Análise à temporada 2016 - Cannondale-Drapac Pro Cycling Team


País -Estados Unidos
UCI WT  Ranking - 8º
Orçamento - +/- 10 milhões de euros

Mais uma temporada medíocre da equipa de Vaughters. A sua classificação no ranking World Tour, é até um pouco incompreensível. Ao longo do ano conseguiram apenas...8 vitórias e nenhum ciclista se destacou particularmente.
Isto só demonstra o quanto mal está estruturado o ranking World Tour da UCI.

Principal Figura - Rigoberto Uran
Não foi uma boa temporada para o colombiano, mas dentro da mediocridade da equipa, acabou por ser o melhor. Foi 7º no Giro, 3º no Giro da Lombardia e 10º na Volta a Catalunha.

Desilusão - Pierre Rolland
A escolha era complicada, porque o que não faltam são desilusões na equipa norte-americana, Rolland acabou por ser o eleito, sobretudo pelo o que prometia quando se mudou para a Cannondale. Em 2016, o melhor resultado dele acabou por ser o...16º lugar no Tour. Nada mais de realce num ano muito mau para o francês e que esteve longe do esperado por toda a gente, inclusive a equipa.

Principais conquistas - Nenhuma
Das 8 vitórias durante o ano, nenhuma foi no World Tour. Está tudo dito.

Outros resultados relevantes - 2ª e 5ª etapas da Volta à Califórnia, 6ª etapa do Tour of Utah e 5ª etapa do Tour of Britain
Perante a pobreza de resultados, aqueles que consideramos relevantes são as vitórias de etapas nas principais provas americanas, a Volta à Califórnia e Tour of Utah. Na californiana, foram duas, a 2ª etapa por Ben King e Tom Skuijns ganhou a 5ª. 
No Utah, a vitória de Talansky na 6ª etapa, colocou-o muito bem posicionado para vencer a prova. No entanto, na última etapa, Talansky não resistiu ao ataque de Lachlan Morton e também não aguentou com o jovem prodígio Adrien Costa caindo para o 3º lugar da geral.

Melhor momento - 
A Cannondale não teve muitos momentos bons durante 2016, a escolha é pouco e muito limitada. Mas escolhemos a vitória de Ben King na 2ª etapa da principal prova do país, de onde é natural a equipa. Foi um momento importante, até porque os resultados eram escassos até aí e foi um padrão que infelizmente para a Cannondale manteve-se durante o ano.

Pior momento - As quedas de Rolland no Tour
As quedas marcaram o Tour, mais uma vez e um dos mais afetados foi Pierre Rolland. Na 8ª etapa, o francês 'espetou-se' contra um muro na descida do Col du Peyresourde, deixando-o bastante marcado, teve de ser suturado com pontos numa das mãos.
Na 19ª etapa, mais uma queda muito feita, que o deixou feito num oito, mesmo assim, conseguiu concluir o Tour.
https://www.youtube.com/watch?v=mZ3FoKu8rkU

Revelação - Davide Villella
Acabou o ano a vencer a Japan Cup. Mas também brilhou no Giro da Lombardia, onde foi 5º. Não foi um ano brilhante, mas foi dos poucos que tiveram algum destaque.
Este jovem italiano, foi dos poucos sinais positivos da equipa durante 2016.

Futuro - A equipa continuará com a parceria com a Drapac, que já acontece desde do meio do ano de 2016.
Muitas entradas e saídas, com o plantel a ser muito renovado. Destaque para a entrada de Sep Vanmarcke, que reforça a equipa para o pavé, que desta forma tem um homem para lutar pelas vitórias durante a primavera. O jovem britânico, Hugh Carthy é outro nome a ter em conta.
Em relação a saídas, destaque para a saída de André Cardoso, que irá apoiar Mollema e Contador na Trek-Segafredo.

Saídas:
André Cardoso> Trek-Segafredo
Raimunas Navardauskas> Barhain-Merida
Moreno Moser> Astana
Jack Bauer> Quickstep
Ben King> Dimension Data
Kristoffer Skjerping> Team Joker
Matti Berschell> Astana
Ruben Zepunkte> ??
Phil Gaimon>Retirou-se
Alan Marangoni>Nippo Vini-Fantini

Entradas:
Sep Vanmarcke
Taylor Phinney
Thomas Scully
William Clarke
Brendan Canty
Tom Van Asbroeck
Hugh Carthy

Também pode interessar:

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Enviar um comentário