Prémios 2019


O ano de 2019 está a terminar e como tem sido habitual, divulgamos os vencedores das diversas categorias relativas ao ano que está a terminar. Parabéns a todos os vencedores. :)
Aqui ficam eles:

Melhor sprinter: Caleb Ewan

Estávamos divididos entre ele e Sam Bennett, o irlandês também realizou um ano extraordinário. Acabamos por escolher o australiano, por uma simples razão,  das 10 vitórias, 5 foram em grandes voltas (3 no Tour e 2 no Giro). O facto de ter sido o melhor velocista no Tour acabou também por pesar, no entanto se a escolha fosse por Bennett, seria uma boa decisão.

Melhor trepador:
Egan Bernal

Venceu o Paris-Nice e Volta à Suiça, mas é a conquista do Tour que o eleva para outro nível, tornando-se o primeiro colombiano a conseguir tal feito.
Em 2019 na alta-montanha, que é o seu território, poucas vezes foi derrotado, no Tour apenas Thibaut Pinot foi ligeiramente superior, até abandonar.

Melhor contrarrelogista: Rohan Dennis

Nenhum ciclista dominou a disciplina em 2019. Campenaerts e Evenepoel tiveram bons momentos com vitórias importantes, mas Dennis obliterou toda concorrência no mundial, com uma das exibições do ano.
O australiano apenas venceu um contrarrelógio durante o ano, mas a diferença para a concorrência foi chocante, que fez com que a nossa escolha recaia sobre ele. Continua a ser o melhor especialista da atualidade.
 
Melhor voltista: Primoz Roglic


Venceu todas as provas por etapas que esteve presente em 2019, excepto o Giro, onde foi 3º. Conseguiu conquistar a sua primeira grande volta (Vuelta) com muita autoridade e segurança. O único ciclista nesta categoria que além dele poderia ser escolhido era Bernal, mas consideramos que a temporada do esloveno é ligeiramente melhor.

Melhor Gregário: Andrey Amador

Amador e Pedrero foram os grandes gregários da Movistar no Giro, que acabou por ser ganho por Richard Carapaz. O trabalho do costa-riquenho foi essencial e repetiu no Tour, onde a equipa espanhola não conseguiu manter a bitola do excelente Giro e fracassou, mas o trabalho de Amador foi digno de nota.
Em 2020 ainda não se sabe onde irá correr, se continua na Movistar ou segue para a Ineos.

Mais combativo: Julian Alaphilippe

Realizou um ano de grande nível, mais uma vez. A diferença para outros anos foi o Tour, que terminou em 5º da geral e até à 18ª etapa envergou a amarela. Fez sonhar os franceses, a sua combatividade foi recompensada com um brilhante lugar na geral, pouca gente ousaria apostar neste desfecho antes do Tour.

Melhor jovem: Tadej Pogacar/Remco Evenepoel

Não consideramos Egan Bernal para a discussão, realizou o 2º ano no WT. A discussão era entre dois fenómenos, Tadej Pogacar e Remco Evenepoel.
O esloveno revelou ser um ciclista fabuloso em provas por etapas e na primeira grande volta obteve um incrivel 3º lugar na geral. Já o belga, venceu uma clássica tão importante como a Clasica de San Sebastian, foi campeão europeu de contrarrelógio e foi vice-campeão do mundo da mesma especialidade, apenas batido por Dennis, entre outros resultados importantes.
Não temos coragem de decidir a favor de algum dos 2!

Melhor classicómano: Zdenek Stybar

É uma das categorias em que não houve um dominador claro. Stybar venceu a Omloop e a E3-Harelbeke, foi 8º no Paris-Roubaix e 4º na Strade Bianche.
O checo no inicio da primavera parecia imparável, mas conforme as provas foram decorrendo o gás foi terminando. De qualquer forma pela consistência e por ter ganho 2 clássicas, é a nossa escolha.

Desilusão do ano: Simon Yates

Depois de em 2018 ter ganho a Vuelta e ter realizado um Giro onde venceu 3 etapas e dominou a prova durante 2 semanas, as expectativas eram elevadas. O grande objetivo do ano era o Giro, não foi além do 8º lugar da geral.
Salvou um pouco a temporada com 2 vitórias de etapa no Tour.

Ciclista feminina do ano: Annemiek Van Vleuten

Demoliu a concorrência na principal prova por etapas do circuito feminino, o Giro e foi autora de uma das cavalgadas mais impressionantes do ano nos mundiais. Além disso, venceu a Strade Bianche e a Liège-Bastogne-Liège.

Melhor equipa WT: Deceuninck- QuickStep

Mais um ano em que a equipa belga é a mais vitoriosa. Foram 68 vitórias, onde se incluem, Milão-São Remo, Paris Roubaix, Strade Bianche e Flèche Wallone entre outras.
Nas grandes voltas, venceram 9 etapas (1xGiro, 3xTour e 5xVuelta), sem esquecer a performance de Alaphilippe no Tour.

Melhor prova: Amstel Gold Race

Um das provas mais insanas da última década. Ganha pelo fenómeno holandês, Mathieu Van der Poel de uma forma épica, onde Fuglsang e Alaphilippe foram os grandes derrotados, depois de terem estado cerca de 30 Km na frente. Os últimos 3 Km foram surreais, com Van der Poel a recuperar mais 1 minuto para o duo da frente.

Melhor clássica: Amstel Gold Race

Ver categoria: Melhor Prova.

Melhor prova por etapas (excepto grandes voltas): Itzulia

Prova marcada pelas 2 últimas etapas. Buchmann foi o protagonista principal da 5ª etapa, com um ataque demolidor e longe da meta, onde deixou a concorrência a mais de 1 minuto.
A 6ª e última etapa foi marcada por diversos ataques de longe, num deles, Buchmann acabou por ceder, mas apesar de tudo, acabou por se defender muito bem e salvou o pódio.
Foi uma edição muito interessante, mesmo as outras etapas foram interessantes, destaque para Max Schachmann, que venceu 3 delas.

Melhor etapa: 6ª etapa Itzulia

Etapa marcada pelo trabalho da Astana e Mitchelton-Scott no pelotão de forma a seleccioná-lo. Os vários ataques na subida de 1ª categoria de Azurki acabou por quebrar Buchmann, que no topo estava a cerca de 25 segundos sobre um grupo que continha: Dan Martin, Adam Yates, Pogacar, Izagirre e Fuglsang.
Até à meta o alemão perderia mais tempo, enquanto que Adam Yates acabaria por deixar os outros para trás e vencia a etapa. Ion Izagirre vencia a geral, um momento muito importante na carreia do basco.

Melhor equipa não WT: Androni Giocattoli - Sidermec

A equipa italiana fez um ano bastante bom, mais um, com 32 vitórias (melhor equipa PCT). Venceu uma etapa no Giro, que era o grande objetivo de 2019, através da sua estrela, Fausto Masnada.
Ainda teve outros ciclistas em plano de destaque como Andrea Vendrame (vencedor do Tro-Bro Leon), Matteo Pelucchi (5 vitórias), Marco Benfatto (8 vitórias) e Mattia Cattaneo.

Melhor ciclista do pelotão português: João Rodrigues

Começou o ano em grande forma, ao ser 9º em casa na Algarvia, continuou a boa forma no Alentejo, onde ganhou a geral. Apareceria novamente no verão, na Volta a Portugal o grande objetivo da equipa e dele. Venceu a principal prova do ciclismo nacional, numa disputa intensa com Joni Brandão, no último dia o algarvio arrasou o seu rival no contrarrelógio do Porto.

Melhor equipa portuguesa: W52-FC Porto

Vencedores da Volta a Portugal, onde colocaram 4 cicistas no top-5! Dominio total, numa prova que teve emoção até ao último dia.
Além disso, a equipa teve participações interessantes fora de portas, nomeadamente nas Asturias (já um clássico), Poitou-Charentes e Dinamarca. Por cá, ganharam a Alentejana, GP JN, GP Anicolor e Rota de Filigrana.

Surpresa do ano: Mads Pedersen campeão do mundo

Não era a principal carta da Dinamarca, muito menos era um dos favoritos, aliás, nem sequer estava na lista de outsiders da grande maioria.
O jovem dinamarquês fugiu a 45 Km da meta e teria a companhia de Moscon, Trentin, Kung e do grande favorito Mathieu Van der Poel, que a 13 Km da meta quebrou. O favorito passava a ser Trentin, Moscon trabalhou incessantemente para o colega. Mas Pedersen tinha outras ideias e no sprint final, bateu claramente Trentin, numa vitória que teve tanto de inesperada como de épica.

Momento caricato do ano: Rohan Dennis abandona o Tour

O mau feito de Rohan Dennis é bem conhecido no WT. Mas ninguém esperava que o australiano chegasse ao ponto de em plena etapa do Tour, abandonar a prova, não dar satisfações a ninguém e simplesmente desaparecer por mais de 1 hora.
O desfecho foi lógico, separação entre ele e equipa. Em 2020 correrá pela Ineos.

Pior momento do ano: A morte de Bjorg Lambrecht

5 de agosto de 2019, dia negro para a modalidade. Um dos jovens ciclistas mais talentosos do pelotão perdeu a vida enquanto disputava a 3ª etapa da Volta à Polónia.

Melhor grande volta: Tour

A edição 2019 do Tour esteve longe de ser a pasmaceira que tem marcado a prova francesa na última década. Os franceses (Pinot e Alaphilippe) foram os principais animadores das 2 primeiras semanas de prova e criaram a ilusão que em 2019 um gaulês poderia ganhar a prova, 34 anos depois (Bernard Hinault). Pinot acabaria por abandonar com um problema fisico e Alaphilippe naturalmente cedeu na montanha da última semana.
A prova ficou também marcada pela última semana coxa, o mau tempo fez com que algumas etapas fossem encurtadas e o que poderia ter sido um Tour antológico, acabou por ser apenas um bom Tour. Bernal venceu a prova e tornou-se no primeiro colombiano a conseguir tal façanha.
O Giro foi dominado com autoridade pela Movistar, ao contrário do habitual não entusiasmou. Já a Vuelta continua no seu caminho de aposta exaustiva nas etapas com finais em muros de caminhos de cabra, Roglic dominou como quis a edição deste ano.

Ciclista do ano: Primoz Roglic

Já falamos dele na categoria de 'voltista do ano', mas mais que repetir as palavras, o melhor mesmo é olhar para a imagem seguinte e tentar perceber o que foi o ano de 2019 do esloveno.


Número 1 do ranking UCI, venceu a Vuelta, UAE Tour, Romandia, Giro Dell'Emilia, Tre Valli Varesine e foi 3º no Giro.
Sem espinhas, o esloveno é o ciclista do ano.




Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Publicar um comentário