Giro 2017 - Antevisão 16ª etapa

Depois do terceiro dia de descanso, o Giro d'Itália regressa para os seus derradeiros dias. A 16ª etapa é considerada a etapa rainha desta edição e diga-se que merece o título. Neste dia o pelotão terá de enfrentar a subida para o Mortirolo e dupla passagem pelo Stelvio. Uma monstruosidade.

Perfil da etapa
Mapa da etapa
A etapa arranca da cidade de Rovetta para um duro percurso de 222 quilómetros. Os primeiros quilómetros serão a descer até ao Vale Valcamonica. A fase seguinte será em ligeira subida até que os ciclistas enfrentarão a subida para o Passo del Mortirolo (12,6 quilómetros a 7,6%). Desta vez, a ascensão será feita de uma forma diferente, pelo lado de Edolo, o que só aconteceu uma vez na história do Giro, em 1991.

Depois da descida, segue-se uma fase de aproximação que os levará até à segunda contagem de montanha do dia, o mítico Passo dello Stelvio (categoria especial, 21,7 quilómetros a 7,1%). A parte mais exigente da subida encontra-se a meio da mesma, quando os ciclistas terão de enfrentar rampas com 12% de pendente máxima.

Após uma rápida descida, o pelotão prepara-se para a terceira e última contagem de montanha do dia. Iremos entrar em território suíço para os únicos quilómetros, desta edição, que são percorridos fora da Itália.
Após alguns quilómetros com umas pequenas rampas, os ciclistas chegarão à cidade de Santa Maria onde começa a ascensão para Umbrailpass (13,4 quilómetros a 8,4%), conhecido como o lado norte do Stelvio. É uma subida muito íngreme e bastante constante, com rampas de quase 12% logo no seu início. Chegados ao topo, terão de enfrentar uma descida muito técnica, com 19,5 quilómetros, onde as atenções terão de ser redobradas, até à meta em Bormio.

Últimos Kms

Mortirolo
É uma das subidas mais icónicas de Itália. Esta é a 12ª vez que está no percurso do Giro, porém este ano será subida por uma das vertentes menos conhecidas.
A subida clássica faz-se por Mazzo di Valtellina, foi usada 10 vezes, enquanto que por Tovo apenas uma vez, em 2012. Este ano, será por Monno, é uma subida mais 'suave', em relação às duas usadas, mesmo assim, são 9 quilómetros a 8%.

Stelvio
O Stelvio, tal como o Mortirolo, é um dos locais míticos do ciclismo. É uma subida longa, dura (21.7 km a 7.1%) e com o topo acima dos 2700 metros de altitude. É o Cima Coppi da 100ª edição.
As duas vertentes mais utilizadas é esta, por Bormio e a mais dura, por Prato.
Umbrailpass
Faz a sua estreia no Giro, o Umbrailpass é a subida do Stelvio, mas pela vertente suíça. É íngreme (GPM1, 13.4 km a 8.4%) e com os quilómetros acumulados, fará mossa no pelotão. É também a última contagem montanha e onde é mais provável que seja atacada pelos favoritos.
A descida para Bormio é técnica e perigosa.

Cidade de partida: Rovetta

Rovetta
Rovetta é uma pequena aldeia no Val Seriana a cerca de 37 quilómetros a norte de Bergamo. Está rodeada de várias montanhas históricas, como Presolana, Monte Pora e Pizzo Formico. Rovetta é um ponto interessante e atrativo, assim como de passagem para muitos turistas que passam pelo vale, quer no inverno, quer no verão.

Cidade de chegada: Bormio

Bormio
Bormio, para além de ser uma cidade milenar, é também um paraíso para os amantes do desporto, da natureza, da cultura e do bem estar. Para os ciclistas, apenas três nomes definem a importância da zona, Stelvio, Gavia e Mortirolo. Mas, ao redor de Bormio, muitas são as subidas que podem causar emoções. Para aqueles que preferem o BTT, existem várias pistas demarcadas, um parque de bicicletas e aluguer de material. 
Mas se a sua paixão é o esqui fique sabendo que pode pratica-lo de inverno e de verão. No total são 180 quilómetros de pistas, sendo que de verão apenas 20 quilómetros estão em funcionamento. 
A beleza do Parque Nacional de Stelvio, o desporto aventura, as três termas com água quente milenar e a gastronomia da região, fazem de Bormio um excelente local para umas merecidas férias.

Condições meteorológicas

As previsões não são tão boas como tem acontecido ao longo deste Giro, mas a localização geográfica influencia profundamente o clima. As previsões para amanhã, são de temperaturas mais baixas do que tem sido habitual e há uma pequena probabilidade da sua aparecer durante a etapa.  
O vento soprará fraco de Noroeste.

Favoritos

*** Nairo Quintana, Vincenzo Nibali
** Thibaut Pinot, Adam Yates
* Tom Dumoulin, Mikel Landa, Ilnur Zakarin
Joker: Fuga (Luis Léon Sanchez, Omar Fraile, Ben Hermans, Pierre Rolland, Rui Costa, Laurens De Plus, Jan Hirt)

A nossa aposta: Nairo Quintana
Venceu no Blockhaus e chega à 16ª etapa a ter que recuperar mais de 2 minutos e 40 para Dumoulin, além de ter de ganhar uma boa vantagem para estar a salvo no último contrarrelógio.
É provável que a sua equipa imponha o ritmo desde o inicio, para desgastar o ciclista da Sunweb. Chegou o momento da verdade para o colombiano, ou seja, a 3ª semana com as etapas mais ao seu gosto e esta é aquela que foi feita à sua medida, ou seja, longa e com alta montanha em doses industriais.

Outsider: Mikel Landa
A Sky teve o azar de ver os seus dois líderes para a discussão da geral no Blockhaus, serem arrumados. Desde aí, a equipa tem tentado ganhar uma etapa e Landa tem melhorado.
No Oropa já esteve entre os melhores e não será de todos descabido, se conseguir disputar esta etapa. Terá liberdade, tanto para estar em fuga, como para atacar no grupo de favoritos.

Seguir em direto: #giro100, @giroditalia
(a partir das 12:15, hora de Portugal Continental)


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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