Omloop Het Nieuwsblad (1.WT) - Antevisão


Esta é a prova que abre uma das partes da temporada de ciclismo mais excitante, as clássicas da primavera
Será 72ª edição da prova, que começará  na 'capital espiritual' do ciclismo Flamengo, Gent. Até 2008, a prova era conhecida por Omloop Het Volk, porque foi criada em resposta à Volta à Flandres, um dos cinco monumentos, prova instituída pelo 'rival' Het Nieuwsblad. Em 2008 o Het Volk desapareceu e a prova passou a ser organizada pelo Het Nieuwsblad, que naturalmente mudou o nome da mesma.
A prova como sempre apresenta-nos as tão tradicionais subidas curtas (Hellingen) e as secções de pavé. Além de abrir as clássicas da primavera, também é a primeira clássica do pavé, piso intimamente ligado às clássicas que se realizam na Flandres.
Para uma parte dos amantes da modalidade, a verdadeira temporada começa agora. Para os belgas, a loucura anual do ciclismo inicia-se na Omloop e vai até à Liège-Bastogne-Liège, em abril.

História
últimos 10 vencedores
2007 Filippo Pozzato (ITA) Liquigas
2008 Philippe Gilbert (BEL) Française des Jeux
2009 Thor Hushovd (NOR) Cervélo TestTeam
2010 Juan Antonio Flecha (ESP) Team Sky
2011 Sebastian Langeveld (NED) Rabobank
2012 Sep Vanmarcke (BEL) Garmin–Barracuda
2013 Luca Paolini (ITA) Team Katusha
2014 Ian Stannard (GBR) Team Sky
2015 Ian Stannard (GBR) Team Sky
2016 Greg Van Avermaet (BEL) BMC

Edição 2016 (Top-10)
1    Greg Van Avermaet (Bel) BMC Racing Team    4:54:12   
2    Peter Sagan (Svk) Tinkoff Team        
3    Tiesj Benoot (Bel) Lotto Soudal        
4    Luke Rowe (GBr) Team Sky        
5    Alexis Gougeard (Fra) AG2R La Mondiale    0:00:05   
6    Jens Debusschere (Bel) Lotto Soudal    0:00:09   
7    Adrien Petit (Fra) Direct Energie        
8    Edward Theuns (Bel) Trek-Segafredo        
9    Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo        
10    Matthieu Ladagnous (Fra) FDJ

Percurso

O percurso em relação a 2016, tem apenas uma alteração, que é o regresso do Molenberg. Clássica marcada pelas secções de pavé e as subidas curtas e explosivas. Ao todo são 10 secções de pavé e 13 Hellingens.
Destaque para a subida do Taianberg, a faltarem 57,4 quilómetros, é a nona subida do dia e será a partir daqui que a corrida se irá definir de uma forma mais consistente e decisiva. Ainda antes desta subida, ainda há Valkenberg, Kaperij e Kruisberg, que também poderão fazer estragos. Depois do Taianberg, teremos o Eikengberg, Wolvenberg e o Leberg.
A última secção de pavé, situa-se a cerca de 20 quilómetros da meta, enquanto o último Hellingen, que é precisamente o Molenberg, está a 31 Kms da linha de meta e poderá ser aqui que se pode decidir a corrida.

Hellingen:
1 Leberg 143.9km (950m 4,2 % - 13,8 % max)
2 Berendries 139.8km (940m 7,0 % - 12,3 % max)
3 Tenbosse 134.9km (450m 6,9 % - 8,7 % max)
4 Eikenmolen 129.4km (610m 5,9 % - 12,5 % max)
5 Muur van Geraardsbergen (pavé) 117.6km (1100m 8,7 % - 19,8 % max)
6 Valkenberg 99.9km (540m 8,1 % - 12,8 % max)
7 Kaperij 81.3km (1000m 5,5 % - 9,0 % max)
8 Kruisberg (pavé) 69.4km (1800m 4,8 % - 9,0 % max)
9 Taaienberg (pavé) 59.7km (530m 6,6 % - 15,8 % max)
10 Eikenberg (pavé) 54.4km (1200m 5,2 % - 10,0 % max)
11 Wolvenberg 51.3km (645m 7,9 % - 17,3 % max)
12 Leberg 40.9km (950m 4,2 % - 13,8 % max)
13 Molenberg (pavé) 35.4km (463m 7,0 % - 14,2 % max)

Secções de pavé:
1 Haaghoek 146.9km (2000m)
2 Haaghoek 91.1km (2000m)
3 Donderij 64.7km (800m)
4 Ruiterstraat 51.2km (800m)
5 Karel Martelstraat 49.9km (1300m)
6 Holleweg 48.5km (350m)
7 Haaghoek 43.9km (2000m)
8 Paddestraat 30.5km (2300m)
9 Lippenhovestraat 27.8km (1300m)
10 Lange Munte 20.8km (2500m)

Startlist



Condições atmosféricas

A prova apesar de dar inicio às clássicas da primavera, é disputada ainda em pleno inverno. Por essa razão, o frio, vento e chuva, marcam muitas vezes a corrida.
Este ano, a previsão não contempla chuva, mas no inicio da prova, o céu estará nublado, mas aos poucos o Sol marcará presença. A temperatura irá variar entre os 4ºC e 10ºC ao longo da corrida.
O vento soprará de sudoeste, com rajadas de 30 Km/h. Isto significa que em grande parte da corrida, o vento será cruzado. No Molenberg soprará pelas costas.

Favoritos
A equipa mais forte em prova, é sem dúvida a Quick-Step Floors, com três nomes que se destacam: Tom Boonen, Zdenek Stybar e Niki Terpstra. Ainda têm Philippe Gilbert e Matteo Trentin a complementar. Boonen, começou o ano em boa forma e há quem diga que há muito tempo não viam a lenda belga tão concentrada e em forma como este ano, esta que é a temporada de despedida e certamente ele quererá despedir-se em grande. A Omloop é das poucas clássicas que ele nunca venceu. O perfil da prova não é dos mais favoráveis a Stybar, mas o checo é um dos melhores clássicomanos do mundo, o mesmo se aplica a Niki Terpstra.
O vencedor do ano passado, Greg Van Avermaet é também um dos grandes favoritos. Também ele é um dos melhores neste terreno, capaz de vencer atacando e indo em solitário, ou então a vencer num sprint num grupo restrito, como aconteceu no ano passado, em que bater...Peter Sagan.
O campeão do mundo, Peter Sagan, é obviamente um dos favoritos. Desde do Tour Down Under que não compete, mas o eslovaco é dos tais, que dispensam apresentações. É um dos melhores ciclistas do mundo e está a caminho de ser um dos melhores de sempre.
A Sky, apresenta o vencedor das edições de 2014 e 2015, Ian Stannard, como cabeça de cartaz. Este volta a ser uma das apostas da equipa, mas também contam com Luke Rowe, que já mostrou em boas condições físicas na Austrália. O jovem italiano, Gianni Moscon, é um gregário de luxo e também ele pode obter um bom resultado.
Um dos ciclistas mais regulares no pavé, é indiscutivelmente, Sep Vanmarcke. No entanto, o ciclista que agora corre na Cannondale-Drapac, nunca ganhou. Será que vai ser em 2017, que finalmente vai ganhar? Temos certeza de uma coisa, ele vai andar pelos primeiros lugares em grande parte das provas.
Quem substituiu Vanmarcke na LottoNL-Jumbo, foi Lars Boom. O ciclista holandês voltou a uma casa que tão bem conhece, para liderar a equipa nas clássicas. E será a aposta da equipa holandesa. 
A outra Lotto, a Lotto-Soudal, apresenta como sempre uma equipa de luxo, com Jurgen Roelandts, Jens Debusschere e Tiesj Benoot. Destacamos o último, uma das jovens promessas belgas, que já é uma certeza. Benoot ainda não ganhou, mas está destinado a vencer, é um dos maiores talentos para este tipo de corridas e não só. Esteve muito bem no Algarve, onde demonstrou estar em grande forma. É o nosso outsider.
Por fim, destaque para uma das equipas mais fortes, a Trek-Segrafedo. Que tal como a Sky, apresenta dois candidatos: Jasper Stuyven e Edward Theuns. Os dois já mostraram estar bem este ano, dando boas indicações nas provas que participaram (Tour Down Under e Volta ao Algarve). Jasper Stuyven é com Benoot, os maiores talentos belgas para este terreno. Stuyven é mais explosivo que Benoot, com uma ponta final melhor. Theuns é um ciclista muito regular, é também um excelente finalizador.

***** Peter Sagan
**** Greg Van Avermaet, Sep Vanmarcke
*** Tiesj Benoot, Jasper Stuyven, Tom Boonen, Zdenek Stybar, Ian Stannard
** Lars Boom, Oliver Naesen, Luke Rowe, Niki Terpstra
* Gianni Moscon, Edward Theuns, Jens Debusschere, Jurgen Roelandts, Alexis Gougeard, Alexander Kristoff

A nossa aposta: Peter Sagan
Outsider: Tiesj Benoot

Seguir em direto: Eurosport 1,

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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