Destaques da 10ª até à 15ª etapa - Giro d'Itália 2017


Depois de uma primeira semana pela Sardenha, Sicília e sul de Itália, a segunda semanada prova foi subindo do centro para o norte do país transalpino, de encontro ás montanhas dos Alpes, que na 3ª semana serão a paisagem predominante.

Tom Dumoulin, a figura principal

Venceu o contrarrelógio e deu uma pequena 'tareia' no Santuário de Oropa. A grande questão para a última semana, é se o holandês consegue aguentar a liderança, num terreno desfavorável.
As etapas do Blockhaus e Oropa, como o próprio admitiu eram ao seu estilo, plana e com apenas a subida final. Enquanto que as etapas da terceira semana estão carregadas de alta montanha, com destaque para a 16ª e 18ª etapas.
Se conseguir menorizar as perdas, ainda tem o contrarrelógio no último para recuperar a maglia rosa, caso a tenha perdido.

Fernando Gavíria, o rei do sprint

Depois de duas etapas na primeira semana, o colombiano molhou o bico mais duas vezes. Com quatro vitórias de etapa e a camisola do pontos praticamente garantida, Gavíria, mostrou que já é um dos melhores sprinters do mundo.
Um verdadeiro fenómeno, que tem todas as condições para se tornar numa das principais referências da modalidade.

Omar Fraile e Bob Jungels

Dumoulin e Gavíria venceram duas etapas cada um, Fraile e Jungles completaram os vencedores da segunda semana. O espanhol esteve muitos quilómetros em fuga, primeiro com Landa e depois de apanhado pelo grupo perseguidor, ainda teve força para bater Rui Costa no sprint.
Em relação a Jungels, foi o mais forte na última etapa da semana, ao conseguir estar no grupo dos favoritos e a bate-los no sprint, Quintana e Pinot completaram os três primeiros da etapa.

Nairo Quintana e Movistar

O colombiano e a sua equipa estiveram um pouco abaixo do que tinham feito no Blockhaus, onde impuseram a sua lei.
Na chegada ao Santuário de Oropa, a Movistar até demonstrou pouca coordenação e a sua segunda figura, Andrey Amador, mostrou fraquezas. Quintana bem tentou, mas Dumoulin foi mais forte e no final ainda lhe ganhou 24 segundos.
A terceira semana promete muito, com etapas mais ao estilo de Quintana e com a equipa a poder fazer a diferença.

As desilusões

Já não é uma desilusão, mas Tejay Van Garderen tinha aqui a sua última hipótese de liderar a BMC numa grande volta e mais uma vez falhou estrondosamente. A porta da saída é o destino mais provável do americano no final da temporada.
Steven Kruijswijk era um dos candidatos, depois do que fez no ano passado. Mas desde de cedo percebeu-se que este ano não estaria a disputar a vitória da geral. Uma pena, porque o percurso parecia feito para si, já que é um ciclista que sobe bem e se defende bem nos esforços individuais.
Os italianos ainda não venceram uma única etapa na 100ª edição, algo que parece inacreditável mas está mesmo a acontecer. O ciclismo transalpino está a passar por uma crise e o Giro deste ano é um sinal disso mesmo. O país que tem uma das culturas de ciclismo mais enraizadas e tradicionais, arrisca-se a ficar em branco na...100ª edição da sua querida prova, quem diria.

Também pode interessar:

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Enviar um comentário