Vuelta a España 2018 - Antevisão 12ª etapa

Segundo dia na Galiza, desta vez na parte mais a norte da região espanhola, numa etapa com um perfil mais plano que a anterior.

Mapa da 12ª etapa
Perfil da 12ª etapa
Últimos 5 quilómetros
O terreno na Galiza é sinónimo de altos e baixos e de pouco plano. Esta etapa apesar de ser bem menos exigente que a anterior, quer pela altimetria quer pela distância, não deixa de ter algumas armadilhas.
Mondonedo é de onde parte e segue para a costa norte, no caminho sobem a primeira subida categorizada do dia,  Alto de Cadeira (3ª Cat). Em Ribadeo o pelo segue então para Oeste ao longo da costa, são cerca de 100 quilómetros, o vento pode ter um papel importante nesta fase da prova.
A 57 quilómetros da meta, a segunda contagem de montanha do dia, Alto de San Pedro (3ª Cat.). Os últimos 50 quilómetros não têm nenhuma contagem de montanha, mas engane-se quem pensa que são totalmente planos, é um terreno irregular e zonas onde a estrada é estreita.
Nos últimos 5 quilómetros terreno de sobe e desce, alguns ataques tardios podem-se produzir aí.

Sprint intermédio: 
Ortigueira (15 m, Km 157).

Subidas categorizadas:
- Alto de Cadeira (3ª Cat., 435 m, 5.8 Km a 6.4%, Km 10.8),
- Alto de San Pedro (3ª Cat., 425 m, 7.7 Km a 5.1%, Km 131.7).

Zona e abastecimento:
- Km 87.8.

Local de partida: Mondoñedo

Praça da Catedral
Mondoñedo é um município da província de Lugo, comunidade autónoma da Galiza.
A cidade é sede episcopal e antiga capital de uma das províncias históricas da Galiza e, apesar de pequena, tem muita personalidade, com o ponto central na Praça da Catedral (ver imagem).
Faz parte do caminho de Santiago e, por isso, é constantemente visitada por peregrinos.
A Fuente Vieja, o Seminário Saint Catherine, o Convento dos Concepcionistas e o antigo Cemitério são alguns dos lugares que constituem este centro urbano, declarado Complexo Artístico Histórico em 1985.

Local de chegada: Faro de Estaca de Bares. Mañón

Ría de O Barqueiro
O município de Mañón, na província da Corunha, comunidade autónoma da Galiza, forma um longo e estreito trecho de terra que, harmoniosamente, combina montanhas, rio e mar. É o rio Sor, que flui do sul para o norte nesta terra, ligando a Cordilheira Faladora ao mar, que une, no Cabo Estaca de Bares, os mares cantábrico e o atlântico.
A natureza em seu estado mais puro, para descansar e desfrutar de um cenário extraordinário com ofertas e possibilidades para todos os gostos: o rio Sor pode ser seguido ao longo de sua margem, com áreas de descanso para recuperar energias, pontes com histórias para contar, miradouros, pequenos portos marítimos, praias limpas, desportos náuticos, trilhas para caminhadas e várias festas tradicionais, nas quais podem (e devem), pois os naturais são pessoas acolhedoras que tornarão a vossa visita mais agradável.

Condições meteorológicas

Fortes probabilidades de chuva, a temperatura rondará os 15 a 17º C, fresquinho! Mas é o vento que pode tornar a etapa bastante traiçoeira. Espera-se vento forte de Nordeste, 27 Km/h e rajadas que podem atingir os 40 Km/h.

Velocidade do vento (esq.) e das rajadas de vento (dir.)   [@Windy.com]
Favoritos

⭐⭐⭐ Peter Sagan
⭐⭐ Giacomo Nizzolo, Elia Viviani, Matteo Trentin, Danny Van Poppel, Ivan Garcia Cortina
⭐ Fuga

A nossa aposta: Peter Sagan
Não é um final fácil e por essa razão, Peter Sagan tem vantagem sobre todos os outros. A sua capacidade de colocação e astúcia em cima da bicicleta, permitem ao eslovaco que em finais traiçoeiras seja letal.
Pode ainda não estar a 100%, mas já está bem próximo e confirmou que quer terminar a Vuelta e o objetivo é ganhar uma etapa, por isso, motivação não lhe falta.

Outsider: Elia Viviani
Temos sérias dúvidas em Viviani para esta. É o melhor sprinter desta Vuelta, mas este final é demasiado caótico e complicado.
Tem a vantagem de ter a melhor equipa, mas nesta etapa não é o favorito até porque há Sagan.

Diferenças entre os candidatos da geral:
1. Simon Yates (Mitchelton-Scott)
2. Alejandro Valverde (Movistar Team) a 1″
3. Nairo Quintana (Movistar Team) a 14″
4. Emmanuel Buchmann (Bora-hansgrohe) a 16″
5. Ion Izagirre (Bahrain-Merida) a 17″
7. Miguel Ángel López (Astana) a 27″
8. Rigoberto Urán (EF-Drapac) a 32″
9. Steven Kruijswijk (LottoNL-Jumbo) a 43″
10. George Bennett (LottoNL-Jumbo) a 47″
11. Fabio Aru (UAE Team Emirates) a 1:08″
12. Enric Mas (Quick-Step Floors) a 1:15″
13. David de la Cruz (Team Sky) a 1:25″
14. Wilco Kelderman (Sunweb) a 1:50″
15. Michal Kwiatkowski (Team Sky) a 2:10″
16. Thibaut Pinot (Groupama-FDJ) a 2:33″


Seguir em directo: #LV2018 #laVuelta #Vuelta2018 #laVuelta2018
(a partir das 13:30, hora de Portugal Continental)
  (a partir das 14:30, hora de Portugal Continental)


Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Enviar um comentário