Relatório 2017 - Cannondale-Drapac


País - Estados Unidos
UCI WT  Ranking -10º

Foi um ano marcado pela grande prestação de Rigoberto Uran na Volta à França, onde apenas foi batido por Chris Froome.
O ano da equipa americana foi também marcado pela instabilidade da equipa, que teve em sérios riscos de desaparecer. Os resultados não foram muito brilhantes, nem em território americano a equipa esteve muito ganhadora.

Principal Figura - Rigoberto Uran

O seu ano fica marcado pela enorme Volta à França que realizou. Venceu uma etapa e foi 2º classificado na geral individual, fazendo de 2017 a melhor temporada do colombiano da carreira até ao momento. No final da temporada ainda conseguiu vencer a clássica mais antiga do calendário, a Milão-Turim. 
Foi considerado o desportista colombiano do ano.

Desilusão - Sep Vanmarcke

Foi contratado para liderar a equipa nas clássicas do pavé. Mas os resultados relevantes na primavera limita-se a um 2º lugar na Omloop Het Nieuwsblad.
Na Volta à Flandres, o azar mais uma vez apareceu, quando estava no grupo que perseguia Philippe Gilbert, na descida antes do Paterberg, o belga perdeu o controlo da bicicleta e caiu, afetando também Luke Rowe da Sky.

Principais resultados - 2º lugar na Volta à França

A prestação de Rigoberto Uran na Volta à França deste ano foi uma grande surpresa. O colombiano já tinha conseguido dois segundos lugares no Giro, mas andava arredado à algum tempo dos bons resultados nas grandes voltas e por essa razão, acabou por ser uma das grandes surpresas do ano.

Outros resultados relevantes - 17ª etapa do Giro e 9ª etapa da Volta à França

No caminho para o 2º lugar no Tour, Rigoberto Uran venceu a 9ª etapa, no primeiro dia de alta montanha. O Mont du Chat fez a seleção final e em Chambery, num sprint a seis (Uran, Barguil, Bardet, Aru, Froome e Fuglsang), o colombiano bateu Barguil por milímetros.
No Giro, na 17ª etapa, com chegada a Canazei, o francês Pierre Rolland conseguiu salvar a prova para a equipa americana, que até aí estava a passar ao lado. O francês conseguiu estar na fuga certa e jogou taticamente de forma perfeita. Rui Costa, que foi 2º neste dia, a 24 segundos de Rolland, foi o melhor do grupo perseguidor.

Melhor momento - Pódio de Rigoberto Uran na Volta à França

Desde da vitória de Ryder Hesjedal no Giro de 2012, que a equipa americana não conseguia colocar alguém no pódio de uma grande volta.
O colombiano começou forte, venceu a 9ª etapa, no entanto, esperava-se que fraquejasse um pouco na montanha com o decorrer do Tour, como já aconteceu diversas vezes, mas não aconteceu. No contrarrelógio do penúltimo dia em Marselha, garantiu o 2º lugar da geral individual e confirmou o regresso do melhor Rigoberto Uran, que tinha andado desaparecido.

Rigobertro Uran (à nossa esquerda) no pódio em Paris (foto de Tim de Waele/TDWsport.com)
Pior momento - Queda de Sep Vanmarcke na Volta à Flandres

Sep Vanmarcke estava em boa posição antes de enfrentar o mítico Paterberg. Só tinha Philippe Gilbert à sua frente, o grupo em que estava inserido perseguia o belga da Quick-Step Floors e não estava muito longe dele.
No entanto tudo foi por água abaixo, quando Vanmarcke na descida perde o controlo da sua bicicleta e cai a alta velocidade, levando consigo Luke Rowe. Os dois abandonaram a prova e Vanmarcke deu por terminada a sua temporada de pavé.

Revelação - Ninguém

Avaliação
 
Positivo
  • Rigoberto Uran;
  • As confirmações de Alberto Bettiol e Dylan Van Baarle;
  • A Vuelta de Michael Woods.
Negativo
  • Instabilidade devido às duvidas da continuidade da equipa;
  • Sep Vanmarcke, Davide Formolo e Lawson  Craddock;
  • Dependência exagerada em Rigoberto Uran;
  • Fim de carreira prematuro de Andrew Talansky.
Veredicto

Nas últimas 5 temporadas, a equipa americana teve dois anos abaixo do top-10 no ranking, em 2014 e 2015, os restantes oscilaram entre o 8º e 10º lugar. 

*as temporadas 2012 a 2014 foi considerado o ranking da Garmin-Sharp
Em relação a outros anos, a diferença nas vitórias e pódios não é muito significativa. Em 2014 a equipa até teve mais vitórias do que em 2016 e 2017, mas curiosamente acabou com um ranking pior.
Uma das razões é a concorrência das outras equipas, neste momento há três ou quatro equipas claramente melhores que as outras e dominam no número de vitórias e pódios. Em 2014, a distribuição estava mais dispersa pelas diversas equipas.
*as temporadas 2012 a 2014 foram considerados os resultados da Garmin-Sharp
*as temporadas 2012 a 2014 foram considerados os resultados da Garmin-Sharp

A temporada poderia ter sido muito pior, se Uran não tivesse realizado um ano tão forte. O colombiano, representou 23% dos pontos das equipa. Compensou as desilusões que foram: Formolo, Vanmarcke, Craddock e Talansky. Este último anunciou o final da carreira profissional de ciclista, passando para o triatlo.

Futuro

A equipa esteve bem perto de desaparecer e isto fez com que diversos ciclistas no período em que a equipa estava em sérios, procurassem equipa. Com o novo patrocinador, a equipa muda de nome e passará a chamar-se de, Team EF Education First - Drapac.
Formolo, Villella, Slagter, Talansky e Bettiol, são perdas demasiado grandes para as clássicas com perfil mais montanhoso e para as grandes voltas. Dylan Van Baarle depois de ter realizado uma boa primavera, tinha diversos pretendentes, a escolha foi a Sky, é também uma perda importante, principalmente para as provas de pavé.
Em relação a entradas destaque para os sprinters, Dan McLay e Sacha Modolo, que substituem Wouter Wippert e reforçam muito bem a equipa para os finais rápidos. Matti Breschel pode fazer o papel que coube a Dylan Van Baarle. Para a montanha, o jovem colombiano Daniel Martinez é uma opção interessante para o futuro e Daniel Moreno trás experiência à equipa.

Entradas:
Logan Owen (Axeon Hagen Bermans)
Sacha Modolo (UAE Team Emirates)
Dan McLay (Team Fortuneo - Oscaro)
Mitch Docker (Orica-Scott)
Matti Breschel (Astana)
Kim Magnusson (Tre Berg-Postnord)
Daniel Felipe Martinez (Wilier Triestina - Selle Italia)
Julian Cardona (Medellin-Inder)
Daniel Moreno (Movistar)

Saídas: 
Alberto Bettiol (BMC Racing)
Kristijan Koren (Bahrain-Merida)
Davide Formolo (Bora-Hansgrohe)
Davide Villella (Astana Pro Team)
Tom-Jelte Slagter (Dimension Data)
Andrew Talansky (Retires)
Ryan Mullen (Trek-Segafredo)
Wouter Wippert (Roompot - Nederlandse Loterij)
Dylan van Baarle (Team Sky)
Toms Skujins (Trek-Segafredo)
Paddy Bevin (BMC)

Extensões: Rigoberto Uran, Michael Woods, Simon Clarke, Alex Howes, Lawson Craddock, Will Clarke, Tom Van Asbroeck, Nathan Brown





Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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