Volta a Portugal 2019 - Antevisão 7ª etapa

A Volta continua por Trás-os-Montes, desta vez com um dos finais mais difíceis da edição deste ano, na Serra do Larouco em Montalegre.

Mapa
Perfil

Etapa que percorre toda parte da norte transmontana, bem perto da fronteira com a Galiza. São pouco menos de 160 Km de tirada com mais de 3200 m de subida acumulada.
Mais um dia rompe-pernas, não tanto como o anterior, mas com um final em alto. A primeira dificuldade a sério aparece bem a meio da prova, com a subida para a Bolideira, são quase 19 Km a a subir a 2,6% de média, não mata, mas vai moendo as pernas, ainda por cima com o cansaço acumulado da prova. Segue-se uma longa descida até Chaves e um falso plano, com algum sobe e desce até Boticas, onde começa um desafio a sério, a subida de Torneiros, com 4,6 Km a 8,3%, ascensão bem exigente.
Do topo de Torneiros até Montalegre são cerca de 25 Km, onde terão de subir 2400 a 5,9%, não está categorizada. Curta descida até ao inicio da subida para o Larouco. A parte inicial é a mais simpática, os últimos 4 Km são os mais duros, com várias rampas acima dos 2 digitos.

Subida final
Metas Volantes:  
Km 26 - Vinhais
Km 114 - Boticas
Km 148 - Montalegre

Subidas categorizadas: 
Km 74 - Bolideira (2ª Categoria, 18.9 Km a 2.6%)
Km 119 - Torneiros (1ª Categoria, 4.6 Km a 8.3%)
Meta - Serra do Larouco (1ª Categoria, 9.2 Km a 5.9%)

Cidade de partida: Bragança

Bragança
Bragança pertence ao distrito com o mesmo nome e é sede de concelho com 49 freguesias.
A cidade foi fundada no século II a.C. pelos Celtas, que a baptizaram como "Brigância". O nome, ao longo dos tempos, foi-se latinizando tornando-se em Bragança. Durante a ocupação romana a cidade era conhecida como "Juliógriga", em homenagem a Júlio César.
Numa visita a Bragança não podem perder o Castelo e a sua história medieval. A Domus Municipalis é um monumento único na Península Ibérica. De arquitectura Românica, pensa-se que o edifício terá sido construído no século XV, aquando da reconstrução do castelo.
E já que estão em Bragança, que tal um passeio pelo Parque Natural de Montesinho?


Cidade de chegada: Montalegre
Montalegre

Montalegre pertence ao distrito de Vila Real. É sede de concelho com 35 freguesias (25 após a reorganização territorial). 
O concelho de Montalegre juntamente com o de Boticas, constituem as Terras de Barroso. É também o concelho que mais contribuem (em área) para o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
O ponto turístico mais conhecido de Montalegre é o castelo. É ponto de visita obrigatório. Mas há muito mais para fazer nesta bela terra. Se o dia 13 coincidir com a sexta feira, a cidade veste-se para uma enorme festa cheia de superstições, contos e lendas. Os restaurantes apresentam ementas sugestivas, no castelo é feito o Esconjuro a Dom Bruxo e a tradicional Queimada. 
Montalegre é uma terra conhecida pela qualidade do seu fumeiro. Todos os anos, em Janeiro, realiza-se a Feira do Fumeiro, uma das maiores do país.

Condições meteorológicas

Dia de chuva, as temperaturas a rondar os 20ºC. O vento vai ser um fator importante, soprará forte de Sudoeste, significa vento lateral grande parte da etapa, mas na subida final será a favor.

Favoritos

Jogo tático
Mais um dia duro, com um final complicado na Serra do Larouco. A possibilidade de uma fuga voltar a ter sucesso é grande. A W52-FC Porto não se deve importar muito desde que não hajam elementos que perigam a classificação geral. Outra situação que podeira levar a equipa do líder a trabalhar era o que aconteceu ontem, cortes no pelotão com gente importante a ficar para trás.
Para evitar essa situação, as outras equipas da geral (Efapel, Boavista e Louletano) terão de trabalhar a etapa inteira, será que estão estão dispostos a esse desgaste?
As quedas de Gustavo Veloso e João Rodrigues segundo os próprios e a equipa não devem limitá-los, no entanto, qualquer pormenor pode fazer a diferença, hoje já podemos ter a resposta a esta incógnita que se criou.

Se a fuga não chegar, os favoritos são os suspeitos do costume: o trio do FC Porto, Joni Brandão da Efapel e Vicente de Mateos. O Boavista pode atacar a subida de forma diferente, lançando à vez as suas três cartas.

⭐⭐⭐ Edgar Pinto, Joni Brandão
⭐⭐ João Rodrigues, Gustavo Veloso, Vicente De Mateos
⭐ João Benta, Frederico Figueiredo, David Rodrigues, Davide Celano

A nossa aposta: Joni Brandão
Está a 25 segundos, tem de recuperar tempo, por isso é obrigatório atacar até porque há um contrarrelógio final que não o beneficia.
Se não começar a recuperar tempo a sério e com as oportunidades a escassearem, a tarefa de ganhar a Volta complica-se.

Joker: João Rodrigues
É a grande incógnita. Como estão Veloso e João Rodrigues? Se estiver como na Torre, então é o principal favorito.

Seguir em directo: #eugostodavolta#voltaportugal@VoltaPortugal
TV: RTP 1 (a partir das 15:00)

Horário Portugal continental

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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