Relatório 2018 - Astana


País - Cazaquistão
UCI WT  Ranking - 6º

Depois de terem perdido Vincenzo Nibali para a temporada anterior, este ano outro italiano deixou a equipa, Fabio Aru. Mesmo assim a Astana não se ressentiu, antes pelo contrário, a equipa cazaque fez uma temporada positiva.

Principal Figura - Michael Valgren

O dinamarquês realizou uma temporada de grande nível. Venceu a Omloop e a Mastel Gold Race, pelo meio foi 4º na Volta à Flandres e um dos melhores na campanha das clássicas da primavera. Fez também um final de temporada muito interessante com top-10 na Bretagne Classic, GP Quebec, GP Montreal e foi 7º nos campeonatos do mundo.

Desilusão - Ninguém


Principais conquistas - Omloop, Amstel Gold Race

As duas grandes vitórias foram obtidas por Valgren, que usou do seu sentido de oportunidade para fugir do grupo da frente nos últimos quilómetros na Omloop e também para se colocar no movimento certo na Amstel Gold Race.

Outros resultados relevantes - Pódio no Giro e Vuelta

Com a saída de fabio Aru, a equipa concentrava a liderança nas grandes voltas em dois homens: Miguel Angel Lopez no Giro e Vuelta e Jakob Fuglsang no Tour.
O colombiano conseguiu finalmente o pódio do Giro e repetiria a façanha na Vuelta, ao contrário de Fuglsang que foi uma desilusão no Tour.

Melhor momento - Amstel Gold Race

A Amstel Gold Race não é um dos monumentos, mas é das clássicas mais importantes do calendário e é também a que abre as hostilidades nas clássicas das Ardenas.
A Astana realizou uma prova muito interessante, colocou dois homens no grupo principal e assim ficou em vantagem. No movimento decisivo, Michael Valgren teve a companhia de Roman Kreuziger e Enrico Gasparotto, o dinamarquês bateu os dois no sprint, uma vitória muito importante para toda a equipa.

Pior momento - Nenhum

Revelação - Magnus Cort Nielsen

Começou o ano muito bem, com uma vitória de etapa no Tour of Oman e boas prestações no Dubai Tour. Foi 8º na Milão-São Remo, um excelente resultado e voltaria a vencer uma etapa no Tour of Yorkshire, onde realizou uma prova de bom nível.
A cereja no topo do bolo apareceu em julho, onde venceu a 15ª etapa do Tour, a primeira em grandes voltas. Em agosto voltaria a vencer, desta vez uma etapa no Binck Bank Tour.
Foi um ano em que Magnus Cort Nielsen se afirmou definitivamente na elite do ciclismo mundial.

Avaliação

Números
A equipa cazaque tem variado muito ranking, foi o que aconteceu entre 2017 e este ano, foi a equipa que mais lugares de ranking subiu, foram 9.
Para isso contribuíram as 12 vitórias a mais de um ano para o outro, no WT foram mais 3.
Em relação a pódio, a diferença é ainda maior, este ano a equipa conseguiu 45, quase dobrou os conquistados em 2017. Os 91 pódios deste ano são também o maior número das últimas 7 temporadas.
Dos que mais contribuiram para a equipa destacam-se três nomes: Valgren, Lopez e Fuglsang, que conseguiram 59,2% dos pontos.

Dos restantes, Pello Bilbao, Magnus Cort Nielsen e Alexey Lutsenko fizeram mais de 5% cada um. Não é uma das equipas que tem os pontos mais distribuídos, mas também não é das piores nesse aspeto.

Positivo
  • Michael Valgren;
  • Miguel Angel Lopez nas grandes voltas;
  • A evolução de Magnus Cort Nielsen.
Negativo
  • O Tour de Jakob Fuglsang.
Futuro

Bastantes mexidas na equipa cazaque. Nas entradas, várias aquisições de grande qualidade: irmãos Izagirre (Ion é a principal adição à equipa), Merhawi Kudus e Manuele Boaro. As restantes são de ciclistas jovens, mas que são incógnitas.

Em relação a saídas, a principal é a do ciclista que mais contribuiu este ano para o ranking, Michael Valgren, o dinamarquês irá correr na Dimension-Data em 2019. Jesper Hansen e Tanel Kangert eram gregários de excelente nível e também saem e outra perda importante, esta bastante estranha, é a de
Sergei Chernetskii, que correrá na Caja-Rural depois de um ano bastante interessante na Astana. Andryi Grivko, Moreno Moser, Oscar Gatto e Riccardo Minali têm tido anos fracos e é natural a ida para outras paragens.

No papel a equipa fica mais forte para atacar as provas por etapas com o ingresso dos irmãos Izagirre, mas para clássicas, a perda de Michael Valgren é um duro golpe.
 
Entradas: 
Yuriy Natarov (Astana City, 2021)
Manuele Boaro (Bahrain Merida, 2020)
Davide Ballerini (Androni Giocattoli-Sidermec, 2020)
Rodrigo Contreras (EPM, 2019)
Gorka Izagirre (Bahrain Merida, 2020)
Ion Izagirre (Bahrain Merida, 2020)
Merhawi Kudus (Dimension Data, 2019)
Jonas Gregaard Wilsly (Riwal CeramicSpeed, 2020)
Hernando Bohórquez (Manzana Postobon, 2019)

Saídas:
Michael Valgren (Dimension Data)
Jesper Hansen (Cofidis, Credit Solutions)
Tanel Kangert (EF Education First)
Oscar Gatto (BORA-hansgrohe)
Truls Engen Korsæth (fim de carreira)
Moreno Moser (Nippo - Vini Fantini)
Andriy Grivko (Uvist)
Riccardo Minali (Israel Cycling Academy)
Sergei Chernetskii (Caja Rural - Seguros RGA)
Ruslan Tleubayev (fim de carreira)
Bakhtiyar Kozhatayev (fim de carreira)


Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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