Análise à temporada 2016 - BMC Racing Team



País - Estados Unidos
UCI WT  Ranking - 4º
Orçamento - +/- 28 milhões de euros

A equipa americana teve um ano dentro das expectativas, com um total de 28 vitórias, menos 3 do que em 2015. O grande fracasso foi o não ter conseguido revalidar o título mundial de contrarelógio colectivo, onde foram batidos pela Etixx-QuickStep.
Richie Porte e Tejay Van Garderen partilharam a liderança no Tour, no entanto o americano acabaria por fraquejar, enquanto o australiano fez o seu melhor final numa Grande Volta, ao terminar no 5º lugar da geral. 
Greg Van Avermaet sagrou-se campeão olímpico, porém não é considerada vitória para a equipa americana, porque a medalha de ouro, foi conquistada com a camisola da seleção belga.

Principal Figura - Greg Van Avermaet
Foi ele, quem obteve as principais vitórias da equipa em 2017. Omloop, Tirreno-Adriático e GP Montreal, ainda venceu uma etapa no Tour, num ano brilhante de Van Avermaet.
A cereja no topo do bolo foi a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, numa prova onde mostrou ser muito mais que um simples ciclista de clássicas, num percurso que beneficiava trepadores.

Desilusão - Tejay Van Garderen
Fez uma temporada fraca, culminada com a desilusão completa no Tour. Começou o ano em boa forma, disputou a Vuelta a Andalucia, onde venceu uma etapa e apenas perdeu a liderança na última etapa de montanha.
Na preparação para Tour, na Volta à Suiça, conseguiu vencer uma etapa. No Tour, nunca foi uma opção válida da equipa, que tinha liderança partilhada. Mas cedo se percebeu que Van Garderen estava longe da melhor forma. 
O americano ainda foi à Vuelta, mas mais valia nem ter ido, passou completamente ao lado da prova espanhola.

Principais conquistas - Tirreno-Adriático, GP Montreal, Omloop
Van Avermaet foi o responsável pelas principais vitórias em 2017. No Tirreno-Adriático, beneficiou da anulação da etapa raínha, para vencer a geral.

Na abertura da temporada de clássicas, o belga venceu de forma impressionante a Omloop e já no outono, venceu uma das clássicas WT canadianas, o GP Montreal. 

Outros resultados relevantes - 5º lugar de Richie Porte no Tour,  5ª etapa do Tour e 16ª etapa da Vuelta
No Tour, Richie Porte conseguiu o seu melhor resultado de sempre, um 5º lugar na geral, numa Grande Volta, conseguindo finalmente demonstrar ser um corredor para três semanas.
Ainda no Tour, Van Avermaet venceu a 5ª etapa, repetindo a proeza de 2015, onde também venceu uma etapa, dessa vez batendo Peter Sagan ao sprint.
Na Vuelta, Jempy Drucker arrecadou a 16ª etapa, a a primeira do luxemburguês numa grande volta.

Melhor momento - Vitória de Greg Van Avermaet no Tirreno-Adriático
Foi um resultado inesperado, mas que apenas foi possível pelo contexto. A etapa raínha do Tirreno-Adriático 2016,  foi cancelada. A tirada incluía um final em alta montanha, com a meta no Monte San Vicino e que previsivelmente afastaria Van Avermaet dos primeiros lugares da geral.
O belga venceu a etapa seguinte e chegou à liderança da prova, que defendeu muito bem no contrarelógio final. Para nós é o momento mais importante que a BMC teve em 2016.


Pior momento -Campeonato do mundo de Contrarelógio colectivo
A equipa tinha vencido as últimas edições dos mundiais de contrarelógio colectivo e no Qatar apresentavam-se como os principais candidatos. No entanto na estrada, a Etixx-QuickStep, demonstrou ser a mais forte e recuperou o ceptro de forma inequívoca. Um dia menos bom para a BMC que apesar do 2º lugar, foi a principal derrota.

Revelação - Floris Gerts
A equipa não teve propriamente uma grande revelação. Loic Vliegen apresentou resultados interessantes, mas a nossa escolha recai sobre Floris Gerts. Venceu a Volta Limburg Classic e foi 7º na Ride London Classic.

Futuro - A equipa continuará e terá um novo patrocinador e daqueles bons, a Tag Heuer.
Em relação a entradas e saídas. A equipa irá perder elementos importantes, são eles: Darwin Atapuma, Philippe Gilbert, Peter Velits, Taylor Phinney, Marcus Burghardt e Rick Zabel. Para os substituir irão entrar: o jovem suiço Kilian Frankiny, Francisco Ventoso que vem da Movistar, da Sky chega Nicolas Roche, da extinta IAM o especialista de clássicas de pavé, Martin Elminger e por fim, Miles Scotson, um jovem australiano, que faz do contrarelógio a sua principal arma. 
Em termos teóricos a equipa ficará mais frágil sobretudo para a montanha, mas diferença não é considerável.


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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