10 transferências mais marcantes 2016-2017


O janela do mercado de transferências desta pré-temporada foi muito movimentada, muito por culpa do desaparecimento de duas equipas do World Tour, a Tinkoff e IAM. 
Principalmente a Tinkoff, com Peter Sagan e Alberto Contador, tornou o mercado muito dependendo da decisões destes dois corredores.
Aqui ficam aquelas que foram as 10 transferências que mais fizeram falar neste defeso:

Alberto Contador (Tinkoff  > Trek Segafredo)
O espanhol tinha anunciado antes da temporada, que 2016 seria o último ano no pelotão internacional. Mas começaram a circular rumores no inicio da primavera de que Contador poderia continuar em 2017.
No final da Vuelta ao País Basco, o espanhol confirmava o que se suspeitava e anunciou a continuidade em 2017. Faltava saber aonde é que correria, falou-se do interesse de várias equipas (Lampre - Merida e Trek - Segafredo à cabeça) e também de que ele poderia criar a sua própria equipa. No final no Tour, surgiu a notícia em vários meios, de que iria correr na Trek - Seagfredo, rumor esse que se confirmaria no final da Vuelta.

Peter Sagan (Tinkoff > Bora - Hansgrohe)
Com a extinção da Tinkoff, o destino do bi-campeão do mundo era aquele que suscitava mais interesse.
Falou-se do interesse da Astana, que aproveitaria o apoio da Specialized para ter o ciclista eslovaco nas suas fileiras. Mas com o aproximar do final da temporada, soube-se que a Astana e a Specialized terminariam a parceria. Surgiu então a notícia que Peter Sagan iria correr na Bora em 2017. A equipa alemã terá como fornecedor de bicicletas a...Specialized.

Vincenzo Nibali (Astana > Bahrain - Merida)
A relação entre Nibali e Vinokourov nunca foi pacifica, as duas partes resolveram terminar uma relação que durou 3 anos (2013-2016) e foi bastante bem sucedida, com as principais conquistas a serem: 2 Giros, 1 Tour e 1 Giro da Lombardia.
O italiano tinha diversos interessados, com a Trek-Segafredo a ser a principal interessada, informação confirmada há uns dias atrás, pelo o principal responsável da equipa americana. Mas o projeto e as condições financeiras apresentadas pela Bahrain-Merida foram irrecusáveis. 
A equipa árabe entra diretamente para o World Tour e para isso, teve de construir um plantel de grande qualidade, de forma a ter os pontos necessários. Situação que abordaremos mais à frente.

John Degenkolb (Giant - Alpecin > Trek Segafredo)
Degenkolb decidiu fazer o mesmo que Marcel Kittel há um ano atrás, mudar de ares. O alemão escolheu a Trek-Segafredo, onde em teoria substituirá Fabian Cancellara como líder nas clássicas da primavera.
Depois de uma temporada estragada devido ao terrível acidente no estágio em Espanha, este será um novo começo para o alemão, que no seu currículo tem diversas etapas nas Grandes Voltas e dois monumentos (Milão-São Remo e Paris-Roubaix).
Na equipa americana também vai encontrar uma equipa muito forte para o apoiar, com destaque para Edward Theuns e Jasper Stuyven, dois especialistas no pavé.

Michael Matthews (Orica BikeExchange > Team Sunweb)
Para substituir Degenkolb, o Team Sunweb (antiga Giant-Alpecin) aposta em Michael Matthews. O australiano já não se sentia totalmente à vontade na Orica. Onde tinha um diferendo com Simon Gerrans e constantemente entravam em confronto, sobre quem deveria ser a aposta.
Matthews reforça desta forma o Team Sunweb, onde deverá ser a aposta principal para os finais ao sprint nas Grandes Voltas e para a Milão-São Remo, sem esquecer outras provas que se adequem às suas características.

Philippe Gilbert (BMC > Quick-Step Floors)
Com 34 anos, o belga regressa a uma equipa belga. A ligação à BMC ficou marcada com algumas vitórias importantes, nomeadamente em etapas das Grandes Voltas. Durante este período (2012-2016), também se tornou campeão do mundo (2012).
Depois de um ano frustrante, a equipa não se interessou em renovar o contrato e ele também não se mostrou muito interessado em continuar na equipa americana.
Desta forma o regresso a uma estrutura belga, tem toda a lógica. Terá uma equipa fortíssima que o apoiará na Ardenas, sendo que homens como: Alaphilippe, Dan Martin e Petr Vakoc podem também eles serem apostas da equipa.

Sep Vanmarcke (LottoNL - Jumbo > Cannondale Drapac)
Sep Vanmarcke é um dos ciclistas mais regulares no pavé. Já fazia parte da mobília da estrutura holandesa (actual LottoNL-Jumbo), mas o belga, decidiu surpreender e em 2017 irá correr pela Cannondale-Drapac.
Será a aposta da equipa para as clássicas do pavé, onde é naturalmente um dos grandes favoritos. Será que vai ser este, o ano em que Vanmarcke, vai finalmente vencer algo de importante? Ou será, que irá continuar a ser um eterno segundo?

Tony Martin (Etixx - Quick Step > Katusha - Alpecin)
Depois de um ano complicado, Tony Martin decidiu abraçar um novo desafio. Mas antes de deixar a equipa que o apoiou durante 4 anos, ajudou-a a recuperar o título mundial de contrarrelógio coletivo e no individual, destruiu a concorrência.
Em 2017 correrá na agora equipa suiça, Katusha-Alpecin. A missão não deve ser muito diferente daquela que tinha a Etixx-QuickStep, ou seja, apoiar os líderes o melhor que puder e tentar também ele vencer etapas e provas que se adequem às suas características. Como é óbvio, não esquecendo a sua especialidade, tentará vencer o maior número de contrarrelógios possível.

Diego Rosa (Astana > Team Sky)
Não é propriamente um dos ciclistas mais 'sonantes' da atualidade, mas é seguramente um dos melhores da nova geração italiana.
A sua vitória na etapa do País Basco, onde termina em estilo e o 2º lugar no Giro da Lombardia, faz com que se adivinhe um futuro brilhante para Rosa. Mas primeiro, terá de se adaptar aos métodos da equipa britânica, que conta com muitos casos de sucesso, mas também com insucessos, de corredores que não se conseguiram adaptar às suas metodologias.
O tipo de corredor que tornará Rosa, é também uma dúvida. Será que vai ser um corredor para Grandes Voltas? Ou apenas para provas por etapas mais curtas e clássicas tipo o Giro da Lombardia ou Ardenas?

Joaquim 'Purito' Rodriguez (Katusha > Bahrain - Merida)
O 'caso' de Joaquim Rodriguez é simples de perceber, o catalão anunciou o abandono da carreira no final de 2016. Mas entretanto apareceu uma proposta interessante (€€€) de uma nova equipa, que precisava pontos para ter licença do World Tour e Joaquim Rodriguez, não resistiu à tentação e aceitou. 
Desta forma, ficou com o emprego de sonho, isto é, fica a receber um ordenado, trabalha quando quer (neste caso ele já anunciou que não se vai cansar muito, ou seja, não irá correr mais) e não tem pressão absolutamente nenhuma.
Depois de uma carreira brilhante, era desnecessário isto, será que no futuro veremos outros corredores em final de carreira a venderem os seus pontos? Talvez, será o chamado 'final de carreira à Purito'.



e depois isto...

Queridos amigos y amigas, después de un tiempo de meditar sobre mi futuro e intentar volver a una rutina de trabajo, he tomado la decisión junto a mi familia y amigos de no retomar la competición para la temporada que viene. Lo siento por todos aquellos aficionados que deseabais mi regreso a la competición, os aseguro que os agradezco muchísimo vuestro apoyo y deciros que me lo habíais puesto muy difícil. Pero sinceramente, tanto por mi como por todos los aficionados, creo que no es justo volver si no me veo capaz de volver al máximo nivel. Agradezco muchísimo al equipo Bahrein-Mérida todas las facilidades que ha puesto a mi disposición para poder volver, pero junto a ellos también, me he dado cuenta que no me siento ni física ni mentalmente preparado para volver a competir al 100%. He preferido anunciar esto antes del inicio de la temporada 2017 porque creo que los protagonistas de ésta tienen que ser los corredores. A partir de ahora trabajaré para transmitir mi experiencia y ayudar en todo lo posible a los jóvenes talentos en el equipo Bahrein-Mérida. Espero poder sentirme tan orgulloso o más de mi nuevo rol en el ciclismo como me siento de estas 17 temporadas como ciclista profesional, poder aportar un plus desde mi experiencia y seguir teniendo ese feeling tan especial tanto con los corredores como con los aficionados. Y como ya dije en su día, cuando anuncié mi despedida en el Tour de Francia: Un enorme GRACIAS al ciclismo, has sido, eres y serás lo más grande que pasó por mi vida. Muchas gracias a todos. Joaquin "Purito" Rodríguez.
Uma foto publicada por Joaquin Rodriguez Oliver (@puritocycling) a


Boa sorte Purito.

Menções honrosas: 
Jarlinson Pantano (IAM > Trek Segafredo)
Roman Kreuziger (Tinkoff > Orica - Scott)
Kenny Elissonde (FDJ > Team Sky)
Rafal Majka (Tinkoff > Bora - Hansgrohe

Portugal
Jóni Brandão (Efapel > Sporting/Tavira
Amaro Antunes (LA > W52-FC Porto-Porto Canal)
Filipe Cardoso (Efapel > Radio Popular-Boavista) 
Alejandro Marque (LA > Sporting/Tavira)
Frederico Figueiredo (Radio Popular-Boavista > Sporting/Tavira) 
João Benta (Louletano-Hospital Loulé > Radio Popular-Boavista)
César Fonte (Radio Popular-Boavista > LA Aluminios-Metalusa)
Edgar Pinto (Skydive Dubai > LA Aluminios-Metalusa)
Sérgio Paulinho (Tinkoff > Efapel-Glassdrive)
Domingos Gonçalves (Caja Rural > Rádio Popular-Boavista)
Luís Mendonça (Sicasal/Constantinos S.A/UDO > Louletanto-Hospital de Loulé)


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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