Relatório 2018 - Groupama-FDJ


País - França
UCI WT  Ranking -14º

Mais uma temporada em que a FDJ manteve um nível mediano/medíocre, sempre dependentes dos dois ciclistas apenas. A equipa aposta tudo nos seus líderes, está construída em volta deles e nos próximos anos o panorama continuará a ser este. Thibaut Pinot terminou o ano em grande estilo e Arnaud Dèmare também realizou uma temporada satisfatória, tirando esses dois é um deserto.

Principal Figura - Thibaut Pinot

O primeiro objetivo do ano era o Giro e a preparação correu bem, venceu o Tour of the Alps contra uma concorrência de luxo, parecia preparado para atacar a corsa rosa na melhor forma. 
Iniciou a 20ª etapa do Giro em 3º, mas acabaria o dia no hospital depois de um dia onde teve febre e sofreu de desidratação. A recuperação ainda foi longo e só apareceu na Volta à Polónia, onde foi 3º.
Na Vuelta venceu duas etapas e foi 6º, numa prova que admitiu que o objetivo não era a geral. Mas o melhor ficou guardado para o final do ano, onde venceu a clássica mais antiga do calendário, a Milano-Torino e poucos dias depois arrecadava o primeiro monumento da sua carreira no Giro da Lombardia de uma forma impressionante.

Desilusão - Ninguém

David Gaudu desiludiu na sua primeira grande voltas, mas a temporada não foi má. De resto, a equipa está construída em volta de Démare e Pinot e os dois estiveram bem.

Principais conquistas - Giro da Lombardia

Depois de Démare ter ganho o Milão-São Remo em 2016 foi a vez de Pinot conquistar um monumento, o segundo nos últimos 2 anos para a equipa de Marc Madiot.
Pinot vinha de ganhar a Milano-Torino e em 2017 ter sido 5º e 3º em 2015, pelo momento de forma e histórico, era um dos grandes favoritos a ganhar o Giro da Lombardia. O francês confirmaria o estatuto e venceu com estilo, controlou com relativa facilidade a concorrência e descarregou Roglic, Bernal e por ultimo Vincenzo Nibali no Civiglio.

Outros resultados relevantes - 18ª etapa do Tour, 15ª e 19ª etapas da Vuelta

Ganhar no Tour é especial para a equipa de Marc Madiot, a 18ª etapa da edição deste ano foi muito importante, Arnaud Démare ganhou a etapa e salvou um Tour que não estava a correr nada bem para o conjunto gaulês.
Thibaut Pinot avisou que ía à Vuelta à procura de vitórias de etapa e não se ía preocupar com a geral, foi o que fez. Venceu duas etapas, na última semana, a 15ª com final numa das subidas emblemáticas do ciclismo, os Lagos de Covadonga e a 19ª com final em Andorra (Naturlandia). É um dos ciclistas a já ter ganho etapas no Giro, Tour e Vuelta.

Melhor momento - Giro da Lombardia

Ganhar uma etapa no Tour é muito importante para qualquer equipa, principalmente sendo francesas. Mas a grande vitória do ano para a equipa foi o Giro da Lombardia.

Pior momento - Abandono de Pinot no Giro

Quando parecia que Thibaut Pinot iria para o seu segundo pódio da carreira numa grande volta, o primeiro foi obtido no Tour de 2014, o pior aconteceu. O ciclista francês partiu para a 20ª etapa do Giro muito fragilizado com febre, bastaram poucos quilómetros para ficar para trás, perdeu mais de 45 minutos para o vencedor da etapa e acabou por ser transportado para o hospital no final do dia.
Não partiu para a última etapa.

Revelação - Ninguém

Avaliação

Números

Tendo como comparação o ano anterior, os números deste ano da equipa francesa são melhores. Mais vitórias no total, mais vitórias no WT e um ranking melhor (3 lugares acima).
É indiscutível a melhoria da equipa, mas ainda não é suficiente para chegar ao top-10 das melhores equipas.
Em relação ao número de pódios, a diferença é residual (1 pódio a mais) em relação a 2017. Está dentro do habitual da equipa de Madiot, apenas em 2015 a equipa teve um ano muito a baixo neste aspeto, com 37 pódios.
A dependência nos dois líderes da equipa é evidente. Pinot e Démare conquistaram 57,8% dos pontos de toda a equipa, Rudy Molard é o terceiro a uma enorme distância, com 9%.

Se somarmos Molard, Roux, Vichot, Preidler, Madouas, Gaudu, Le Gac e Rechenbach, temos 38,7% dos pontos, ou seja, a cerca de 19% da soma dos dois líderes.
Pinot foi o 17º do ranking WT e Démare 21º, ou seja, nem sequer foram dos que pontuaram mais no WT. A FDJ terá de mais opções para arrecadar pontos se quiser subir no ranking.

Positivo
  • Thibaut Pinot;
  • Resultados nas provas francesas;
Negativo
  • Dependência em Pinot e Démare;
  • 1ª grande volta(Tour) de David Gaudu. 

Futuro

Poucas movimentações na equipa francesa, saem três entra o mesmo o número. Em relação a entradas, todos chegam da BMC, o destaque vai para Stefan Kung que reforça a equipa para as clássicas e para o contrarrelógio, é uma das locomotivas do pelotão internacional. Frankiny e Scotson são dois jovens de valor, que podem ser gregários interessantes.

Das saídas, Roy arrumou a bicicleta. Arthur Vichot é uma perda importante para as provas do calendário francês. Já Davide Cimolai era um ciclista que fazia parte do comboio de Démare e quando não estava Démare, ele era um dos que podia sprintar, mas fez um ano 2018 fraco.

Em termos gerais, a equipa parece ter ganho no papel, Stefan Kung tem tudo para ser uma aquisição fantástica.

Entradas: 
Stefan Küng (BMC Racing Team, 2020)
Kilian Frankiny (BMC Racing Team, 2020)
Miles Scotson (BMC Racing Team, 2020)

Saídas: 
Jeremy Roy (retirou-se)
Arthur Vichot (Vital Concept)
Davide Cimolai (Israel Cycling Academy, 2019)



Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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