Giro 2017 - Antevisão 7ª Etapa

Ao sétimo dia de competição, o Giro chega a uma das regiões italianas mais bonitas mas também mais desconhecida pelas massas, Apúlia (Puglia).
Perfil da 7ª Etapa
Mapa da 7ª Etapa
Etapa longa, com 224 quilómetros, que pode ser dividia em duas partes. A primeira são 100 quilómetros completamente planos, percorridos ao longo da costa do mar Jónico. A grande dificuldade desta parte poderá ser o vento.
A segunda parte desenrola-se no interior da região italiana de Apúlia (Puglia), o terreno é um pouco mais 'ondulado' mas não tem grande dificuldades. A única subida categorizada está colocada aos 154 quilómetros, Bosco delle Pianelle (GPM4, 4.9 km a 3.6%).
A chegada na pitoresca localidade de Alberobello não é completamente plana, rampas com 4 e 5% farão parte do menu da chegada.



Cidade de partida: Castrovillari

Castello Aragonese - Castrovillari
Castrovillari é uma cidade pitoresca da região da Calábria, província de Cosenza, situada no sopé do Monte Pollino
Os italianos são um povo orgulhoso da sua identidade gastronómica, como tal, em Castrovillari não é diferente. Um dos pratos típicos da região é "maccarruni ccu firr alla paisana", cilindros de massa caseira temperada com um molho à base de tomate, azeitonas, queijo pecorino e tiras de capocollo (enchido típico da culinária da Itália feito especificamente com a carne do cachaço de porco). Mas os doces também têm o seu espaço e os mais conhecidos são os Vecchiarelle, um doce frito com o formato de donuts.

Não é certo a data da fundação da cidade mas a sua história gira em torno da igreja de Santa Maria do Castelo (Chiesa di Santa Maria del Castello) que foi mandada construir em 1090 pelo Conde da Calábria e da Sicília.

Cidade de chegada: Alberobello

Trulli - Casas típicas de Alberobello
Reconhecida em 1996 como Património Mundial da UNESCO devido às típicas construções em pedra com telhado cónico a que se dá o nome de trulli (trullo no singular). Originalmente foram construídos como abrigos de campo temporários e armazéns ou, como residência permanentes para trabalhadores agrícolas.
O nome Alberobello foi mencionado pela primeira vez no início do século XVI, quando 40 famílias foram para lá viver, após lhes serem atribuídas terras. A abundância de calcário na região levou à construção de casas com pedra seca e sem o uso de argamassa. Estas casas foram os primeiros trulli que contribuíram para que mais famílias fossem viver para Alberobello. Construir as casas de pedra seca era uma exigência do Conde Giangirolamo II, pois desta forma era evitável pagar impostos sobre eles. Os habitantes de Alberobello eram vassalos feudais, até que a 27 de maio de 1797, o rei Fernando IV de Bourbon recebeu Alberobello e emitiu um decreto que elevou a pequena aldeia a cidade real, libertando-os da servidão feudal.

Condições meteorológicas

O bom tempo irá continuar, com a temperatura para esta sexta-feira a rondar os 25 ºC. Tal como dia anterior o vento soprará com alguma intensidade, neste caso de sul. Durante grande parte da etapa os corredores terão vento cruzado.

Favoritos

*** Caleb Ewan, Fernando Gaviria, André Greipel
** Sam Bennett, Giacomo Nizzolo, Sacha Modolo, Kristian Sbaragli
* Jakub Mareczko, Phil Bauhaus, Roberto Ferrari, Ryan Gibbons 

A nossa aposta: Fernando Gavíria
Depois de ter desiludido nas duas primeiras etapas para os sprinters, o colombiano encontrou a sua melhor forma e já arrecadou duas vitórias de etapa, na sua estreia em grandes voltas.
O final em Alberobello, não deve ser um problema, o colombiano é muito mais do que um típico sprinter, também é capaz de passar este tipo de rampas.


Outsider: Kristian Sbaragli
O italiano tem obtido bons resultados, dois sextos e um quinto lugar. Não é uma escolha óbvia e assumimos o risco, porque achamos a chegada bem ao seu estilo. Veremos se o ciclista da Dimension Data surpreende e bate Gavíria, Ewan e Greipel, entre outros.


Seguir em directo: #giro100, @giroditalia
(a partir das 12:15, hora de Portugal Continental)



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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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