Análise à temporada 2016 - Team Katusha


País - Rússia
UCI WT  Ranking - 6º
Orçamento - +/-32 milhões de euros

Com o segundo maior orçamento do pelotão, a Katusha foi a grande desilusão do ano. A equipa não conseguiu vitórias à geral nas principais provas por etapas e nas clássicas o desempenho foi pobre, para as expectativas criadas.
Joaquim Rodriguez, não obteve nenhum sucesso de relevo e Ilnur Zakarin estava nos primeiros lugares no Giro, acabou por sofrer uma queda grave que o obrigou a abandonar a prova, num dos momentos mais tristes da equipa russa.
Alexander Kristoff foi o mais vitorioso, como esperado, mas nenhuma vitória foi nas Grandes Voltas e Monumentos.
Apesar de tudo acabam por terminar o ano no 6º lugar da classificação WT.

Principal Figura - Alexander Kristoff
Conseguiu 11 vitórias de etapas, nenhuma no World Tour. Ganhou a geral do Tour des Fjords e a clássica alemã Eschborn-Frankfurt. Também venceu a classificação dos pontos no Tour do Qatar, 3 dias de Panne e Tour des Fjords.
Apesar de ter sido uma temporada bem mais fraca que a anterior, o norueguês, mesmo assim, foi a grande figura da Katusha, isto demonstra um pouco o fiasco que foi a temporada da equipa russa.

Desilusão - Joaquim Rodriguez
Aquela que supostamente seria a sua última temporada, acabou por ser uma desilusão. Sem qualquer vitória durante o ano, o catalão, apenas se pode agarrar ao 7º lugar final no Tour.
Na Vuelta ao País Basco, que é uma das suas provas favoritos, não foi além do 5º lugar, recordar que ele em 2015 venceu a prova. Nas Ardenas, o melhor que fez foi um 8º lugar na Liège-Bastogne-Liège e nos Jogos Olímpicos acabou em 5º.
Somando tudo foi um ano fraco para Purito.

Principais conquistas - Eschborn-Frankfurt, 20ª etapa do Giro, 17ª etapa do Tour e 8ª etapa da Vuelta
As grandes vitórias em 2016, resumem-se às vitórias de etapas nas Grandes Voltas (1 etapa em cada uma) e à clássica germânica conquistada por Kristoff, Eschborn-Frankfurt.
No Giro, Rein Taaramae venceu a 20ª etapa, já depois do abandono de Zakarin, amenizando um pouco a prestação da equipa. O mesmo Zakarin, no Tour deu uma alegria à equipa russa, ao vencer a 17ª tirada, umas das mais importantes da edição deste ano. Na Vuelta, foi a vez de outro russo, Sergey Lagutin, o veterano ganhou em La Camperona.

Outros resultados relevantes - Volta à Eslovénia, Tour des Fjords
Rein Taaramae dominou a Volta à Eslovénia, venceu a 2ª etapa e levou para casa a geral. No Tour dos Fjords, o domínio de Kristoff foi ainda mais absoluto, ao vencer as 2ª, 3ª e 5ª etapas, além da geral.
Em condições 'normais', estas duas vitórias não seriam resultados relevantes, já que são competições 'secundárias' a nível mundial, mas a falta de resultados da equipa faz com que se tenham de referenciar.

Melhor momento -Vitória de Zakarin na 17ª etapa do Tour
Zakarin vinha de um Giro dececionante, quando estava a lutar pelos primeiros lugares, teve uma queda gravíssima. No Tour, o russo tentava vencer uma etapa e marcou a chegada a Finhaut-Emosson, como um dos dias que tentaria a sua sorte. E tal sucedeu, o russo venceu a etapa num dos dias mais importantes do Tour 2016.
Escolhemos este momento do ano da Katusha, não só pelo simbolismo que é ganhar uma etapa do Tour, depois da temporada da Katusha, mas também pelo contexto, Zakarin vinha de um frustrante Giro, onde sofreu uma queda muito feia e chegou ao Tour ainda afectado, mas tentou e conseguiu o seu objetivo.

Pior momento - A queda e abandono de Ilnur Zakarin no Giro
Zakarin esteve no melhor e pior momento do ano para a Katusha. Na 19ª etapa do Giro que terminou em Risoul, o russo estava à procura dos lugares do pódio, mas uma queda violenta, acabou com o sonho de Zakarin. Nesse mesmo dia, Steven Kruijswijk também caiu e abriu o caminho para Nibali conquistar o Giro.

Il ciclismo è gioie, bellezze, viste mozzafiato, divertimento, ma il ciclismo è anche questo, fatiche, paura, immensi sforzi e dolori. #Forza #zakarin ! E ricordate Rispettate i ciclisti, che siano piccoli bambini alle prime armi, che siano allievi o juniores in allenamento, che siano professionisti in gara, che siano anziani durante una passeggiata oppure semplici amatori, ma rispettateli. Non chiamateli " dopati di merda ", non buttate chiodi sulle strade al passaggio di gare, non fate gli idioti in auto quando avete di fianco dei ciclisti. Ricordatevi che è gente come voi, che si fa il culo per inseguire i propri sogni e che non vi ha fatto nulla di male, potrebbero essere vostri amici, vostri parenti, vostri coetanei, vostri figli. #ciclismoesvida #ciclismo #giro2016 #crash #cycling #top #love #sport #beautiful #road #Amazing #magliarosa #giroditalia #katusha #nibali #astana #cannondale #moviestar
Um vídeo publicado por Mattia Santambrogio (@mattia_santambrogio_97) a
 
Revelação - Nils Politt
Dos jovens da equipa, não houve nenhum que se tenha destacado particularmente. Escolhemos Nils Politt, pelo o seu papel na primavera, com algumas atuações interessantes, que faz com que seja um nome a acompanhar nos próximos anos.
Foi 3º nos 3 dias na Flandres Ocidental, 9º nos 3 dias de Panne e 5º na Le Samyn.

Futuro - A equipa deixou de ter licença russa e passa a ter suiça. Em 2017 terá um novo patrocinar, a Alpecin, que deixa a Giant.
Enquanto a mexidas, são muitas. Destaque para as saídas de Joaquim Rodriguez e Jurgen Van den Broeck. O belga, irá correr na LottoNL-Jumbo e o espanhol que se iria aposentar, afinal irá competir ou não pela Barhein-Merida, numa decisão polémica.
Em relação a entradas, destaque para o 'nosso', José Gonçalves e Tony Martin. O jovem dinamarquês, Mads Wurtz Schmidt, Reto Hollenstein, Robert Kiserlovski e Baptiste Planckaert, são contratações interessantes, principalmente o talento dinamarquês, um dos melhores do seu escalão etário.

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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