Análise à temporada 2016 - Lotto Soudal


País -Bélgica
UCI WT  Ranking - 14º
Orçamento - +/- 14 milhões de euros

A equipa belga terminou o ano 2016 com 20 vitórias, bem longe das 39 de 2015. Foi um ano complicado para a Lotto-Soudal que apesar de tudo venceram 6 etapas em Grandes Voltas, com destaque para as 4 etapas conquistadas no Giro.
Mas a temporada da equipa belga, fica marcada pelo o grave acidente de Stig Broeckx, que esteve em coma durante vários meses, felizmente nas últimas semanas tem havido evolução no boletim clínico de Broeckx que já não se encontra em coma.

Principal Figura - André Greipel
Obteve 10 vitórias ao longo do ano, mais uma vez foi o mais vitorioso da equipa, entre elas sagrou-se campeão alemão ao bater Marcel Kittel. No Giro arrecadou 3 vitórias de etapas e no Tour, venceu na mítica chegada a Paris na última etapa.
Começou o ano bem, ao vencer duas provas do Challenge de Maiorca, mas depois foi batido por Kittel no Algarve, coisa que também aconteceria nas primeiras etapas do Giro.

Desilusão - Tony Gallopin
Era um ano que se esperava muito de Gallopin e o que o francês mostrou foi muito pouco. Depois de um 2015 bastante positivo, as expectativas eram altas e Gallopin não esteve a altura do desafio, que era fazer o mesmo ou melhor.
Até começou o ano com resultados interessantes, apesar de não serem extraordinários (6º no Algarve e 8º no Paris-Nice). Mas depois, a sua campanha nas Ardenas (um dos principais objetivos do ano) foi desastrosa. Passou completamente ao lado no Critérium du Dauphiné e no Tour. Já em agosto, teve a sua melhor atuação do ano, ao ser 2º na Clasica de San Sebastian. Depois foi 4º no Tour of Britain, venceu o GP Wallonie e abandonou no Giro da Lombardia.
Falhou nos principais objetivos e por isso é a deceção do ano na equipa belga.

Principais conquistas - Volta à Polónia, 5ª, 6ª 7ª e 12ª etapas do Giro, 12ª e 21ª etapas do Tour
As maiores conquistas da equipa este ano resumem-se a 6 etapas em Grandes Voltas (4 no Giro e 2 no Tour). Dessas 6 vitórias, 4 delas foram de André Greipel, o sprinter alemão a fazer jus à 'tradição' de vencer sempre pelo menos uma etapa numa Grande Volta que participe.
Retirando as vitórias de etapas em Grandes Voltas, o resultado que se destaca é a conquista da Volta à Polónia por parte de Tim Wellens, que aproveitou as más condições atmosféricas para vencer a prova.

Outros resultados relevantes - 3 dias na Flandres Ocidental, Através da Flandres (Dwars Door Vlaanderen), GP Wallonie
As provas no país natal da equipa foram aquelas onde a equipa brilhou mais, com realce para a vitória de Sean de Bie nos 3 dias na Flandres Ocidental, no principio da época. A primavera mal tinha começado e Jens Debusschere conquistava a clássica, Através da Flandres (Dwars Door Vlaanderen).
Tony Gallopin conseguiu a sua única vitória do ano, já perto do final da temporada, em Setembro no GP Wallonie, batendo Patr Vakoc (Etixx-QuickStep).
                                                                                 
Melhor momento - Vitória de André Greipel no Champs Elysées
Já tinha vencido em 2015 a última etapa do Tour e repetiu a proeza este ano. Beneficiou do facto de Cavendish (o melhor sprinter na edição deste ano) já não estar em prova, foi para casa mais cedo a pensar nos jogos Olímpicos, mas ninguém lhe pode retirar o mérito.

Pior momento - A queda de Stig Broeckx no Belgium Tour
O problema das motas nas provas de ciclismo, tem-se agravado ano após ano e este ano atingiu novos patamares. Um ciclista faleceu (Antoine Demoitie) em prova, apesar de neste caso haver dúvidas que a mota pudesse ter evitado e Stig Broeckx depois de ter sido abalroado pela mota do apoio médico na Kuurne-Bruxelles-Kuurne, teve direito a uma segunda ronda, ao ser uma das vítimas das motas no Belgium Tour, resultado deste último infortúnio? Esteve em estado de coma vários meses.


Revelação - Ninguém
Tiesj Benoot e Tim Wellens foram os dois jovens talentos belgas que se revelaram nos últimos anos na equipa. Tanto um como outro já são certezas e não revelações, Benoot tem tudo para um dia vencer coisas importantes, já andou lá perto e Wellens, que é o mais velho dos dois, já tem algumas vitórias importantes.
Em 2016, não houve alguém que tenha feito mais do que se esperava, por isso, não escolhemos qualquer ciclista nesta categoria.

Futuro - Não há grandes mudanças na equipa. Moreno Hofland é a principal aquisição e a equipa regista apenas 3 saídas, Pim Ligthart, Greg Henderson e Gert Dockx.
Greipel, Tim Wellens, Tiesj Benoot, Tony Gallopin e Jurgen Roelandts continuarão a serem os líderes da equipa. As clássicas e a luta por alguma classificação secundária e etapas nas Grandes Voltas serão os objetivos para 2017.

Entradas:
Moreno Hofland (LottoNL-Jumbo), 
Nikolas Maes (Etixx-QuickStep), 
Remy Mertz (Colorcode), 
James Shaw (neo-pro), 
Enzo Wouters (neo-pro)

Saídas:
Gert Dockx (retira-se), 
Gregory Henderson (Unitedhealthcare), 
Pim Ligthart (Roompot)


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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