Relatório 2018 - BMC



País - Estados Unidos
UCI WT  Ranking - 4º

Foi a última temporada como BMC pode-se dizer que foi um ano positivo, mas que já houveram melhores para a equipa americana.
Richie Porte voltou a não terminar o Tour, Greg Van Avermaet não esteve ao nível de 2017, mas foi Rohan Dennis que brilhou, assumindo-se como o melhor contrarrelogista da atualidade.

Principal Figura - Rohan Dennis

Conseguiu 7 vitórias em 2018, todas no contrarrelógio. Entrou no ano a vencer o contrarrelógio dos campeonatos australianos, ganhou no Abu Dhabi, no Tirreno-Adriático, no Giro, 2 vezes na Vuelta e para finalizar o ano esmagou toda a concorrência no contrarrelógio do mundial em Innsbruck.
Foi uma das grandes figuras do ano, a exibição no mundial é uma das performances da temporada.

Desilusão - Richie Porte

Começou o ano a voar na subida fetiche, Willunga Hill, mas mesmo assim não chegou para ganhar o Tour Down Under.
Ao contrário de outros anos, abordou o ano focado totalmente no Tour, andou pouco na primavera e começou a mostrar resultados na Romandia onde foi 3º. Na última prova de preparação para o Tour, venceu a Volta à Suiça e a temporada acabou para Porte aí. Abandonou no Tour em mais uma queda na 9ª etapa (outra vez!), foi à Vuelta onde passou ao lado da prova e foi isto.

Principal resultado - Volta a Suiça

Não foi uma vitória dominante de Porte, o australiano ainda sofreu muito para ganhar. Nairo Quintana assustou na última etapa de montanha, mas Porte acabou por aguentar a liderança.
Apesar de tudo, parecia que o australiano estava no bom caminho na preparação para o Tour.

Outros resultados relevantes - 16ª et. do Giro, 3ª et. do Tour e 1ª, 11ª e 16ª et. da Vuelta

A equipa não teve nenhum ciclista capaz de lutar este ano por lugares de destaque na geral das grandes voltas, mas para compensar foi prolífica nas vitórias de etapas.
Das 4 vitórias de etapas em grandes voltas, 3 delas foram conquistadas por Rohan Dennis a outra foi de Alessandro De Marchi na Vuelta.

Melhor momento - 3ª etapa do Tour

A BMC tem sido consistentemente a melhor equipa do mundo no contrarrelógio coletivo e na 3ª etapa do Tour mostrou mais uma vez que é uma máquina muito bem oleada na especialidade.
No mundial mais uma vez falharam, mas tirando isso a equipa americana fez história no crono coletivo nestes anos que esteve no WT e esta etapa representa bem o domínio da BMC na especialidade.

Pior momento - 9ª etapa do Tour

Já começa a ser tradição Richie Porte não terminar o Tour devido a queda. Tal como em 2017, tudo aconteceu na 9ª etapa, desta vez era uma etapa do pavé mas o australiano nem sequer chegou ao paralelo, nos primeiros quilómetros viu-se envolvido numa queda e abandonou agarrado ao ombro.
Em 2018 Porte tinha-se focado totalmente no Tour, a preparação foi toda realizada com esse pensamento e tudo foi por água abaixo neste dia.

Revelação - Ninguém

Avaliação
 
Números
Em relação a 2017, houve uma quebra muito grande no número de vitórias, de 48 para 22. O mesmo aconteceu no número de vitórias mas em menor escala. Curiosamente em termos de ranking a equipa apenas perdeu 1 lugar.
Em número de pódios também diminuíram, foram menos 26. Ainda torna mais complicado perceber como é que a equipa americana desceu apenas 1 lugar no ranking.
Greg Van Avermaet foi o principal contribuidor com 28,3% dos pontos. O australiano Richie Porte segue-se com 15,9%.
Dylan Teuns fez um ano muito interessante, prova disso são os 991 pontos que arrecadou. Rohan Dennis foi a principal figura da equipa pelas importantes vitórias, mas apenas conseguiu 9,8% dos pontos da equipa.

Positivo
  • Rohan Dennis;
  • Dylan Teuns
Negativo
  • A geral individual das grandes voltas;
  • Falta um sprinter.

Futuro

A equipa norte-americana passa a ser detida pela CCC, que adquiriu a licença e aproveitou parte da estrutura da BMC, a continuum sports.
Da equipa de 2017, apenas se mantiveram 7 ciclistas, com a principal estrela da companhia a ser Greg Van Avermaet.

A equipa é praticamente toda nova, muito focada nas clássicas e no apoio ao seu líder. Não há ninguém para liderar nas grandes voltas, o que é bom para Amaro Antunes que depois de um ano menos conseguido tem oportunidade para brilhar.
Em termos globais está mais fraca, muito focada em Greg Van Avermaet, mas também tem alguns elementos de qualidade que podem ser trabalhados e desenvolvidos.

BMC ->CCC
Greg Van Avermaet
Nathan Van Hooydonck
Michael Schär
Alessandro De Marchi
Joey Rosskopf
Patrick Bevin
Francisco Ventoso

Entradas:
Guillaume Van Keirsbulck (Wanty - Groupe Gobert)
Serge Pauwels (Dimension Data)
William Barta (Hagens Berman Axeon)
Simon Geschke (Team Sunweb)
Szymon Sajnok (CCC Sprandi Polkowice)
Lucasz Owsian (CCC Sprandi Polkowice)
Josef Cerny (Elkov-Author)
Jakub Mareczko (Willier Triestina-Selle Italia)
Gijs Van Hoecke (Team LottoNL-Jumbo)
Amaro Antunes (CCC Sprandi Polkowice)
Victor de la Parte (Movistar)
Lukasz Wisniowski (Team Sky)
Laurens Ten Dam (Team Sunweb)
Kamil Gradek (CCC Sprandi Polkowice)
Pawel Bernas (CCC Sprandu Polkowice)
Stefan Denifl (Aqua Blue Sport)

Saídas:
Dylan Teuns (Bahrain Merida)
Alberto Bettiol (EF Education First - Drapac)
Danilo Wyss (Dimension Data)
Simon Gerrans (karrierestop)
Loïc Vliegen (Wanty-Groupe Gobert)
Tejay van Garderen (EF Education First - Drapac)
Rohan Dennis (Bahrain-Merida)
Stefan Küng (Groupama-FDJ)
Damiano Caruso (Bahrain Merida)
Jürgen Roelandts (Movistar Team)
Kilian Frankiny (Groupama-FDJ)
Richie Porte (Trek-Segafredo)
Brent Bookwalter (Mitchelton-Scott)
Jempy Drucker (BORA-hansgrohe)
Nicolas Roche (Sunweb)
Tom Bohli (UAE-Team Emirates)
Miles Scotson (Groupama-FDJ)

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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