Relatório 2017 - ORICA - Scott

 
País - Austrália
UCI WT  Ranking - 7º

A Orica-Scott tem sido desde da sua criação, uma das melhores equipas do pelotão. 2017 foi um ano complicado para a equipa australiana, depois de em 2016 ter conseguido grandes resultados.
Apesar do 7º lugar, a temporada acabou por ficar um pouco aquém, principalmente para Adam Yates, Esteban Chaves e Simon Yates, que depois de um ano muito bom, as expectativas estavam elevadas para este ano.

Principal Figura - Caleb Ewan

Conseguiu 10 vitórias em 2017, foi o corredor mais vitorioso da equipa australiana. Começou o ano em grande, como era de esperar, dominou em casa no Tour Down Under.
A grande vitória do ano para Ewan foi a 7ª etapa do Giro, a primeira numa grande volta. O australiano também dominou em terras britânicas, onde venceu três etapas no Tour of Britain.

Desilusão - Johan Esteban Chaves

Depois de ter sido uma das grandes figuras de 2016, o colombiano partia para 2017 focado na Volta à França. 
Nada saiu bem, começou o ano na Austrália, relativamente bem, mas depois fez um resto de temporada para esquecer, com as lesões a não o largar. O falecimento da sua amiga e treinadora, Diana Casas, também marcou e muito o pequeno colombiano.
A temporada terminou com uma queda violenta no Giro dell'Emilia.

Principais resultados - 7ª etapa do Giro, classificação da juventude da Volta à França

Em 2016, a conquista de dois monumentos, um deles o Paris-Roubaix, foram resultados que dificilmente se repetiriam este ano. Além dessas vitórias, o 2º lugar no Giro, o 3º na Vuelta de Esteban Chaves e o 4º de Adam Yates no Tour, fizeram com que o ano passado, tivesse sido de sonho para a Orica.
Em 2017, os resultados foram bem mais modestos. A vitória de Caleb Ewan na 7ª etapa do Giro e a conquista da classificação da juventude através de Simon Yates, são os resultados mais destacados.

Outros resultados relevantes - Tour Down Under

Esteban Chaves ficou em 2º atrás de um Richie Porte, que esteve num patamar inalcançável. No entanto, o grande destaque  da equipa não foi Chaves, mas sim, Caleb Ewan, que venceu quatro etapas, todas as adequadas para os sprinters, ou seja, fez o pleno.

Melhor momento - Tour Down Under

O Tour Down Under é a prova da casa, é um dos principais objetivos do ano da equipa e muito importante fazer boa figura na prova. E foi exatamente isso que aconteceu, Caleb Ewan dominou e esmagou no sprint, com quatro vitórias de etapa e Esteban Chaves acabou no 2º lugar.

Caleb Ewan a dominar no Tour Down Under (Imagem de Getty Images Sport)

Pior momento - A queda de Esteban Chaves

Toda a temporada de Chaves foi um pesadelo. Esteve muito longe de disputar a geral tanto do Tour como a Vuelta, apesar de ter começado a prova espanhola relativamente bem, teve de enfrentar o falecimento da sua treinadora e amiga, Diana Casas e acabou o ano com uma queda muito feia no Giro dell'Emilia, que o impediu de defender o título no Giro da Lombardia.

Revelação - Ninguém

Avaliação
 
Positivo
  • Distribuição de pontos dispersa, não depende de apenas um ou dois ciclistas;
  • Caleb Ewan.
Negativo
  • Expectativas elevadas depois de 2016, longe de terem sido cumpridas;
  • Esteban Chaves;
  • Geral Individual nas Grandes Voltas.
Veredicto

Foi uma temporada difícil, depois de um ano de 2016 extraordinário. No entanto, o ranking não ficou muito afetado, com o 7º lugar do ranking World Tour a significar uma descida de apenas 2 lugares e com exceção de 2013, onde acabaram em 13º lugar, a equipa australiana, acabou num lugar habitual.


Para esta consistência, que permite que a equipa mantenha um ranking consistente ao longo dos anos, contribui ter um plantel muito homogénea, se os líderes não renderem, as segundas linhas conseguem compensar um pouco.
Como podem ver pelo próximo gráfico, a distribuição de pontos é muito dispersa. Os oito principais ciclistas da equipa, fizeram menos pontos que os restantes todos juntos (23,27% dos pontos).

O número de vitórias foi superior a 2016, foram mais quatro, mas menos quatro no World Tour. Em 2017, a performance da equipa nas maiores clássicas e nas grandes voltas foi muito inferior ao ano anterior.

Os números de pódios também foi mais elevado em relação a 2016, que compensa a menor prestação nas principais provas do World Tour.
 
Futuro

A equipa australiana esteve ativa no mercado. Mikel Nieve é um dos reforços mais importantes, deixa a poderosa Sky para ajudar os irmãos Yates e Chaves nas grandes voltas, um gregário de luxo para a alta montanha.
Matteo Trentin foi uma das grandes figuras no final do ano. Capaz de ser um ciclista forte nas clássicas do pavé e também de lutar no sprint, é um corredor que traz qualidade à equipa.

Das saídas, Magnus Cort Nielsen deixa a equipa, um sprinter que não é de topo, mas que numa segunda linha era importante. Jens Keukeleire é uma perda importante para as clássicas de pavé. A outra grande saída, não pelo o que já dava à equipa, mas por ser um nome histórico do ciclismo australiano e da equipa, é Simon Gerrans.

Entradas:
Mikel Nieve (Team Sky)
Cameron Meyer
Matteo Trentin (Quick-Step Floors)
Jack Bauer (Quick-Step Floors)
Lucas Hamilton (Mitchelton-Scott)

Saídas:
Magnus Cort Nielsen (Astana)
Ruben Plaza (Israel Cycling Academy)
Simon Gerrans (BMC Racing)
Jens Keukeleire (Lotto Soudal)
Mitch Docker (Cannondale-Drapac)

Extensões: 
Svein Tuft, May Hayman, Chris Juul Jensen, Michael Hepburn, Sam Bewley, Jack Haig, Michael Albasini, Luka Mezgec


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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