Giro 2018 - Antevisão 5ª Etapa

O Giro continua por terras sicilianas com mais uma etapa acidentada e com um final seletivo.



Os primeiros 60 quilómetros até Sciacca são realtivamente tranquilos ao longo da costa. A partir dai, quando rumam ao interior, as coisas complicam-se um pouco.
Serão 3 contagens de montanha, todas elas de 4ª categoria, mas que moem. O constante sobe e desce e, as estradas estreitas com curva e contra-curva, apresentam armadilhas para os corredores, atenção será necessária.
O final é menos complicado que o quilómetro final do dia anterior. A 2 quilómetros da meta, começa a subida, que termina a 700 metros da meta. a rampa mais complicada está a 1500 metros do final, são 12%, propícios a ataques.

Sprints intermédios:
- Montevago (376 m, Km 95.2),
- Poggioreale (229 m, Km 129.0).

Subidas categorizadas:
- Santa Margherita di Belice (4ª Cat., 419 m, 2.6 Km a 4.0%, Km 91.2),
- Partanna (4ª Cat., 407 m, 7.5 Km a 3.8%, Km 112.4),
- Poggioreale Vecchia (4ª Cat., 376 m, 5.8 Km a 4.4%, Km 132.9).

Zona de abastecimento:
- Menfi (261 m, Km 80.9).

Cidade de partida: Agrigento


Agrigento é uma cidade italiana da região da Sicília. As suas origens são muito antigas, da época em que os gregos colonizavam o sul da Itália e a Sicília, formando a Magna Grécia. As ruínas das construções gregas do Vale dos Templos ainda podem ser encontradas, principalmente do Templo da Concórdia (Valle dei Templi), um dos melhores exemplos da Grécia antiga.
As ruínas foram declaradas Património da Humanidade pela UNESCO.

Cidade de chegada: Santa Ninfa



Santa Ninfa é uma cidade com pouco mais de 5000 habitantes na província de Trapani. Foi fundada em 1605 por Luigi Arias Giardina e foi atingida pelo desastroso terremoto do Valle de Belice em 15 de janeiro de 1968.


Condições meteorológicas

Há a probabilidade de chuva, pode tornar a corrida um pouco mais imprevisível, com o constante sobe e desce e com as estradas sinuosas da Sicília a poderem complicar as coisas a alguns. A temperatura rondará os 20ºC e vento soprará moderado de Noroeste.

Favoritos

*** Tim Wellens
** Sacha Modolo, Sam Bennett, José Gonçalves, Diego Ulissi, Enrico Battaglin, Pello Bilbao
* Michael Woods, Simon Yates, Zdenek Stybar, Maximilian Schachmann, Giovanni Visconti, Matej Mohoric, Francesco Gavazzi, Luis Léon Sanchez

A nossa aposta: Tim Wellens
A chegada é novamente ao seu estilo, no entanto, a subida não coincide com o final. Terá de atacar a 1500 metros da meta e fazer aí a diferença, ou pelo menos, fazer uma seleção.
No entanto, as equipas dos sprinters mais versáteis estarão atentas e vão procurar que o belga não saia.



Outsider: Sam Bennett
Fez uma subida final surpreendente na etapa anterior. Só quebrou nos últimos metros, mas até lá esteve bem colocado.
A chegada é menos dura e por isso, acreditamos que a Bora-Hansgrohe irá apostar no irlandês e para isso, terá de controlar o grupo nos últimos quilómetros.

Diferenças entre os principais candidatos à geral:
1. Rohan Dennis (BMC)
2. Tom Dumoulin (Team Sunweb) a 1″
3. Simon Yates (Mitchelton-Scott) a 17″
7. Domenico Pozzovivo (Bahrain-Merida) a 28″
8. Thibaut Pinot (Groupama-FDJ) a 34″
10. Carlos Betancur (Movistar Team) a 35″
12. Davide Formolo (Bora-Hansgrohe) a 37″
14. Esteban Chaves (Mitchelton-Scott) a 47″
18. Michael Woods (EF-Drapac) a 53”
20. Chris Froome (Team Sky) a 55″
21. George Bennett (LottoNL-Jumbo) a 56″
24. Fabio Aru (UAE Team Emirates) a 57″
30. Miguel Ángel López (Astana) a 1:14″
31. Louis Meintjes (Dimension Data) a 1’15″
40. Wout Poels (Team Sky) a 1:37″

Seguir em directo: , @giroditalia
(a partir das 12:15, hora de Portugal Continental)



Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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