Kuurne-Bruxelles-Kuurne (1.HC) - Antevisão


Para finalizar o fim de semana que abre a temporada das clássicas da primavera, teremos a segunda prova flamenga, a Kuurne-Bruxelles-Kuurne.
Conhecida por ser adaptada aos sprinters, a prova foi criada em 1945, esta será a 70ª edição da prova. Todos os anos reúne uma lista de participantes de topo, principalmente entre os homens rápidos do pelotão internacional.
Entre as duas provas belgas deste fim de semana, esta é considerada a que tem menos prestigio, por isso mesmo não subiu de escalão este ano, ao contrário da Omloop Het Nieuwsblad, que passou a ser World Tour. No entanto, não deixa de ser importante, nem que seja para a adquirir confiança parao futuro.
O recordista de vitórias é...Tom Boonen, que este ano procurará vencer pela 4ª vez.

História
últimos 10 vencedores
2007     Tom Boonen (BEL)     Quick-Step–Innergetic
2008     Steven de Jongh (NED)     Quick-Step
2009     Tom Boonen (BEL)     Quick-Step
2010     Bobbie Traksel (NED)     Vacansoleil
2011     Christopher Sutton (AUS)     Team Sky
2012     Mark Cavendish (GBR)     Team Sky
2013     Não se realizou devido às condições atmosféricas
2014     Tom Boonen (BEL)     Omega Pharma–Quick-Step
2015     Mark Cavendish (GBR)     Etixx–Quick-Step
2016     Jasper Stuyven (BEL)     Trek–Segafredo

Edição 2016 (Top-10)
1    Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo    4:53:50   
2    Alexander Kristoff (Nor) Team Katusha    0:00:17   
3    Nacer Bouhanni (Fra) Cofidis, Solutions Credits        
4    Dylan Groenewegen (Ned) Team LottoNl-Jumbo        
5    Lukasz Wisniowski (Pol) Etixx - Quick-Step        
6    Niccolo Bonifazio (Ita) Trek-Segafredo        
7    Peter Sagan (Svk) Tinkoff Team        
8    Edward Theuns (Bel) Trek-Segafredo        
9    Jonas Vangenechten (Bel) IAM Cycling        
10    Scott Thwaites (GBr) Bora-Argon 18

Percurso
Kuurne > Kuurne, 200,7 Kms
Como é tradição, a Kuurne-Bruxelles-Kuurne decorre no dia a seguir à Omloop. É uma clássica com uma natureza diferente de grande parte das clássicas Flamengas, isto porque, a prova apesar de ser marcada pelos 'muros' (Hellingen's) e pelo pavé, é habitual o vencedor ser decidido por um pelotão compacto. Isto deve-se ao facto das grandes dificuldades situarem-se longe da meta.
O percurso deste ano em relação ao do ano passado, é bastante parecido, com uma ou outra pequena alteração. Uma das mudanças é no número de 'muros' (Hellingen's), este ano são 12, mais um do que em 2016.


Serão ao todo 12 Hellingen's (subidas), a última será o Nokereberg, que se situa a 50 quilómetros da linha de meta, ou seja, ainda longe o que beneficia as equipas dos sprinters que podem reagrupar-se e trabalhar para uma chegada em pelotão compacto. Porém, não seria de estranhar se se criassem grupo nestes muros.


As características dos 12 Hellingen's


Startlist

Condições atmosféricas

As condições atmosféricas é o factor que pode determinar se a prova terá uma chegada em pelotão compacto ou se será mais selectiva.
A previsão é que haverão muitas nuvens, com 25% de hipóteses de chuva, a temperatura rondará os 13ºC. Mas o parâmetro mais importante é o vento. Soprará de sudoeste, com rajadas que podem atingir os 20 Km/h.

Favoritos
Esta é uma clássica que ao longo da sua história tem sido disputada ao sprint em pelotão compacto. Por essa razão, os principais favoritos são os velocistas.
Um dos homens rápidos, que começou o ano em grande forma, foi Dylan Groenewegen. O holandês ainda não venceu em 2017, mas esteve sistematicamente na disputa, com vários segundos e terceiros lugares e frente à elite do sprint mundial. Groenewegen apesar de ter furado na Omloop, numa altura que a corrida estava lançada, ainda conseguiu ficar no 25º lugar, num esforço que demonstra que também é um ciclista que tem futuro nas clássicas do pavé.
Outro sprinter, que começou o ano em grande forma foi Alexander Kristoff. Já conta com quatro vitórias, três delas conseguidas no Omã e a outra na Etoile Bessèges. O norueguês é também ele um dos melhores neste tipo de terreno, ou não fosse ele um vencedor da Volta à Flandres.
Outro dos vencedores em 2017, é Arnaud Démare, venceu duas etapas na Etoile Bessèges e mostrou-se forte na chegada a Tavira na Volta ao Algarve. Ontem na Omloop, foi 20º.
Um nome que dispensa qualquer apresentação é...Peter Sagan. Neste tipo de prova é sempre um dos principais candidatos.
A Quick-Step não começou nada bem esta temporada das clássicas, com uma actuação muito fraca na Omloop, Matteo Trentin foi o melhor no 9º lugar, o italiano também estará nesta clássica. Tom Boonen teve muito azar, viu-se envolvido numa queda e acabou por abandonar. A lenda belga já venceu esta prova por três vezes. O seu estado ainda é uma incógnita, não sabemos se a queda o pode afetar para a segunda clássica do fim de semana.
Philippe Gilbert também não esteve nada mal na Omloop, foi 13º, no regresso ao pavé. O percurso não o beneficia, mas o campeão belga não pode ser descartado. Apesar de já não estar no auge ele continua a ser dos poucos que pode dinamitar com a corrida, com os seus ataques devastadores.
A Trek-Segafredo, apresenta uma excecional equipa, Edward Theuns e Jasper Stuyven são as principais figuras para este terreno. O primeiro caiu na Omloop e tal como Boonen, não sabemos se o vai afetar. Em relação a Stuyven, tentará defender o título que conquistou em 2016. A sua versatilidade faz dele um ciclista muito adequado para esta prova, é capaz de atacar de longe e manter-se na frente, mas também é capaz de sprintar. A equipa americana, ainda tem Fabio Felline, que na Omloop foi 4º.
Nacer Bouhanni é outro dos grandes candidatos. Foi 3º em 2016 e apesar de não estar a ter um inicio de temporada fácil, pode ser aqui o ponto de viragem. Se houver uma chegada em pelotão compacto, o francês é sem dúvida um dos favoritos.
A Sky, apresenta Ian Stannard e Luke Rowe como líderes da sua equipa para as clássicas. Mas para esta prova, pensamos que Danny Van Poppel tem de ser mencionado. No último ano, o holandês tem evoluído muito bem, já com alguns resultados de relevo. 
Outro homem rápido que se saiu relativamente bem na Omloop foi Magnus Cort, que acabou no 16º lugar. O dinamarquês, também começou o ano bem e já conta com duas vitórias.
Bryan Coquard é outro dos homens rápidos presente nesta clássica. Também já conta com duas vitórias em 2017 e a evolução que tem tido nestes últimos dois anos, tem sido brutal.

***** Alexander Kristoff
**** Arnaud Demare, Peter Sagan, Dylan Groenewegen
*** Nacer Bouhanni, Tom Boonen, Jasper Stuyven
** Magnus Cort, Bryan Coquard, Danny Van Poppel, Edward Theuns
* Moreno Hofland, Daniel McLay, Jurgen Roelandts, Greg Van Avermaet, Jens Keukeleire, Roy Jans, Sam Bennett, Fabio Felline, Oliver Naesen,  Matteo Trentin, Jempy Drucker

A nossa aposta: Alexander Kristoff
Outsider: Arnaud Démare

Seguir em directo: Eurosport, @KuurneBxlKuurne, #Kbk

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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