Relatório 2018 - LottoNL-Jumbo


País - Holanda
UCI WT  Ranking -10º

Foi uma das equipas que mais evoluiu em 2018, embora o ranking não reflita isso. Roglic. Kruijswijk e Groenewegen realizaram temporadas de grande nível e elevaram o nível da equipa holandesa para um novo patamar.
Para o próximo ano a equipa passa a ser Jumbo e depois da evolução, é naturalmente uma das equipas que gera mais curiosidade.

Principal Figura - Primoz Roglic

Realizou um ano extraordinário. Venceu no País Basco, na Romandia, em casa na Eslovénia e foi 4º no Tour, no penúltimo dia estava em 3º.
A evolução deste ex-saltador de esqui, que com 20 anos mal tinha pedalado é pletórica. Para 2019 é um dos grandes candidatos a ganhar qualquer prova por etapas que entre.

Desilusão - Lars Boom

No inicio do ano foi submetido a uma intervenção cirúrgica ao coração. Regressou em março e em maior protagonizou uma das cenas mais lamentáveis do ano ao agredir Preben Van Hecke (Sport Vlaanderen-Baloise)  em plena corrida na Volta à Noruega, que lhe valeu a expulsão.
Andou o ano a arrastar-se, sem qualquer resultado digno de registo.

Principais conquistas - 7ª, 8ª e 19ª etapas do Tour

A equipa holandesa esteve em grande no Tour. Terminou com Roglic no 4º lugar da geral e Kruijswijk em 4º, mas além disso conseguiu três vitórias de etapa, duas por Dylan Groenewegen que aniquilou a concorrência nas 7ª e 8ª etapas e Roglic na 19ª venceu com um ataque na descida da última subida do dia.

Outros resultados relevantes - Vuelta ao País Basco e Volta à Romandia

Em condições normais a vitória na Itzulia (Vuelta ao País Basco) seria um dos principais resultados, mas o desempenho da equipa no Tour foi extraordinário. Além da Itzulia, a Volta à Romandia também foi ganho por um Roglic que se deu ao luxo de aguentar todos os brutais ataque de um Egan Bernal que estava em 'modo voador'.

Melhor momento - Conquista da Itzulia

A Itzulia é uma das principais provas de etapas do calendário internacional. Primoz Roglic enfrentava uma concorrência feroz, como é tradição no País Basco, a lista de participação é de luxo.
Esteve praticamente imbatível até ao último dia, onde fraquejou um pouco, com os ataques do dueto da Movistar a acabar por quebrar o esloveno.
É provavelmente a principal vitória no palmarés de Roglic até ao momento.

Pior momento - Lars Boom expulso na Volta à Noruega

Tudo aconteceu na 2ª etapa da Volta à Noruega, quando Lars Boom e Preben Van Hecke estavam na frente do pelotão. O holandês decidiu ser boa ideia agredir Van Hecke, o resultado foi a expulsão da prova.

Revelação - Sepp Kuss

O ano estava a ser discreto para o jovem americano que se estreava no WT até que no Tour of Utah sacou uma das exibições mais dominantes do ano. Venceu nada mais nada menos que três etapas em sete, ganhou a geral com mais de 2 minutos de vantagem sobre o 2º e também arrecadou a classificação da montanha.
Impressionou e foi à Vuelta como gregário de Kruijswijk, acabou em 65º mas trabalhou muito para o holandês e deu sinais que no futuro pode ser um ciclista para as grandes voltas.

Avaliação

Números
A evolução de 2017 para 2018 foi clara, a equipa atingiu o ponto mais baixo em 2015, mas desde aí tem crescido todos os anos. Conseguiu mais 7 vitórias no total que em 2017 e teve o mesmo número de vitórias no WT. O resultado foi apenas uma subida de 2 lugares no ranking, entrando no top-10.
Em relação ao número de pódio, o ganho foi pequeno, apenas 3 a mais em relação a 2017. Mas tal como nas vitórias desde de 2016 que todos os anos tem crescido.
A distribuição de pontos é dominada por dois ciclistas, Roglic e Kruijswijk. O esloveno venceu várias provas e fez um grande Tour, já Kruijswijk foi 5º no Tour e 4º na Vuelta.
Os dois arrecadaram 48,2% dos pontos.
George Bennett teve um ano complicado com alguns problemas de saúde, mesmo assim consegui 12,8%. Surpreendente é Groenewegen apenas ter conseguido 5,4% dos pontos, menos que Gensink e Roosen.

Positivo
  • Primoz Roglic, Steven Kruijswijk e Dylan Groenewegen;
  • O bloco nas grande voltas;
  • Sepp Kuss, a nova coqueluche do ciclismo americano.
Negativo
  • George Bennett;
  • Temporada das clássicas do pavé;
Futuro

Algumas mudanças importantes na equipa. Nas entradas destaque para o Tony Martin 'Panzerwagen' que procura relançar a carreira na equipa holandesa. Laurens de Plus é também uma aquisição de grande valor, um gregário para a montanha. Teunissen, Hofstede, Taco van der Hoorn reforçam o bloco das clássicas, que em 2018 teve bastante discreto. Jonas Vingegaard é um jovem dinamarquês que fará o primeiro ano no WT.

Das saídas, a mais importante é a de Enrico Battaglin que em 2018 venceu uma etapa no Giro. Lars Boom fez um ano miserável e pouco acrescentava já à equipa. Wagner, Tankink e Van Hoecke eram gregários de 2ª e 3ª linha.

No papel em 2019 o plantel ainda é mais forte, o bloco das clássicas ganha qualidade. Tony Martin e Laurens de Plus são mais valias em diversos terrenos.

Por último a equipa também mudará de nome, em 2019 será apenas Jumbo.

Entradas: 
Jonas Vingegaard (coloQuick, 2020)
Lennard Hofstede (Team Sunweb, 2020)
Laurens De Plus (Quick-Step Floors, 2020)
Mike Teunissen (Team Sunweb, 2022)
Taco van der Hoorn (Roompot - Nederlandse Loterij, 2020)
Tony Martin (Katusha-Alpecin, 2020)

Saídas:
Bram Tankink (fim de carreira)
Gijs Van Hoecke (CCC)
Enrico Battaglin (Katusha-Alpecin)
Robert Wagner (Fortuneo-Samsic)
Lars Boom (Crelan-Charles)


Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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