Relatório 2018 - BORA - Hansgrohe



País - Alemanha
UCI WT  Ranking - 3º

Ao segundo ano no World Tour a Bora-Hansgrohe conseguiu entrar no top-3 das melhores equipas do mundo. Claro que ter Peter Sagan nas suas fileiras ajudou à causa, mas outros brilharam num ano muito positivo para a equipa alemã.

Principal Figura - Peter Sagan

Desta vez foi impossível ser campeão do mundo, o percurso de Innsbruck não era para Sagan. Mas para compensar venceu a rainha das clássicas, recuperou a camisola verde e 3 etapas do Tour.
É inquestionavelmente o ciclista mais popular da atualidade e na estrada justifica isso mesmo. É um espetáculo à parte eatualmente mais nenhum influência uma corrida como ele.

Desilusão - Rafal Majka

O polaco desiludiu mais uma vez. Apresentou-se em 2018 a apontar baterias para o Tour e nada lhe correu bem, quando já estava de fora da luta pela geral apostou nas fugas para vencer etapas, bem tentou mas não teve sucesso. 
A Vuelta podia ser a salvação da temporada, mas não foi mais que o confirmar de um ano muito fraco para Majka. Na etapa que terminava em La Camperona tinha condições para ganhar, mas foi batido por um jovem espanhol, Óscar Rodriguez.

Principais resultados - Paris-Roubaix

Para muitos ciclistas, ganhar o Paris-Roubaix é o pináculo de uma carreira, é o máximo que se pode obter no ciclismo. Para Peter Sagan é só mais uma vitória a adicionar ao seu incrível currículo.
A forma como conquistou a rainha das clássicas também é de campeão. Atacou a 54 quilómetros e os principais rivais só o voltaram a ver no pódio, a levantar o paralelo.

Outros resultados relevantes - 7ª, 12ª e 21ª etapas do Giro e 2ª, 5ª e 13ª etapas do Tour

Foram 6, as vitórias de etapa nas grandes voltas, divididas por dois ciclistas, que venceram 3 cada um. Sam Bennett venceu as 3 no Giro e Peter Sagan venceu as outras 3 no Tour, o eslovaco também acrescentou a camisola verde que tanto gosta.

Melhor momento - Paris-Roubaix

Vencer o Paris-Roubaix é especial e para uma equipa que está a realizar a segunda temporada no WT, depois de vários anos nas categorias mais baixas, ainda mais importante se torna.

Pior momento - Queda de P. Sagan no Tour

O Tour estava a correr na perfeição ao eslovaco até que na 17ª etapa uma queda deixou-o bastante mal tratado. As etapas seguintes foram um martirio para ele, mas acabaria por conseguir terminar o Tour.
Na Vuelta ainda se ressentiu desta queda na primeira parte da prova.


Revelação - Pascal Ackermann

O jovem alemão começou a mostrar-se logo no inicio da temporada, mas sem ganhar. A primeira vitória apareceu na última etapa da Volta à Romandia, no Dauphiné voltou a ganhar 1 etapa.
A partir de julho, Ackermann não se cansou de ganhou, começou pelo campeonato alemão, depois venceu a Ride London Classic, as 2 primeiras etapas da Volta à Polónia, a Brussels Classic, o GP Fourmies e 1 etapa do Tour of Guangxi.
É mais um sprinter alemão, com um potencial enorme e que está a explodir. Um dos nomes para ter de olho na temporada de 2019.

Avaliação
 
Números
É mais um caso curioso. O número total de vitórias manteve-se entre 2017 e 2018 e as vitórias WT foram menos 9, mesmo assim a equipa subiu 5 lugares no ranking WT.
No entanto, em relação a pódios a equipa alemã conseguiu mais 22 e ultrapassou os 100 em 2018. De realçar que em 2016 a Bora-Hansgrohe apenas conseguiu 29 pódios, que era um valor comum, o salto de 2016 para 2017 foi extraordinário.
Peter Sagan naturalmente domina a percentagem de pontos conquistados da equipa, com 32,6%. Patrick Konrad vem a seguir com 10,1%.

Emanuel Buchmann, Davide Formolo, Sam Bennett, Rafal Majka e Pascal Ackermann variaram entre os 6 a 10% dos pontos.

Positivo
  • Peter Sagan;
  • Sam Bennett no Giro;
  • A afirmação de Pascal Ackermann.
Negativo
  • Rafal Majka;
Futuro

É das equipas que menos mexidas sofreu, 3 entradas e 3 saídas. Das aquisições, grande destaque para Max Schachmann, que realizou um ano de grande qualidade na Quick-Step Floors, é um ciclista muito versátil, que anda bem em todos os terrenos. Jempy Drucker é um ciclista que finaliza bem e também anda bem no pavé assim como Óscar Gatto.

Em relação às saídas, Kolar terminou a carreira. Matteo Pelucchi com a ascensão de Ackermann e com Bennett e P. Sagan na equipa, tinha pouco espaço. Saramotins estava apenas a ocupar uma vaga, pouco acrescentava à equipa.

A equipa alemã está ainda mais forte para 2019. A aquisição de Schachmann aporta mais qualidade a uma equipa que está numa evolução consistente.

Entradas:
Oscar Gatto (Astana, 2020)
Jempy Drucker (BMC, 2020)
Maximilian Schachmann (Quick-Step Floors, 2020)

Saídas: 
Michael Kolar (fim de carreira)
Matteo Pelucchi (Androni Giocattoli - Sidermec)
Aleksej Saramotins (?)



Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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