Giro 2017 - Antevisão 20ª etapa

Chegamos à derradeira etapa de alta montanha, a última hipótese para os trepadores. 

Perfil da etapa

Mapa da etapa


Monte Grappa

Foza
A partir da cidade de Pordenone, será preciso percorrer 35 quilómetros até aparecer a primeira dificuldade do dia, Muro di Ca 'del Poggio (GPM4, 1,1 km a 12,7%), uma verdadeira parede.
Os 50 quilómetros que se seguem apresentam algumas pequenas subidas e um terreno um pouco acidentado, não muito exigente.
Ao quilómetro 98 tudo muda e o pelotão inicia a segunda contagem de montanha do dia o mítico Monte Grappa (GPM1, 24,2 km a 5,3%). A vertente pela qual os ciclistas irão subir este ano, não é tão dura como outras vertentes que já fizeram parte do Giro, mas isso não faz dessa subida tarefa fácil. A primeira parte é a mais íngreme e regular, com 8,5 km a 7,8%. Na segunda parte o terreno é bastante irregular, com falsos planos, descidas curtes e rampas muito inclinadas.
Ultrapassada a subida, os ciclistas terão pela frente 26 quilómetros de descida bastante exigente, rápida e muito técnica que os levará até à cidade de Romano d'Ezzelino. Após a descida, serão 13 quilómetros de transição até o pelotão entrar na última subida do dia, a última da edição 100 do Giro d'Itália. Uma subida com belas paisagens mas onde os ciclistas não terão tempo de a apreciar, Foza (GPM1, 14 km a 6,7%), é bastante constante e a zona mais dura localiza-se no último terço, com rampas a atingirem os 11%.
A coroação da última contagem de montanha não significa o fim da etapa. Faltam ainda 15 quilómetros, num terreno em falso plano que pode proporcionar emoção até ao fim.



Cidade de partida: Pordenone

Pordenone é uma cidade italiana da região do Friuli-Venezia Giulia, província de Pordenone. A cidade surpreende os seus visitantes com o seu elegante centro histórico veneziano. A cidade está a metade de uma hora de carro das praias do Adriático e das montanhas. Pordenone tem uma identidade multifacetada, entre Friuli e Veneto, incluindo Habsburgos e Veneza (a apenas uma hora de comboio). O velho Corso Vittorio Emanuele II situa-se entre os edifícios históricos, lojas elegantes, ruas atraentes, cafés e restaurantes acolhedores.

Cidade de chegada: Asiago


Asiago é o principal centro do maior planalto da Itália, um amplo vale verde no coração da Venetian rodeada de montanhas que alcançam 2.350 metros de altura. Completamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial, foi reconstruída respeitando a sua estrutura urbana original e foi premiado, apesar de seu pequeno tamanho, com o título de "cidade" para os méritos de guerra. Tem uma beleza arquitetônica notável. Uma jóia no meio do verde, para descobrir e viver.
A região de Asiago é a origem do queijo Asiago. É um importante destino de esqui, bem como o local do Observatório Astrofísico de Asiago, operado pela Universidade de Pádua.

Condições meteorológicas

Esta edição tem sido marcada pelas condições perfeitas, ao contrário do que é habitual. Este sábado também não será diferente, com muito sol e 19 ºC na maior parte do percurso. O vento soprará fraco de sul, o que significa que durante grande percurso será cruzado.

Favoritos

*** Rui Costa (fuga), Mikel Landa (fuga), Pierre Roland (fuga)
** Nairo Quintana, Thibaut Pinot, Ilnur Zakarin, Jan Hirt (fuga), Tejay Van Garderen (fuga)
* Vincenzo Nibali, Tom Dumoulin, Domenico Pozzovivo,

A nossa aposta: Rui Costa
Já são três 2º lugares em etapas para Rui Costa. Esta é a última oportunidade para finalmente ganhar a tão desejada etapa. No seu diário, já prometeu voltar a tentar.
A etapa é dura, mas estando na fuga certa e volta a ser um dos favoritos. Contra si, está o facto de ter estado em fuga no dia anterior, o que significa que em teoria estará mais desgastado.

Outsider: Ilnur Zakarin
No grupo dos favoritos, é um dos ciclistas que tem vindo em crescendo. E não estando tão marcado, quanto os quatro primeiros, pode surpreender.

Seguir em direto: #giro100, @giroditalia
(a partir das 12:15, hora de Portugal Continental)





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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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