UAE Tour 2026 (2.WT) - Antevisão
Um dos principais objetivos da UCI na última década tem sido a globalização da modalidade. A RCS, entidade organizadora do Giro d'Italia decidiu aproveitar esse âmbito e em coordenação com as autoridades do Abu Dhabi criaram uma prova por etapas nos Emirados. Desde o ano de 2019 que está na estrada e surgiu da fusão de duas provas que já existiam, o Dubai Tour e o Abu Dhabi Tour, conta com ilustres vencedores como Pogacar, Evenepoel ou Roglic.
Portugal também conta alguém no palmarés, Rui Costa conquistou-a em 2017.
História
2015 Esteban Chaves (COL) Orica-GreenEdge
2016 Tanel Kangert (EST) Astana Pro Tea
2017 Rui Costa (POR) UAE - Team Emirates
2018 Alejandro Valverde (ESP) Movistar
2019 Primoz Roglic (SLO) Jumbo-Visma
2020 Adam Yates (GBR) Mitchelton-Scott
2021 Tadej Pogacar (SLO) UAE
2022 Tadej Pogacar (SLO) UAE
2023 Remco Evenepoel (BEL) Soudal Quick-Step
2024 Lennert Van Eetvelt (BEL) Lotto Dstny
2025 Tadej Pogacar (SLO) UAE
Percurso
No menu estão 7 etapas, com 2 chegadas em alta montanha, 1 contrarrelógio individual e 4 dias para os velocistas do pelotão.
As etapas planas (1ª, 4ª, 5ª e 7ª) são perfeitas para os sprinters, mas o vento é sempre um factor essencial no deserto e pode afetar profundamente o desenrolar dos acontecimentos, eliminar sprinters da disputa da etapa e homens da geral da luta pela geral, por isso muita atenção às etapas planas que podem causar mais diferenças do que as de montanha.
Perfis
Etapa de abertura idêntica à da edição do ano passado. Após 80 km, os corredores entram num circuito ondulado com 18 km de extensão, que será percorrido duas vezes. A linha está colocada no topo de uma colina final de 1,3 km a uma média de 4,5%. Esperado um sprint massivo, os puncheurs também poderão juntar-se na luta pelos primeiros como no ano passado.
★ Milan, Vernon
Um contra-relógio plano de 12,2 km à beira-mar, sem proteção, ou seja, onde o vento pode ser um fator importante. Percurso pensado pensado para especialistas.
★ Evenepoel
A grande novidade desta edição, Jebel Jais é substituída por Jebel Mobrah. Uma subida bem mais interessante e dura, 15,6 km a 8,6% de pendente média, mas são os últimos 6,8 km com 12% que chamam a nossa atenção.
Dia para os sprinters brilharem apesar do percurso não ser totalmente plano. Como é tradição o vento pode ser a estrela do dia. As equipas dos velocistas têm de estar muito atentas, as estradas são largas e completamente expostas.
★ Milan
★ Milan
Como tradição Jebel Hafeet está no percurso e vai ser decisiva apesar de ser menos exigente que Jebel Mobrah. São 10,8 km com uma pendente média de 6,6%, entre os 1,5 km e 8,5 km a pendente raramente baixa dos 8%.
★ Milan
Startlist
Aqui
Favoritos
Sprinters
Jonathan Milan
Começou o ano a ganhar mas também perdeu um sprint para Malucelli, o que não é normal. Mas se tudo correr normalmente deve dominar as chegadas massivas aqui. Além disso é bastante competente no vento e tem uma equipa de lançamento absurda (Theuns, Walscheid e Consonni).
Juan Sebastian Molano
Outro que já tem vitórias este ano. O vento não é problema para o colombiano, costuma navegar bastante bem nele.
Em termos de velocidade pura está uns furos abaixo de Milan, mas a sua experiência e 'ratice' faz dele um sprinter competente.
Sam Welsford
Como era esperado ganhou em casa, mas este ano foi bastante menos dominador do que em 2025, apenas uma etapa.
Contra Milan dificilmente tem hipóteses em velocidade pura, além disso é um dos sprinters que pior se posicionam, no entanto, se ultrapassar essa dificuldade no papel é o segundo sprinter mais rápido em prova.
Matteo Malucelli
Bateu Jonny Milan este ano, coisa para muitos poucos atualmente. Não tem um grande comboio para o lançar, ao contrário da Lidl-Trek que tem um all-star team, mas a forma é boa e tem de aproveitar.
O vento pode ser um problema.
Ethan Vernon
Outro que já venceu este ano, a 1ª etapa parece ser feita à sua medida, ele costuma gostar de um final mais 'traiçoeira' e com algum tipo de dificuldade, que não seja totalmente plana.
Mas também não é propriamente fraco nos sprints planos.
Alberto Dainese
Prometia muito mas nunca confirmou o enorme talento, mesmo assim já tem vitórias importantes e num dia inspirado pode ganhar.
Gerben Thijsen
Depois de um ano muito complicado, mudou de ares e agora está numa das equipas de ponta do sprint mundial (Alpecin-Deceuninck).
Resta saber se será ele o sprinter principal ou vai lançar Simon Dehairs ou se irão repartir as oportunidades.
★★★★ Milan
★★★ Molano, Welsford
★★ Malucelli, Vernon, Dainese, Thijssen
★ Blikra, Van Uden, Jakobsen, Dehairs, Bol
Geral
Remco Evenepoel
Começou o ano a voar e procura dar continuidade ao estado de graça. Vai ter o primeiro grande teste, é esperado um duelo com Isaac del Toro mas depende de como o mexicano chega aqui.
Grande favorito a ganhar o contra-relógio e depois tem as duas chegadas de montanha para 'gerir', veremos como se aguenta nesta subidas contra adversários de gabarito.
Isaac Del Toro
Não sabemos o estado de forma do mexicano, mas estamos confiantes que esteja relativamente bem. Ainda é pouco irregular nas subidas longas, ou está com os melhores ou tem ligeiras quebras, foi o que aconteceu no Giro.
A UAE apresenta uma boa equipa para o apoiar.
Lennert van Eetvelt
Costuma andar muito bem nas Arábias, no ano passado teve azar com quedas e com o vento e não conseguiu um grande resultado.
Por vezes é capaz de andar com os melhores neste tipo de subidas, mas ainda é irregular.
Antonio Tiberi
Começou o ano bastante bem, dando indicações muito positivas em Valência. Deverá defender-se bem no contra-relógio.
Afonso Eulálio pode ser um bom gregário do mata-gatos.
Felix Gall
Num dia inspirado é sem dúvida um dos melhores escaladores do pelotão, o problema do austríaco é que não é constante e por vezes desaparece.
O contra-relógio não joga a seu favor e é um daqueles ciclistas que precisa aquecer o motor, no UAE Tour não tem muitos dias para o fazer.
Derek Gee
O contra-relógio beneficia-o, contra ele tem o facto de não competir desde junho de 2025 e a novela da saída da antiga equipa não foi propriamente simpático.
Mas está na nova equipa e espera-se que comece com o pé direito e comece a mostrar resultados.
Ilan Van Wilder
Com a saída de Evenepoel passa a ser o líder da QuickStep para este tipo de provas. O contra-relógio coloca-o bem posicionado e não é um mau escalador.
Esperamos um resultado a rondar o top-5 ou perto.
Tobias Johannessen
Em 2025 mostrou que é um corredor fiável, finalmente. Chega aqui como um candidato sólido ao top-10, o contra-relógio não é propriamente benéfico mas a Uno-X já nos habituou a surpresas.
Na montanha tem a obrigação de estar entre os melhores.
Michael Storer
Um ciclista de enorme qualidade que se especializou em caça-etapas mas que na Tudor tem mostrado um lado mais de voltista. Cada vez mais fiável na alta-montanha, no contra-relógio vai tentar sobreviver.
Adam Yates
Desiludiu muito no Omã, onde foi completamente banalizado pelos rapazes da Astana. Parece estar na fase descendente da carreira mas merece uma menção, até porque conhece bem esta prova e costuma andar muito bem aqui.
★★★★ Evenepoel
★★★ Del Toro
★★ van Eetvelt, Tiberi
★ Gall, Gee, Van Wilder, T. Johannessen, Storer, Yates
A nossa aposta: Remco Evenepoel
Joker: Ilan Van Wilder







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