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Guia Volta ao Algarve 2026 (2.Pro)


Algarvia (nome carinhoso pelo qual é tratada a Volta ao Algarve), é a prova portuguesa com maior prestígio fora de portas, apesar de não ser a mais importante e popular para os adeptos da modalidade em Portugal, para os ciclistas e equipas portuguesas, essa naturalmente é a Volta a Portugal.
A primeira edição foi em 1960, entre 1962 e 1976 a corrida não se realizou, voltando em 1977. Nesse ano a prova foi ganha por Belmiro Silva, que curiosamente venceria por mais duas vezes, o que faz com que seja o recordista de vitórias à geral. Nas últimas duas décadas, a Algarvia tem trazido constantemente algumas das melhores equipas do mundo a território nacional. E conta já com vencedores de peso na sua história, ciclistas como Geraint Thomas, Primoz Roglic, Tadej Pogacar, Remco Evenepoel e Jonas Vingegaard, já venceram a algarvia. 

História

últimos vencedores
2016 Geraint Thomas (GBR) Team Sky
2017 Primoz Roglic (SLO) Team LottoNL-Jumbo
2018 Michal Kwitakowski (POL) Team Sky
2019 Tadej Pogacar (SLO) UAE Team Emirates
2020 Remco Evenepoel (BEL) Deceuninck-QuickStep
2021 João Rodrigues (POR) W52-FC Porto
2022 Remco Evenepoel (BEL) QuickStep
2023 Daniel Martínez (COL) Ineos Grenadiers
2024 Remco Evenepoel (BEL) Soudal-QuickStep
2025 Jonas Vingegaard (DEN) Team Visma-Lease a Bike

Percurso


0118.Fev
Vila Real de Santo António-Tavira185.6 km
0219.Fev
Portimão-Alto da Fóia157.1 km
0320.Fev
Vilamoura-Vilamoura19.5 km
0421.Fev
Albufeira-Lagos182.1 km
0522.Fev
Faro-Alto do Malhão153.1 km

Em relação à edição do ano passado, a principal alteração é o regresso do Malhão como final de etapa em linha e não contra-relógio.
De resto, o percurso não tem grandes alterações, o primeiro dia termina em Tavira e é para os sprinters assim como a 4ª etapa com chegada a Lagos. A Fóia está colocada no segundo dia de prova e o contra-relógio está colocado no terceiro dia, são quase 20 km de luta contra o cronómetro.

Perfis

0118.Fev
Vila Real de Santo António-Tavira185.6 km

A prova começa com a tradicional chegada a uma das capitais do ciclismo nacional, Tavira. 
O percurso tem algumas subidas, mas nada que mereça destaque e o final é bem conhecido dos ciclistas. Dia para os sprinters picarem ponto.

0219.Fev
Portimão-Alto da Fóia157.1 km

Primeiro dia importante para a geral. São quatro contagens de montanha (três nos últimos 35 Km) com o final na Fóia, numa chegada marcada por um inicio complicado com rampas acima dos 9%, ideal para fazer a primeira seleção a sério. A subida, apesar do seu início complicado, não tem pendentes muito elevadas e habitualmente um grupo de 10 a 20 corredores discute a vitória da etapa. 
O vento ao longo da subida é um fator importante, os últimos Km estão expostos.
Habitualmente a subida à Fóia não costuma fazer grandes diferenças, deixando a geral para ser decidida no contra-relógio e Alto do Malhão. Tal como em 2025, a organização mexeu com a subida final e vvoltam a subir uma nova vertente, veremos se torna a corrida mais imprevisível e ajuda ao espetáculo.

Alto da Fóia

Distância: 11,2 km
Subida acumulada: 547
Pendente média: 4,9 %
Pendente máxima: 10,6 %
Altitude máxima: 886 m




0320.Fev
Vilamoura-Vilamoura19.5 km

Contrarrelógio de 19,5 Km de extensão, ideal para os verdadeiros especialistas. Não é completamente plano mas também não se pode dizer que tem muita subida, as diferenças serão consideráveis.

0421.Fev
Albufeira-Lagos182.1 km

Segunda oportunidade para os velocistas. A única subida categorizada está muito longe da meta e o controlo da corrida será das equipas dos sprinters.
A chegada em Lagos é perfeita para que um comboio faça o seu trabalho e lance o seu sprinter nas melhores condições possíveis. Esta é a mesma chegada que no ano passado causou o caos e levou ao cancelamento dos resultados desse dia, espera-se que não hajam problemas este ano.

0522.Fev
Faro-Alto do Malhão153.1 km

O Alto do Malhão volta encerrar a Volta ao Algarve. Como já é tradição a etapa é durinha, com quatro contagens de montanha, todas elas curtas e empinadas mas que vão moendo os ciclistas e a fadiga vai-se acumulando. O Alto do Malhão é a ascensão mais emblemática do Algarve e que normalmente faz diferenças importantes, são apenas 2600 metros mas a 9,5% e será ultrapassado duas vezes nos últimos 50 Km, a última coincide com a linha de meta.

Alto do Malhão

Distância: 2.5 km
Subida acumulada: 234 m
Pendente média: 9.6 %
Pendente máxima: 13.4 %
Altitude máxima: 509 m



Startlist

Aqui

Favoritos

Sprint

Jasper Philipsen
Começa a temporada em Portugal e conta com um comboio de lançamento absurdo: Bayer, Price-Pjertersen, Uhlig, Planckaert e Groves.
A equipa belga aposta tudo nas duas etapas ao sprint e Philipsen tem obrigação de entregar resultados no Algarve. Kaden Groves é uma boa opção B, mas em principio irá ser o último homem de Philipsen.

Paul Magnier
Batido por Groenewegen em Valência, mostrou estar no bom caminho. Tem um comboio de respeito que lhe deve garantir um bom posicionamento final.
A grande questão é saber se tem velocidade pura para bater Philipsen.

Jordi Meeus
Conta com Arne Marit como lançador, o alemão é um sprinter irregular mas que num dia inspirado tem velocidade pura para bater 99% dos sprinters do pelotão.

Arnaud De Lie
Não é um puro sprinter e isso nota-se quando tem de enfrentar os tubarões da velocidade, mas é um daqueles ciclistas versáteis que podem ganhar um sprint plano, para isso tem de ser tudo perfeito a começar com um dos problemas dele, o posicionamento.

Kaden Groves
Lançador de Philipsen.

Arne Marit
Lançador de Meeus.

Pavel Bittner
Sprinter irregular e que por vezes demonstra estar a pedalar para a elite mas logo a seguir desaparece. De qualquer forma, caso o sprint seja caótico é um dos nomes que pode aproveitar isso mesmo.

Matteo Moschetti
Sprinter potente que em tempos era uma das grande esperanças do ciclismo italiano e não confirmou, mas é um velocista de qualidade e que pode ganhar etapas mesmo contra os melhores.

Ben Turner
Um dos casos mais curiosos, de classicómano para sprinter, este foi o trajeto de Turner no último ano. A Ineos vai estar mais focada na geral, onde tem diversos nomes, para o contrarrelógio têm Ganna e para o sprinter a aposta é em Turner.

Tim Torn Teutenberg
Aposta da Lidl-Trek, um jovem com enorme talento que merecia um pouco mais de apoio da equipa americana, mas a aposta é total em Ayuso.

Pascal Ackermann
Em tempos um dos melhores velocistas do mundo, hoje em dia vive de fogachos.

★★★ Philipsen, Magnier
★★ Meeus, De Lie
★ Bittner, Moschetti, Marit, Turner, Teuntenberg, Ackermann, Groves

Geral

João Almeida
Começou o ano bem, foi batido por Evenepoel mas os sinais foram positivos. Assumiu que marcou a Algarvia como um objetivo importante este ano e por esse motivo é a aposta natural.
É um contrarelogista competente e é um dos melhores escaladores do pelotão, percurso que lhe assenta bem.

Florian Lipowitz
Uma das novas estrelas do ciclismo, pódio no último Tour demonstra que é um ciclista que temos de ter muito em conta. Defende-se bem no contrarrelógio e na montanha está no seu habitat.

Juan Ayuso
Cá está a grande novidade, Ayuso contra a UAE vai ser uma das grandes atrações deste ano. Veremos o que o espanhol pode fazer, sabemos que no contrarrelógio deve estar entre os melhores, o problema é a sua irregularidade na montanha.

Paul Seixas
O novo fenómeno do ciclismo francês, temos enorme expectativa para ver Seixas este ano, tem tudo para ser um dos melhores voltistas do pelotão. Especialmente curiosidade para ver como se comporta no contrarrelógio.

Oscar Onley
Estreia na Ineos e seria interessante para ele entrar com o pedal direito. O contrarrelógio pode ser um problema mas na montanha deve andar pelos primeiros lugares.

Kevin Vauquelin
Outra cara nova da Ineos, Vauquelin deve-se defender bem no contrarrelógio e na montanha defende-se relativamente bem. Caso esteja com boas pernas pode ser candidato ao top-5.

Thymen Arensman
Terceira carta da Ineos para a geral, a falta de explosividade é um problema para este tipo de subidas algarvias. É um bom contrarelogista.

Matthew Riccitello
Escalador americano que vem de vencer na Provence, o que indica bom estado de forma. O contrarrelógio é um sério problema para ele.

Brandon McNulty
Como é tradição começou o ano forte e no Algarve deve ser o braço direito de Almeida. É um dos melhores contrarelogistas em prova.

Daniel Felipe Martinez
Na Figueira da Foz deu indicações positivas, resta saber temos de regresso o melhor Poveda, seria interessante e uma excelente notícia para Evenepoel, Roglic e Lipowitz.

Max Poole
Deverá liderar a Picnic. Não é um super escalador mas safa-se e no contrarrelógio também não é coxo. No ano passado ficou a 30 segundos do top-10.


--Equipas portuguesas--
Estar em fugas e tentar sacar um resultado no top-10 para um ou outro ciclista.

★★★★★ Almeida
★★★★ Lipowitz, Ayuso
★★★ Seixas, Onley, Riccitello
★★ Vauquelin, McNulty, D. Martinez
★ Arensman, Poole

A nossa aposta: João Almeida
Joker: Matthew Riccitello

Seguir em direto: #VoltaAlgarve
RTP 1
Eurosport



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