Destaques da 1ª até à 9ª etapa - Giro d'Itália 2017


Nas primeiras nove etapas do Giro, os ciclistas percorreram as estradas das duas maiores ilhas italianas (Sardenha e Sicília) e o sul da Itália continental.
A prova teve alguns motivos de interesse, destacamos os cinco, que são para nós os mais relevantes até ao momento.

As maravilhosas paisagens

Itália é um país belíssimo, com paisagens para todos os gostos e locais pitorescos em cada canto. A Sardenha foi o pano de fundo dos três primeiros dias e não desiludiu. Seguiu-se a Sicília, com destaque para as imagens mais 'agrestes' do Etna, um dos vulcões mais ativos do mundo.
Mas foi na região de Apúlia (Puglia), que as paisagens nos deixaram de queixo caído. O pináculo foi a oitava etapa, com final na península de Gargano. Todo o dia percorrido ao largo do mar Adriático, um autêntico regalo para quem assistia à prova. A beleza do ciclismo também é esta, trazer para casa do espetador, locais desconhecidos, que nos surpreendem.


Gavíria, Greipel e Ewan fizeram a sua parte!

Os três principais sprinters fizeram o seu trabalho, venceram quatro das nove etapas. Duas para Gavíria e uma para Greipel e Ewan.
Nenhum outro sprinter além destes três, ganhou etapas com chegadas em pelotão compacto. Dos três, Ewan e Greipel começaram melhor o Giro, o alemão vestiu mesmo a maglia rosa. Mas Gavíria na 3ª etapa com ajuda da sua equipa, conseguiu evitar o confronto com os dois rivais, numa jogada tática perfeita e roubou a maglia rosa a Greipel. Na 5ª etapa, o colombiano foi claramente o mais forte.
Em relação a Ewan, começou bem, não venceu mas foi o mais forte dos sprinters na 1ª etapa. Na 7ª etapa, acabou por conseguir finalmente vencer uma etapa, ao bater por pouco Gavíria.

Nairo Quintana, El Condor

O colombiano começou cauteloso o Giro, mesmo nas palavras. Afirmou várias vezes que não se encontrava no seu melhor, que o pico de forma está previsto para a 3ª semana. No Etna, não fez mais nada do que seguir rodas e mostrou muito pouco.
Mas no Blockhaus, a sua equipa desde cedo na etapa pegou na corrida, assumiu-a e desde cedo ficou óbvio que o El Condor iria atacar e foi o que fez a 6 quilómetros da meta. Depois de uma série de ataques, deixou Pinot e Nibali para trás, foi tranquilamente para a vitória da etapa e para a maglia rosa.
É o grande favorito e no Blockhaus, mostrou o porquê.

A seleção para a geral 

A Movistar no Blockhaus impôs um ritmo diabólico que foi eliminado um por um os adversários. Tejay Van Garderen, Bob Jungles, Steven Kruijswijk, Ilnur Zakarin e Davide Formolo foram os principais nomes, eliminados apenas pelo ritmo imposto por, Herrada, De la Parte e Amador. 
Depois Quintana atacou a seleção ficou ainda mais pequena. No final do dia, o sexto classificado (Domenico Pozzovivo) já está a 1 minuto e 28 segundos, num dia que já fez uma triagem importante dos favoritos.

O pior até ao momento: a queda que eliminou alguns dos candidatos na 9ª etapa

O pelotão estava preparado para iniciar a subida ao Blockhaus, quando uma mota de policiamento da prova, pára do lado esquerdo. Tom Dumoulin consegue evitá-la por pouco, mas Wilco Kelderman não teve a mesma sorte, caíndo e derrubando vários ciclistas. Geraint Thomas que seguia na roda de Kelderman também não consegue evitar a mota.
Entre os afetados, além de Thomas e Kelderman, estão Adam Yates e Mikel Landa. 
O resultado foi:
- Landa, chegou muito atrasado, estando fora da luta pela geral;
- Kelderman teve de abandonar com uma fratura num dedo da mão;
- Geraint Thomas chegou a mais de 5 minutos de Quintana, estando praticamente afastado da luta pela vitória da geral;
- Adam Yates, chegou a mais de 4 minutos e meio de Quintana, também ele afastado da luta pela geral.






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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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