Giro d'Italia - Antevisão da 17ª etapa

Primeira etapa de alta montanha da 3ª semana, com final numa das principais estações invernais italianas, Madonna di Campiglio.

Bassano del Grappa - Madonna di Campiglio, 203 Km



Dia com mais de 5500 metros de subida acumulada. A primeira metade da etapa é extremamente difícil, enquanto a segunda é muito mais fácil.
Partindo de Bassano, o pelotão tem 40 Km planos até à primeira subida categorizada, Forcella Valbona (GPM1, 21,9 Km a 6,6%). É uma subida muito longa e constante.
Segue-se um descida bastante longa e rápida, com algumas seções técnicas especialmente no final depois são 10 km de planos até Aldeno onde começa o mítico Monte Bondone (GPM1, 20,2 Km a 6,8%), uma subida clássica que ganhou fama graças à etapa épica de 1956 e que estava ausente do Giro desde 2006. A vertente usada este ano é diferente do habitual, no entanto, enquanto o lado clássico é extremamente regular, este apresenta duas rampas mais duras interrompidas por uma falsa secção plana. A descida é novamente longa e bastante técnica no final. 
Depois de chegar ao fundo, aparece uma rampa curta e um plano falso antecedem o primeiro sprint intermediário em Ponte Arche e depois para a terceira escalada do dia, Passo Durone (GPM3, 10,4 Km a 6%), que mereceria algo mais que uma terceira categoria, mas mesmo assim é uma subida bem mais acessível que as duas primeira. Uma descida rápida leva então a uma subida de 17 Km em falso plano (onde está colocado o segundo sprint intermediário em Caderzone Terme) até ao inicio da subida final. Madonna di Campiglio (GPM1, 12,5 Km a 5,7%) é uma subida bastante constante até 2500 metros da meta, onde o terreno passa para falso plano.


Sprints intermédios:
88.1 Km - Cividale del Friuli 
181.1 Km - Castello di Susans (1', 2' e 3' de bonificação)

Subidas categorizadas:
61.2 Km - Forcella Valbona: GPM1, 21.9 Km @ 6.6%
117.5 Km - Monte Bondone: GPM1, 20.2 Km @ 6.8%
164.9 Km - Passo Durone: GPM3, 10.4 Km @ 6%
FINAL - Madonna di Campiglio: GPM1, 12.5 Km @ 5.7%

Condições meteorológicas


Dia seco.
Final de etapa com temperaturas baixas.
O vento vai soprar fraco.

Favoritos

Fuga
Sim, a fuga tem hipóteses de sucesso. A Deceuninck-QuickStep não lhe interessa uma etapa dura e a Sunweb poderá guardar as balas para quinta-feira.

Existem muitos nomes para a fuga, aqui ficam alguns:
AG2R - Bouchard
Androni - Pellaud
Bahrain - Padun
Bardiani - Carboni
Bora-Hansgrohe - Fabbro
CCC - De la Parte, Valter
Cofidis - Hansen, Edet
EF - Guerreiro, Kangert
Lotto-Soudal - De Gendt, Hagen, Vanhoucke
Movistar - Rubio, Carretero, Cataldo, Vilella
Ineos - Castroviejo
NTT - Meintjes, O'Connor
Sunweb - Hamilton
UAE - Ulissi, Conti
Vini Zabù - Visconti, Zardini

Luta pela Geral
O dia é muito duro mas a subida final nem por isso. A Madonna di Campiglio não é uma subida que possa fazer muitas diferenças, no entanto, poderemos ver ataques de longe e isso pode tornar a corrida mais imprevisível.
A Sunweb é a equipa-chave, será que querem ter já a liderança ou vão esperar pela etapa monstruosa de quinta-feira? Essa é a grande questão.
Vincenzo Nibali é outro elemento que pode ser chave, o tubarão está bastante atrasado e a única hipótese de chegar à rosa é atacar de longe. 
Tao Hart parece que está a subir de forma ao longo do Giro, se quer ganhar a prova terá de ser mais ofensivo do que foi em Piancavallo onde limitou-se a seguir a roda da Sunweb.

⭐⭐⭐⭐ Kangert, Zakarin, Castroviejo
⭐⭐⭐ Hart
⭐⭐ Hindley, Kelderman, Almeida
⭐ Majka, Nibali, Pozzovivo

A nossa aposta: Tanel Kangert
A EF vai tentar mais uma vitória de etapa e com Guerreiro desgastado, acreditamos que a aposta é em Kangert.

Joker: Vincenzo Nibali
Se há um ciclista neste pelotão imprevisível que pode tornar a corrida caótica é o tubarão. Não será descabido vê-lo a atacar de longe e em descida, os rivais terão de ter muito cuidado.


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Eurosport 1 (11:25)
Horário Portugal continental

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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