Tour Down Under 2026 (2.WT) - Antevisão
Já é tradição, a temporada de ciclismo World Tour inicia-se na Austrália com o Tour Down Under. Enquanto o inverno na Europa está no seu pico, na Austrália acontece o oposto e a temporada de ciclismo está no auge, com a realização dos campeonatos nacionais e vários Critériums. Esta será a 26ª edição, sendo esta a prova de ciclismo mais importante do hemisfério Sul.
Na lista de vencedores estão nomes como Simon Gerrans (4x), André Greipel, Michael Rodgers e Richie Porte. Os homens da casa venceram a prova 12 vezes.
História
últimos vencedores
2012 Simon Gerrans (AUS) GreenEDGE2013 Tom-Jelte Slagter (NED) Blanco Pro Cycling
2014 Simon Gerrans (AUS) Orica–GreenEDGE
2015 Rohan Dennis (AUS) BMC Racing Team
2016 Simon Gerrans (AUS) Orica–GreenEDGE
2017 Richie Porte (AUS) BMC Racing Team
2018 Daryl Impey (RSA) Mitchelton-Scott
2019 Daryl Impey (RSA) Mitchelton-Scott
2020 Richie Porte (AUS) Trek-Segafredo
2023 Jay Vine (AUS) UAE Team Emirates
2024 Stephen Williams (GBR) Israel-PremierTech
2025 Jonathan Narvaez (ECU) UAE - Team Emirates
Percurso
21/01 Etapa 1 - Tanunda - Tanunda 120.6 Km
22/01 Etapa 2 - Norwood - Uraidla 148.1 Km
23/01 Etapa 3 - Henley Beach - Nairne 140.8 Km
24/01 Etapa 4 - Brighton - Willunga Hill 176 Km
25/01 Etapa 5 - Stirling - Stirling 169.8 KmTotal: ~759 Km
Em relação ao ano passado a grande novidade é a inclusão de um prólogo que abre a edição deste ano. Willunga Hill será mais uma vez o ponto fulcral da edição deste ano.
Sendo sincero o percurso do Tour Down Under não tem segredos, é monótono, os ciclistas todos os anos percorrem as mesmas estradas, sendo World Tour espero mais criatividade e não um circuito anual de 6 dias sonolento num país fantástico como a Austrália que merecia uma prova mais impactante e interessante.
Resumo:
- 759 Km;
- Prólogo- 2 etapas para puros sprinters (possivelmente 4);
- 2 etapas para os homens da geral.
Perfis
21/01 Etapa 1: Tanunda- Tanunda, 120.6 kmEtapa que não é plana mas também não tem dureza suficiente para eliminar os velocistas. Dia do puro sangue da velocidade.
22/01 Etapa 2: Norwood - Uraidla 148.1 KmDia marcado pela subida a Corkscrew Road que se ultrapassada duas vezes, a última das quais a cerca de 12 Km da meta. Subida com 3 km de extensão a 8,9%, faz deste dia uma etapa para os homens da geral.
23/01 Etapa 3: Henley Beach - Nairne 140.8 KmDia parecido com a 1ª etapa, não é plano mas os sprinters devem aguentar as dificuldades deste dia. Mais uma oportunidade para os velocistas.
24/01 Etapa 4: Brighton - Willunga Hill 176 KmEtapa mais longa da prova e a mais dura e decisiva. Chegamos à tradicional etapa de Willunga Hill, se há um lugar que se associa ao Tour Down Under é este. A etapa não é muito diferente das dos outros anos, tudo será decidido na dupla passagem de Willunga Hill (3,4 km a 7,4%).
25/01 Etapa 5: 25/01 Etapa 5 - Stirling - Stirling 169.8 KmEtapa final parece um serrote mas é enganadora, a subida mais complicada não ultrapassa os 4%. Será uma luta entre velocistas puros e versáteis, estes últimos e suas equipas tentarão eliminar os primeiros.
Favoritos
Sprinters
Sam Welsford
É o grande objetivo do ano para ele, no ano passado dominou os sprints aqui e este ano espera começar da mesma forma, ainda por cima tem de mostrar serviço na nova equipa.
Há duas etapas claramente adequadas para ele, Watson e Swift devem ser os lançadores.
Matthew Brennan
Entrada no World Tour de forma explosiva, este ano as expectativas estão muito elevadas, é um sprinter muito versátil e que além das chegadas de pura velocidade também não é de descartar que possa estar na luta nas etapas para puncheurs.
Corbin Strong
É um dos velocistas mais versáteis em prova, tem algumas etapas que lhe assentam bastante bem. Não possui a velocidade pura de Welsford ou Brennan, mas em dias com algum desgaste tem as suas hipóteses.
Danny Van Poppel
Um dos melhores lançadores que quando é chamado a ser o sprinter principal não costuma sair-se mal, tem é de ter cuidado com os desvios e as cargas de ombros.
Ethan Vernon
Deve ser a aposta da NSN para os sprints planos e Strong para as etapas mais 'punchy'.
Tobias Lund Andresen
É um dos sprinters mais fortes nesta lista de participação, mas ainda muito inconsistente.
Alberto Dainese
Nunca atingiu o potencial que prometia. Começa o ano aqui e com alguma ambição, é um sprinter pouco fiável mas que de vez enquando demonstra porque em tempos foi considerado um dos maiores talentos italianos na especialidade.
Casper Van Uden
Mais um daqueles sprinters inconsistentes mas muito talentoso. É o sprinter da Picnic-PostNL.
Tim Torn Teutenberg
No ano passado já mostrou que está destinado a ser um excelente sprinter. A Lidl-Trek atualmente é uma das melhores equipas a trabalhar o sprint.
Juan Sebastian Molano
Aposta da UAE para os sprints, Ivo Oliveira será o lançador.
Stian Fredheim
Um tanque de guerra da Uno-X, no ano passado impressionou algumas vezes, potência não lhe falta.
Luke Lamperti
Talentoso sprinter que se estreia na nova equipa e vai querer mostrar serviço.
★★★★ Welsford, Brennan
★★★ D. Van Poppel, Vernon
★★ Strong, Dainese, Teutenberg, Lund Andresen
★ Molano, Fredheim, Lamperti, Van Uden
Geral
Jonathan Narvaez
Campeão em título e chega à Austrália como grande favorito até porque o percurso é perfeito para ele. Apesar do prólogo não ser uma especialidade do equatoriano, não deverá perderá tempo decisivo, até porque o esforço é curto. Willunga Hill será mais importante.
Jay Vine
Coloco Vine como o grande adversário de Narvaez, com o pequeno pormenor que são colegas de equipa. Veremos o que a UAE nos vai presentear.
Pela lógica, deverá ganhar tempo no prólogo.
Adam Yates
A UAE tem uma terceira carta, o britânico em 2025 baixou de rendimento e por isso não o colocamos no mesmo nível de Narvaez e Vine.
Santiago Buitrago
O colombiano costuma começar o ano em grande (no ano passado bateu Almeida na Valenciana) e com este tipo de percurso que beneficia a explosividade temos de o colocar como o grande rival dos homens da UAE. Não pode perder muito tempo no prólogo.
Lennert Van Eetvelt
O belga teve uma temporada de 2025 muito complicada com muitos azares à mistura. Em teoria este perfil de prova adequa-se muito bem a ele, é um ciclista com alguma explosividade e Willunga Hill é o tipo de subida que se encaixa na perfeição.
Finn Fischer-Black
No ano passado começou o ano muito forte na Austrália e este ano espera fazer o mesmo, deverá ser o líder da Red Bull-Bora, com Sobrero como plano B.
Luke Plapp
Perdeu os nacionais australianos de forma terrível para Patrick Eddy. Este ano promete evoluir para ser um voltista, pelo menos é o que andou a dizer durante a pré-temporada.
A sua falta de explosividade é um problema, mas de qualquer forma o que mostrou nos nacionais dá-nos a indicação que está em boa forma e é uma carta que a Jayco-Alula pode usar.
Ben O'Connor
Em teoria lidera a Jayco-Alula, por isso merece ser mencionado. Nos nacionais australianos não esteve mal, mas acabou por fraquejar um pouco no final.
Javier Romo
Surpreendente 2º lugar no ano passado e voltará ser surpresa se o espanhol repetir a proeza.
Nicolas Prodhomme
Um dos ciclistas que mais evoluiu no ano passado, tem explosividade e por isso pode ser um candidato ao top-5.
★★★★★ Narvaez
★★★★ Buitrago, Vine
★★★ Van Eetvelt, Fischer-Black
★★ Plapp, Yates
★ O´Connor, Romo, Prodhomme
A nossa aposta: Jonathan Narvaez
Joker: Edoardo Zambanini
Seguir em direto: @tourdownunder; #TDU
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