Relatório 2018 - Team Sky


País - Grã-Bretanha
UCI WT  Ranking - 2º

Mais uma temporada onde a equipa britânica mostrou o seu poderio, sobretudo nas grandes voltas conquistou duas das três. Mas nem tudo são rosas, em dezembro a Sky anunciou que 2019 seria o último ano que estaria com a equipa e o futuro é incerto para a equipa com o maior orçamento do pelotão mundial.

Principal Figura - Geraint Thomas

Com Froome a ir ao Giro, Thomas viu a oportunidade de ter liberdade no Tour e foi exatamente isso que aconteceu. A equipa nunca assumiu que trabalhava para o galês, mas deu-lhe liberdade.
Enquanto decorria o Tour, haviam dúvidas que Thomas não fraquejasse, mas nunca aconteceu, o ciclista esteve sempre no controlo da situação e não teve um único momento de fraqueza.
Além do Tour, que é sempre o objetivo primordial da equipa britânica, o galês venceu o Dauphiné, numa temporada de sonho para ele.

Desilusão - Dylan Van Baarle

Depois de uma temporada em que o holandês se afirmou, decidiu mudar de ares para a Sky e na teoria era uma grande escolha. A equipa britânica procurava reforçar o bloco das clássicas, mas as coisas não correram bem, o melhor resultado na primavera foi o 12º lugar na Volta à Flandres.

Principal resultado - Tour

É o principal objetivo da Sky todos os anos. Não ganhar o Tour faz com que a temporada seja um fracasso para a equipa com maior orçamento do ciclismo mundial.

Outros resultados relevantes - Giro

O Giro era aquela prova que a equipa não conseguia ganhar, ou porque o líder falhava ou porque o azar batia à porta. Froome foi a aposta da equipa para 2018 para acabar com a 'maldição' e diga-se que até à 19ª etapa as coisas não estavam fáceis, até que nesse dia tudo mudou e Froome selou a vitória na corsa rosa.

Melhor momento - 19ª etapa do Giro

80 quilómetros a solo merecem um lugar especial neste artigo. Antes da etapa ninguém previa que Froome no fim da mesma terminaria com a camisola rosa, mas foi isso que aconteceu.
A Sky impôs desde cedo um ritmo infernal e no Colle delle Finestre, Froome lançou o ataque a mais de 80 quilómetros da meta e depois foi ganhando sempre tempo aos rivais, no final terminou com mais de 3 minutos de avanço sobre os principais adversários.

Pior momento - Gianni Moscon expulso do Tour

Este foi mais um episódio a juntar ao rol de idiotices de Gianni Moscon. Depois de ter: um comportamento racista com um ciclista, provocar um acidente propositadamente e ter-se agarrado a um carro no mundial, eis que Moscon decide agredir um colega de profissão em plena etapa do Tour.
A equipa suspendeu-o por 5 semanas, depois de ter dito que a próxima infração dava rescisão de contrato.

Revelação - Egan Bernal

Egan Bernal está destinado a grandes feitos e no seu primeiro ano no WT mostrou o porquê. Venceu a Colombia Oro y Paz e a Volta a Califórnia e ainda deu espetáculo na Romandia, Catalunha e no Tour foi um gregário de luxo, Froome pode agradecer o pódio a ele.
A performance durante o ano impressionou e a equipa britânica estendeu o contrato até 2023.

Avaliação

Números
É uma das equipas mais bem sucedidas da última década e os números concordam. O pior lugar no ranking desde 2012 foi o 9º lugar em 2014.
Este ano a equipa conseguiu 43 vitórias, mais 9 do que a anterior, também obteve mais 3 vitórias no WT.
Em número de pódios, os britânicos obteve 98, menos 2 que em 2017. É um valor normal para a Sky, como se pode ver no próximo gráfico.
A equipa tem muitas opções e por isso é normal que tenha mais facilidade em ter diversos ciclistas a pontuar. Geraint Thomas foi o que mais pontuou com 24,8%, seguido de Chris Froome com 19,4%.
Michal Kwiatkowski mais uma vez realizou um ano de grande nivel, contribuiu com 14,8% dos pontos. Outro destaque é para Egan Bernal, contribuiu com 11,8%.

Positivo
  • Geraint Thomas;
  • Chris Froome;
  • Michal Kwiatkowski;
Negativo
  • O bloco das clássicas.
Futuro

A equipa não mexeu muito na sua base. Ben Swift regressa e depois há uma aposta clara na juventude, com Eddie Dunbar, Pippo Ganna, Narvaez e a jovem sensação colombiana Ivan Sosa.
Este último foi roubado à Trek-Segafredo, o ciclista e a sua antiga equipa já tinham um acordo com a equipa americana, até que a Sky intrometeu-se e a coisa tornou-se numa novela, resolvida a favor dos britânicos.

Das saídas, o realce vai para Sergio Henao que depois de muitos anos na estrutura procura outros desafios. David Lopez um fiel gregário deixa o ciclismo, assim como Philip Deignan. Beñat Intxaustiregressa a Espanha depois de temporadas praticamente sem competir na equipa britânica devido a problemas físicos. Lukasz Wisniowski este ano foi dos melhores da equipa no pavé, mas irá sair para a CCC. Jonathan Dibben não continuará também na equipa, até ao dia de hoje ainda não tem equipa.

A equipa reforçou-se com gente nova, a perda mais importante foi a de Sergio Henao, mas Ivan Sosa é um substituto de luxo. Deverão continuar a exercer domínio nas grandes voltas, mas dificilmente melhorarão nas clássicas, principalmente no pavé.

Entradas:
Edward Dunbar (Aqua Blue Sport, 2019)
Filippo Ganna (UAE-Team Emirates, 2019)
Jhonatan Narváez (Quick-Step Floors, 2020)
Ben Swift (UAE Team Emirates)
Ivan Sosa (Androni Giocattoli - Sidermec)

Saídas:
Sergio Henao (UAE Emirates)
Lukasz Wisniowski (CCC)
Beñat Intxausti (Euskadi-Murias)
Philip Deignan (fim de carreira)
David López (fim de carreira)
Jonathan Dibben (?)


Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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