Tour Down Under (2.WT) - Antevisão


Como já é tradição, a temporada de ciclismo inicia-se na Austrália com a primeira prova do World Tour, o Tour Down Under a abrir as hostilidades. Enquanto a Europa está sob temperaturas gélidas, na Austrália acontece o oposto e a temporada de ciclismo australiana está no auge, com a realização dos campeonatos nacionais e vários Critériums.
Nas últimas duas décadas o ciclismo australiano conheceu um desenvolvimento extraordinário, que lhe permite ter: duas provas no World Tour, uma das melhores equipas do mundo e pode-se orgulhar de ter fornecido à modalidade um leque de ciclistas de enorme qualidade.
O Tour Down Under em 2020 celebra a sua 22ª edição, sendo esta a prova de ciclismo mais importante realizada no hemisfério Sul. Disputa-se na região mais a sul do país, ao redor de Adelaide.
Na lista de vencedores estão nomes como Simon Gerrans (4x), André Greipel, Michael Rodgers e Richie Porte. Os homens da casa venceram a prova 12 vezes.

História

últimos 10 vencedores
2010    André Greipel (GER) Team HTC–Columbia
2011    Cameron Meyer (AUS) Garmin–Cervélo
2012    Simon Gerrans (AUS) GreenEDGE
2013    Tom-Jelte Slagter (NED) Blanco Pro Cycling
2014    Simon Gerrans (AUS) Orica–GreenEDGE
2015    Rohan Dennis (AUS) BMC Racing Team
2016    Simon Gerrans (AUS) Orica–GreenEDGE 
2017    Richie Porte (AUS) BMC Racing Team
2018    Daryl Impey (RSA) Mitchelton-Scott 
2019    Daryl Impey (RSA) Mitchelton-Scott 


Percurso

21/1 Etapa 1 - Tanunda › Tanunda (150 Km)
22/1 Etapa 2 - Woodside › Stirling (135.8 Km)
23/1 Etapa 3 - Unley › Paracombe (131 Km)
24/1 Etapa 4 - Norwood › Murray Bridge (152.8 Km)
25/1 Etapa 5 - Glenelg › Victor Harbor (149.1 Km)
26/1 Etapa 6 - McLaren Vale › Willunga Hill (151.5 Km)
Total: 870.2 Km


Desde que passou a fazer parte do World Tour, a prova evoluiu gradualmente de uma competição que beneficiava os sprinters para favorecer corredores mais versáteis. Nos últimos s6 anos, a organização apostou um formato fixo com três etapas para sprinters, este ano são as 1ª, 4ª e 5ª etapas.

Onde é que a prova será decidida?
Esta edição conta com 2 finais em alto, Paracombe e Willunga Hill. A primeira apesar de curta é mais empinada e fará diferenças importantes, nem que sejam uns segundos, esta prova é sempre decidida ao segundo. Impey se quer repetir a vitória na geral terá de bonificar em todas as outras etapas que não acabam em alto. Por essa razão, este ano, acreditamos que a vitória será decidida entre os trepadores e puncherus presentes.

Perfis

21/1 Etapa 1 - Tanunda › Tanunda (150 Km)

Subidas categorizadas:
Km 46.8 - Breakneck Hill (3ª Cat., 0.6 Km a 3.9%)
Km 107 - Breakneck Hill (3ª Cat., 0.6 Km a 3.9%)

22/1 Etapa 2 - Woodside › Stirling (135.8 Km)

Subidas categorizadas: 
Km 15.5 - Quarry Road (2ª Cat., 1.0 Km a 7.1%), 
Km 38.6 - Quarry Road (2ª Cat., 1.0 Km a 7.1%)

23/1 Etapa 3 - Unley › Paracombe (131 Km)

Subidas categorizadas: 
Meta - Paracombe (1ª Cat., 1.2 Km at 9.7%).



 24/1 Etapa 4 - Norwood › Murray Bridge (152.8 Km)

Subidas categorizadas: 
Km 76.3 - Mount Torrens (2ª Cat., 1.2 Km a 6.9%)

25/1 Etapa 5 - Glenelg › Victor Harbor (149.1 Km)

Subidas categorizadas: 
Km 129 - Kerby Hill (2ª Cat., 1.6 Km a 9.0%)

26/1 Etapa 6 - McLaren Vale › Willunga Hill (151.5 Km)

Subidas categorizadas: 
Km 128.8 - Willunga Hill (1ª Cat., 3.7 Km a 6.9%)
Meta - Willunga Hill (1ª Cta., 3.7 Km a 6.9%)


Startlist


Condições meteorológicas

A meteorologia desempenha sempre um factor importante nesta prova. O verão no hemisfério sul está no seu pico e as temperaturas elevadas no sul da Austrália são uma constante.
No entanto, este ano não é esperado calor, aliás, a chuva poderá marcar presença, nomeadamente nas etapas de quinta-feira e sexta-feira.

Favoritos

⭐⭐⭐⭐⭐ Richie Porte
⭐⭐⭐⭐ Romain Bardet, Diego Ulissi
⭐⭐⭐ George Bennett, Pavel Sivakov, Rohan Dennis
⭐⭐ Ben Hermans, Luis Leon Sanchez, Daryl Impe
⭐ Simon Yates, Lucas Hamilton

A nossa aposta: Richie Porte
O rei de Willunga Hill curiosamente apenas ganhou em 2017, apesar de dominar ano após ano na subida mais icónica da prova.
A sua forma deve ser boa como todos os anos, além de Willunga Hill, tem o final de Paracombe para ganhar tempo a Impey e companhia. 

Outsider: Pavel Sivakov
A Ineos tem algumas cartas para jogar, uma delas é Sivakov. O jovem russo mostrou em 2019 que é um talento a ter em conta e também não se dá nada mal com subidas curtas e empinadas, como provou na Polónia. 
Ainda há Dennis, que tem aqui uma oportunidade de brilhar na primeira prova com as cores da equipa britânica.

Sprinters
⭐⭐⭐ Caleb Ewan
⭐⭐ Sam Bennett, Elia Viviani
⭐Jasper Philipsen, Giacomo Nizzolo, Kristoffer Halvorsen, André Greipel

Portugueses
João Almeida (Deuceuninck - Quick Step) Dorsal 52
A estreia de um dos maiores talentos do ciclismo nacional numa das principais equipas mundiais. Tem condições para deixar já a sua marca, porém, não sabemos a condição fisica de Almeida e qual será o papel que a equipa lhe vai dar .


Seguir em direto: @tourdownunder; #TDU

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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