Volta à França 2019 - Antevisão 6ª Etapa

Ao sexto dia chega o primeiro grande teste para os homens da geral. Toda a etapa é dura, com quatro contagens de montanha de 1ª categoria e final em La Planche de Belles Filles, montanha que foi utilizada em 2012 pela primeira vez e em pouco tempo ganhou o respeito de ciclistas e adeptos.

Mapa
Perfil
Começa em Mulhouse, e bastam duas dezenas de quilómetros e os ciclistas estão a subir, aos 29 Km aparece o sprint intermédio, que está já em plena subida para Le Markstein, com os seus 10,8 Km a 5,4%. O Grand Ballon segue-se de imediato, subida curta mais muito empinada. Descida técnica que dá acesso ao Col du Hundsruck (5,3 Km a 6,9%)
A sequência de subidas não pára, esta etapa passa pelas principais ascensões dos Vosges e a próxima na lista é o Ballon d'Alsace (11 Km a 5,8%), é a subida mais longa do dia.  
Depois da descida do Ballon d'Alsace, os ciclistas entram nos últimos 40 quilómetros da etapa e a dureza mantém-se. Col des Croix (3,3 Km a 6,1) é a 5ª ascensão categorizada do dia, nova descida e aparece o Col de Chevéres (3.5 Km a 9.6%) com o aliciante de haverem segundos de bonificação no topo (8, 5 e 3 seg.).
Mas é a subida final que centra as atenções, até porque não se esperam ataques dos homens da geral antes de Planche de Belles Filles (7.0 Km a 8.5%). Este ano tem mais um aliciante, a organização extendeu em mais 1 Km a subida, onde estão rampas de 24% não pavimentadas. 

A La Planche des Belles Filles estreou-se no Tour em 2012, mas rapidamente granjeou respeito. Foi palco de guerra entre Bradley Wiggins e Chris Froome. Foi também aqui que Vincenzo Nibali arrasou com a concorrência em 2014, a caminho da vitória no Tour. Na última ocasião que a prova visitou este lugar foi em 2017, um dos últimos dias de glória de Fabio Aru.

Sprints intermédios:
- Linthal (435 m, Km 28.6),
- Col des Chevrères (917 m, Km 141.5)

Subida categorizada: 
- Le Markstein (1ª Cat., 1178 m, 10.8 Km a 5.7%, Km 43.5)
- Le Grand Ballon (3ª Cat., 1327 m, 1.3 Km a 7.4%, Km 50.5)
- Col du Hunsdruck (2ª Cat., 751 m, 5.3 Km a 6.9%, Km 74)
- Ballon d'Alsace (1ª Cat., 1171 m, 11.0 Km a 5.9%, Km 105)
- Col des Croix (3ª Cat., 675 m, 3.3 Km a 5.4%, Km 123.5)
- Col des Chevrères (2ª Cat., 917 m, 3.5 Km a 9.6%, Km 141.5)


- La Planche des Belles Filles (1ª Cat., 1139 m, 7.0 Km a 8.5%, META)
 

Cidade de partida: Mulhouse

Mulhouse em festa
Situada entre o Reno e o maciço de Vosges, no coração de três fronteiras europeias, Mulhouse desfruta de uma situação geográfica privilegiada. A cidade oferece todos os charmes da região de Alsace, mas também a possibilidade de descobrir os países vizinhos: a Suíça e a Alemanha.

Os seus monumentos históricos tão especiais permitiram-lhe receber o título de 'Cidade de arte e de história'. Mulhouse foi a primeira cidade alsaciana a receber esta distinção.
A cidade revela os seus encantos ao longo dos diversos bairros que a compõem e nunca deixa de surpreender o visitante: vitrais do século XIV, fachadas de estilo renascentista da região do Reno, casas de mestres, parques e jardins herdados dos séculos passados, mas também museus e lojas variadas que seguem as influências da Suíça e da Alemanha.

Cidade de chegada: La Planche des Belles Filles

A Volta à França em La Planche de Belles Filles
La Planche des Belles Filles é uma estação de esqui nas montanhas Vosges, na França. Está localizado no departamento de Haute-Saône. 
O nome de Belles Filles deriva da vida vegetal local. A montanha é conhecida desde o século 16 como lugar peuplé de belles fahys, um "lugar habitado com lindas hastes". Belles fahys depois se tornou em Belles Filles.
A montanha foi duas vezes palco de chegada de etapa na Volta à França. a primeira vez aconteceu em 2012 e o vencedor foi Chris Froome, a segunda vez foi em 2014 e Vincenzo Nibali foi o homem do dia.

A lenda
Esta montanha deve o seu nome a uma lenda que vem da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Segunda a mesma, mercenários suecos estavam estacionados nas proximidades de Plancher-les-Mines. Como estavam longe de casa e das suas mulheres, começaram a perseguir as meninas e mulheres da região à procura de diversão. Estas fugiram para o topo da La Planche des Belles Filles.
As mulheres que foram apanhadas acabaram por cometer suicídio, para não serem vitimas de violação. Para isso elas decidiram saltar de um palanque natural para o lago. Desde então, esse lago chama-se: Étang des Belles Filles (lago das belas meninas). Uma estátua de madeira nos flancos de La Planche recorda-nos o terrível destino destas mulheres. 

Condições meteorológicas

Baixa probabilidade de chuva, apesar das muitas nuvens que irão pairar na região.
Temperatura a rondar os 18ºC, um pouco menos acima dos 1000 metros de altitude.
Vento vai soprar fraco.

Favoritos

Fuga?
É uma possibilidade que o pelotão deixe escapar um grupo, desde que a composição do mesmo contemple ciclistas muito atrasados na geral. A Deceuninck-QuickStep não deverá se importar com essa situação, já que é improvável que Alaphilippe consiga manter a camisola amarela. Até pode acontecer que a equipa belga coloque elementos na fuga.
Tim Wellens é um dos que poderá estar em fuga, para defender a camisola da montanha, apesar do desgaste que já acumula. 
No entanto, é provável que a Ineos e a Jumbo-Visma procurem controlar a fuga, à procura da vitória da etapa e liderança na geral (sim, ainda estamos na 6ª etapa, é um pouco cedo). Por essa razão, os candidatos a vencer através de fuga levam 1 estrela.

⭐⭐⭐⭐ Egan Bernal
⭐⭐⭐ Thibaut Pinot, Jakob Fuglsang
⭐⭐ Geraint Thomas, Steven Kruijswijk, Rigoberto Uran, Adam Yates
⭐ Tim Wellens, Thomas De Gendt, Warren Barguill, Alexey Lutsenko, Pello Bilbao, Tiesj Benoot, Jesus Herrada, Alessandro De Marchi

A nossa aposta: Egan Bernal
Tem a equipa mais forte para controlar a corrida e além disso, está forte. O jovem colombiano pode já começar a cavar diferenças para os adversários no seu terreno e passar a mensagem a todos que é para levar muito a sério, inclusive para dentro da equipa.
Se terminar num grupo muito seleto, é um ciclista com uma ponta final interessante neste terreno.

Joker: Jakob Fuglsang
O dinamarquês parece completamente recuperado da queda que o afetou. Tem estado atento e tem uma equipa que no papel é das mais fortes a seguir à Ineos.
Tem realizado um ano fabuloso e esta é bem capaz de ser a última oportunidade para tentar um resultado relevante no Tour. A etapa é muito dura e um teste definitivo para sabermos de Fuglsang está no Tour para lutar pelos primeiros lugares ou será mais uma vez uma decepção.
A camisola amarela que o vencedor irá usar nesta etapa homenageia o pelotão do Tour.

Seguir em directo: #tdf2019, #letour, #tourdefrance, #tdf

(a partir das 12:00)

(a partir das 13:10)

Horário Portugal continental




Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Enviar um comentário