Gent-Wevelgem (1.WT) - Antevisão

 


A Gent-Wevelgem é uma das clássicas mais importantes do calendário, sendo que muitos consideram-na o 6º monumento.
A  edição 2020 será a 82ª, desde de 2004 que a prova não parte da cidade que é considerada o coração espiritual do ciclismo da Flandres e que dá nome à prova, Gent.
É conhecida por ser a clássica do pavé mais propícia aos sprinters e a sua história demonstra-o, Cipollini venceu-a por três vezes, Tom Steels ganhou-a duas vezes, Oscar Freire também a conquistou. Porém nem sempre um sprinter puro a venceu, aliás a coisa equilibra-se.
Tom Boonen, Rick Van Looy, Eddy Merckx, Mario Cipollini e Robert Van Eenaeme são os recordistas com três vitórias.

História

últimos 10 vencedores
2010 Bernhard Eisel (Aut) Team HTC - Columbia
2011 Tom Boonen (Bel) Quickstep Cycling Team
2012 Tom Boonen (Bel) Omega Pharma - Quickstep
2013 Peter Sagan (Svk) Cannondale Pro Cycling
2014 John Degenkolb (Ger) Team Giant-Shimano
2013 Peter Sagan (Svk) Cannondale Pro Cycling
2014 John Degenkolb (Ger) Team Giant-Shimano
2015 Luca Paolini (Ita) Team Katusha
2016 Peter Sagan (Svk) Tinkoff
2017 Greg van Avermaet (Bel) BMC
2018  Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe
2019 Alexander Kristoff (Nor) UAE



Percurso

Ieper › Wevelgem (232,5 Km)

Esta é das clássicas que mais se adequa aos sprinters, no entanto, desde 2014 com a alteração do percurso, a prova passou a ser menos controlável.
São 232,5 quilómetros, uma extensão de monumento, mas a 'festa' começa aos 136 quilómetros de prova, são 10 Hellingens no total, até ao Kemmelberg a cerca de 34 quilómetros da meta. A sequência Baneberg e Kemmelberg (que tem tripla passagem) é a mais importante e aquela que pode fazer diferenças mais significativas no decorrer da prova.
A prova terá de ser atacada longe da meta, acreditamos que será isso que vai acontecer, caso não aconteça a maioria dos sprinters podem sobreviver no grupo principal.  O vento é um fator a ter em conta.


Subidas: 
Scherpenberg (88 m, 0.7 Km @ 3.1%, Km 135.0 )
Vidaigneberg (124 m, 1.2 Km @ 5.4%, Km 139.7)
Baneberg (132 m, 0.3 Km @ 4.5%, Km 140.9)
Monteberg (95 m, 1.0 Km @ 5.2%, Km 146.6)
Kemmelberg (Belvedère) (138 m, 0.4 Km @ 7.2%, Km 148.3)
Monteberg (95 m, 1.0 Km @ 5.2%, Km 178.2)
Kemmelberg (Belvedère) (138 m, 0.4 Km @ 7.2%, Km 179.9)
Scherpenberg (Feed Zone 2) (88 m, 0.7 Km @ 3.1%, Km 187.3) 
Vidaigneberg (124 m, 1.2 Km @ 5.3%, Km 192.1)
Baneberg (132 m, 0.1 Km @ 4.2%, Km 193.3)
Kemmelberg (Ossuaire) (154 m, 0.6 Km @ 12.1%, Km 198.4)

Sectores de pavé: 
1. Veurnestraat (+, 800 m, Km 104.1)
2. Kemmelberg (++, 400 m, Km 148.3)
3. Hill 63 (+++, 2100 m, Km 163.8)
4. Christmas Truce (++, 1300 m, Km 165.8)
5. The Catacombs (+, 600 m, Km 167.4) 
6. Kemmelberg (++, 400 m, Km 179.9) 
7. Kemmelberg (+++, 200 m, Km 198.4)

Startlist 


Condições meteorológicas


Possibilidade de chuva é baixa,
A temperatura será baixa no inicio da prova, a rondar os 8ºC, mas subirá ao longo da prova até aos 14ºC.
O vento será moderado de noroeste, podem causar bordures, principalmente na parte inicial.

Favoritos

⭐⭐⭐⭐⭐ Wout Van Aert, Mads Pedersen
⭐⭐⭐⭐ Mathieu Van der Poel, Alexander Kristoff
⭐⭐⭐  Sonny Colbrelli, Jasper Stuyven
⭐⭐ Oliver Naesen, Pascal Ackermann
⭐ Kasper Asgreen, Matteo Trentin, Sam Bennett

A nossa aposta: Mads Pedersen
Está em grande forma e o seu sprint está cada vez melhor. Tem uma equipa poderosa à sua volta que o pode colocar em boa posição e também sabe mover-se no vento.
Pode ganhar através de um ataque de longe como ao sprint.

Joker: Sonny Colbrelli
Mostrou estar em grande forma na Brabantse Pijl e possui um sprint poderoso. Move-se bem no pavé, o grande problema está no posicionamento no pelotão que por vezes o trai.

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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