Relatório 2018 - Quick-Step Floors


País - Bélgica
UCI WT  Ranking - 1º

Temporada histórica para a Quick-Step Floors com um total de 73 vitórias e mais de 150 pódios. Vitórias emblemáticas como a Volta à Flandres, Liège-Bastogne-Liège, Flèche Wallone e E3 Harelbeke, juntando a isso mais 13 vitórias de etapas nas grandes voltas e um 2º lugar na geral da Vuelta. Os 'lobos' em 2018 estiveram insaciáveis.

Principal Figura - Niki Terpstra

A escolha foi complicada mas tinha de ser entre Niki Terpstra e Elia Viviani, a escolha foi pelo primeiro. Foi o rei do empedrado de 2018 e por isso tem de ser a grande figura da equipa. As clássicas são as provas com mais significado para a equipa belga e a temporada de 2018 foi memorável.
O holandês venceu a Le Samyn, E3 Harelbeke e a Volta à Flandres, todas elas foram conquistadas de forma dominadora.

Desilusão - Ninguém

Principal resultado - Volta à Flandres

Esta é a prova mais simbólica para os flamengos e por arrasto é também juntamente com o Paris-Roubaix a corrida que mais se identifica com a Quick-Step Floors.
A primavera 2018 foi de sonho como toda a temporada da equipa belga e o momento que define tudo isso foi a Volta à Flandres.

Outros resultados relevantes - Liège-Bastogne-Liège, 13 etapas nas grandes voltas, 2º lugar na geral da Vuelta

Das muitas vitórias da equipa temos de destacar o outro monumento, o mais antigo, a Liège-Bastogne-Liège, onde Bob Jungels mais uma vez mostrou a força de um coletivo demolidor que é a Quick-Step Floors.
Depois de em 2017 a equipa ter ganho 17 etapas, em 2018 conseguiram 13, em 2 anos conseguiram 30 etapas, um autêntico absurdo. A lista de vencedores de etapas de grandes voltas em 2018 é: Viviani (7), Max Schachmann (1), Gaviria (2), Alaphilippe (2) e Enric Mas (1).
A Vuelta foi a prova em que Enric Mas mostrou que será um dos principais voltistas da próxima década, ganhou uma etapa e acabou em 2º na geral, apenas batido por Simon Yates.

Melhor momento - Volta à Flandres

Foi o ponto mais alto de uma primavera de sonho para a equipa belga.

Pior momento - Queda de Gilbert no Tour

Foram poucos os momentos maus da equipa em 2018. 
Durante a 16ª etapa do Tour, Gilbert estava isolado na frente, quando na descida do Col de Portet d'Aspe, calculou mal uma curvae saiu de estrada numa queda aparatosa.
O belga ainda terminou a corrida, numa etapa ganha pelo Alaphilippe, mas no final do dia foi ao hospital onde foi-lhe detetado uma fratura na rótula.
Revelação - Enric Mas

No relatório do ano anterior consideramos que 2017 ainda não tinha sido o ano de Enric Mas. O que esperávamos dele era exatamente aquilo que ele mostrou em 2018.
É um dos grandes talentos do ciclismo atual para provas por etapas, começou o ano apagado, mas na Vuelta ao País Basco deu o ar da sua graça, foi 6º na geral e continuou os bons resultados na Volta à Suiça, onde foi 4º. Mas foi na Vuelta que Mas revelou todo o potencial e sobretudo mostrou que é um caso sério para provas de 3 semanas, foi na última semana que assegurou o 2º lugar da geral e venceu uma etapa.
Será este o sucessor de Alberto Contador?

Avaliação
 
Números
Tem sido consistentemente a equipa com mais vitórias do ciclismo mundial, mas não tem sido a 1ª do ranking, finalmente este ano a equipa belga chega ao lugar mais alto. A temporada foi extraordinária, com 73 vitórias, um recorde para a equipa desde que se mudou para a Bélgica, 38 delas do WT.
A equipa também bateu o recorde de pódios, com 151 este ano, o mais próximo que conseguiram foi em 2014 com 139. Foi de facto um ano absurdo para esta equipa.

O segredo do sucesso da equipa é claramente sustentado no coletivo e não nas individualidades. No entanto temos de destacar o ciclista mais vitorioso de 2018, Elia Viviani com 18 vitórias, por isso é também ele o que mais contribuiu para o sucesso da equipa.
Julian Alaphilippe não ficou muito longe de Viviani, as vitórias na Flèche Wallone, San Sebastian, 2 etapas e camisola da montanha no Tour destacam-se das 12 vitórias. Terpstra, Enric Mas, Stybar, Gilbert, Jungels, Gaviria, Schachmann e Lampaert também tiveram contribuições significativas e importantes na pontuação da equipa.
É de longe a equipa mais homogênea de todo o pelotão.

Positivo
  • O coletivo;
  • Elia Viviani;
  • Julian Alaphilippe;
  • Bloco das clássicas;
  • Enric Mas;
Negativo
  • Bloco das provas por etapas.
Futuro

O plantel teve de ser reduzido muito por culpa de uma redução de orçamento, apenas 2 entradas e 6 saídas. As entradas são de dois jovens talentosos, um deles é nada mais nada menos que o fenómeno júnior, Remco Evenepoel, um ciclista destinado a grandes feito.

Várias saídas de peso, Niki Terpstra depois de vários anos na equipa muda de ares para a Direct Energie. Mas a mais surpreendente de todas, é a ida de Fernando Gavíria para a UAE-Emirates, o colombiano tinha contrato com os belgas, mas com a diminuição de orçamento a equipa abdicou do contrato dele. Max Schachmann também realizou um bom ano e vai para a Bora-Hansgrohe. Laurens De Plus ruma à Jumbo e Narváez à Sky, são duas perdas menos importantes se compararmos com as outras. Eros Capecchi também sai, ainda não tem contrato assinado com ninguém até ao dia que este relatório foi escrito. (NOTA: Eros Capecchi renovou com a Quick-Step)

As saídas são de peso e não é a entrada de dois jovens, que compensam. Sem dúvida que conseguir ter Remco Evenepoel é muito importante para o futuro, mas para 2019 a equipa está mais frágil.

Entradas: 
Remco Evenepoel (2020)
Mikkel Frølich Honoré (Team Waoo, 2020)

Saídas:
Niki Terpstra (Direct Energie)
Laurens De Plus (Team Jumbo)
Maximilian Schachmann (Bora-Hansgrohe)
Jhonatan Narváez (Team Sky)
Fernando Gaviria (UAE-Team Emirates)





Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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