais tarde do grupo principal em busca dos dois, conseguiu colar neles e no penúltimo sector deixou-os para trás, conquistando a primeira grande vitória como profissional


Melhor clássica: Strade Bianche

Ver categoria: Melhor Prova.

Melhor prova por etapas (excepto grandes voltas): Paris-Nice

Mais uma vez o Paris-Nice foi decidido por poucos segundos depois de uma semana de grande espectáculo. A última etapa voltou a ser emocionante, desta vez outro espanhol mexeu a corrida, Marc Soler e a Movistar atacaram de longe, Simon Yates o líder da prova ainda tentou minimizar as perdas mas não foi suficiente, 4 segundos separaram os dois nas contas finais, a favor de Soler.

Melhor etapa: 19ª etapa do Giro

Aqui não há dúvidas, o ataque de Froome a 80 quilómetros da meta no Colle delle Finestre faz com que esta etapa não tenha rivais nesta categoria.
No final depois de 80 quilómetros a solo, o britânico ganhou mais de 3 minutos aos principais rivais, revertendo uma situação muito difícil, já que parecia fora da luta pela geral.
 
Melhor equipa não WT: Euskadi-Murias


A equipa basca realizou uma excelente Vuelta com uma vitória de etapa por Óscar Rodriguez e ganhou uma prova WT através de Eduard Prades, que também conquistou a Volta à Noruega.
No final da temporada, os responsáveis da equipa afirmaram que o objetivo a médio prazo é subir a equipa para o WT. Seria um regresso de uma equipa basca à primeira divisão do ciclismo mundial depois da mítica Euskatel Euskadi ter abandonado o ciclismo profissional.

Melhor ciclista do pelotão português: Raúl Alarcón

Raúl Alarcón teve um início de temporada complicado. O ciclista da W52-FC Porto caiu  na Prova de Abertura e teve de ficar de fora umas semanas. Em abril voltaria a cair num treino e só regressou no Abimota e logo com uma vitória de etapa, mas foi o GP Portugal N2 que o espanhol mostrou que estava no bom caminho da preparação da Volta a Portugal, ganhou a prova logo no primeiro dia com uma demonstração de força.
Na Volta a Portugal, não teve concorrência à altura, Joni Brandão ainda tentou na Serra da Estrela mas Alárcon esteve intratável. Voltou a vencer na Senhora da Graça.

Melhor equipa portuguesa: W52-FC Porto

É claramente a melhor equipa portuguesa e em 2019 será Pro-Continental. Venceram a Volta a Portugal, o GP Portugal N2, o GP Joaquim Agostinho e o Troféu Joaquim Agostinho.

Surpresa do ano: Vincenzo Nibali na Milão-São Remo

O ataque de Nibali no Poggio durante a Milão-São Remo era esperado, o que ninguém acreditava é que conseguisse aguentar a vantagem até São Remo, mas foi isso que aconteceu.
O monumento dos sprinters em 2018 foi o monumento de Nibali, num dos momentos mais notáveis do ano.

Momento mais caricato do ano: Gás pimenta no Tour

O Tour tem sido uma plataforma para protestos das mais variadas organizações. Foi o que aconteceu em 2018, desta vez foram os agricultores, que aproveitaram  a 16.ª etapa  para protestarem, o resultado foi a neutralização da etapa. 
A Polícia também não quis ficar atrás e tiveram a brilhante ideia de lançar gás pimenta para os manifestantes que tentavam obstruir a estrada com fardos de palha, o problema é que além dos manifestantes, os ciclistas também foram atingidos. Mais tarde a etapa acabaria por ser retomada.

Melhor grande volta: Giro

Foi a mais imprevisivel e a que teve uma luta mais intensa. Numa primeira fase da prova a luta parecia restrita a Tom Dumoulin e Simon Yates, com o britânico a estar imparável.O britânico acabou por quebrar e na mesma etapa que deu o berro, foi outro britânico a ficar com a maglia rosa, Chris Froome no ataque do ano no Colle delle Finestre.
Tom Dumoulin ainda tentou, mas a Sky e Froome acabaram por ganhar o Giro. A equipa britânica já tinha tentado várias vezes conquistar a prova, sempre sem sucesso, a maldição foi quebrada em 2018.



Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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