Campeonato do mundo 2016, prova de fundo masculina - Antevisão


Os campeonatos do mundo são um dos momentos mais especiais de toda a temporada de ciclismo e a prova que simboliza toda a sua grandeza e simbolismo é a de fundo masculinos.
É a única competição de ciclismo que rivaliza com os 5 monumentos e com as grandes voltas. Disputa-se num dia e a sua imprevisibilidade é uma das suas principais características.
Ao longo da história, a prova foi ganha pelos maiores nomes do ciclismo mundial, desde 1927 que a prova se disputa e a luta pela famosa camisola do 'arco-iris' é sempre intensa e é um dos símbolos mais desejados do ciclismo mundial.
É o único símbolo no ciclismo que um ciclista usa durante um ano inteiro de provas, para ser bem identificável que estamos na presença do campeão do mundo de ciclismo de estrada. A camisola não é usada nos contra-relógios, onde apenas o campeão do mundo dessa especialidade é que a pode envergar nessa situação.

História
Campeões desde 1995

Edição 2015 (Top-10)
1 Peter Sagan (Slovakia) 6:14:37
2 Michael Matthews (Australia) 0:00:03
3 Ramunas Navardauskas (Lithuania)
4 Alexander Kristoff (Norway)
5 Alejandro Valverde Belmonte (Spain)
6 Simon Gerrans (Australia)
7 Tony Gallopin (France)
8 Michal Kwiatkowski (Poland)
9 Rui Costa (Portugal)
10 Philippe Gilbert (Belgium)

Percurso
Doha-Doha, 257,5 Kms

Perfil completamente plano. A prova começa na Aspire Zone, bem no centro da capital do Qatar, seguem para o centro de educação, onde a verdadeira partida será realizada, os corredores seguem ao longo da costa, com longas rectas a marcar a paisagem. Em Abu Yazoul, os corredores regressam em direcção à capital, numa estrada paralela à de ida.
Aos 116,1 Kms, passam no Lusail Sports Complex, local onde os contrarelógios dos mundiais tiveram o seu inicio. 
Aos 136,9 Kms os ciclistas entram no circuito de 15,2 Kms, onde percorrerão no total 120,4 Kms. Serão 7 voltas ao circuito.



Startlist

Condições atmosféricas

Como o perfil é completamente plano, o factor que pode alterar profundamente o desenrolar da prova são as condições atmosféricas, com destaque para o vento. Não é novidade que o Qatar pode oferecer condições de vento complicadas, no Tour of Qatar, uma boa parte dos ciclistas que vão estar presentes nestes mundiais já as conhece.
As condições atmosféricas nestes mundiais têm sido um dos tópicos quentes, com o calor a tornar as provas num inferno para os corredores. Neste domingo, esperam-se 36 graus, o que é ligeiramente mais 'fresco' do que nas provas anteriores.
O vento, que é a grande preocupação, soprará moderado, no inicio de Noroeste e depois de Norte. Isto significa que os ciclistas enfrentarão vento de frente uma boa porção do dia. No circuito, os ciclistas apanharão na maior parte do tempo, vento lateral.

Favoritos
***** Mark Cavendish
O britânico já foi campeão do mundo e venceu o Milão-São Remo, portanto as distâncias longas não é problema para Cavendish. O regresso aos melhores tempos no Tour, faz com que seja o ou um dos grandes favoritos a ser campeão do mundo este ano, tendo em conta o perfil.
O problema é que Cavendish depois do Tour e Jogos Olímpicos, não teve uma preparação fácil, o que lhe pode prejudicar.

**** Marcel Kittel, André Greipel
Os dois gigantes alemães, neste tipo de percurso, é óbvio que são favoritos. Kittel voltou em forma para 2016, com muitas vitórias, porém no Tour foi claramente batido por Cavendish. Em termos de explosividade, o ciclista da Etixx, é provavelmente o melhor do planeta, porém, ainda tem de provar que pode discutir provas longas. A exibição no contrarelógio colectivo, onde foi decisivo foi um bom indicador de que está em boa forma.
Greipel se for bem lançado, é muito difícil de bater, mas tanto ele como Kittel, não terão lançadores nesta prova. Degenkolb será o único que pode fazer essa função.

*** Alexander Kristoff, Nacer Bouhanni, Fernando Gaviria, Peter Sagan, Arnaud Démare
Kristoff, Bouhanni e Démare já provaram que conseguem discutir provas muito longas, com o norueguês e Démare a já terem ganho a Milão-São Remo. Bouhanni também já teve perto de conquistar o monumento italiano. Os dois franceses parecem em boa forma, já Kristoff é uma incógnita o seu estado de forma.
Sagan, não precisa de apresentações, pode sprintar ou pode resolver fazer algo fora do guião, é isso que o diferencia do resto. A falta de equipa é um handicap para ele, no entanto, o eslovaco já está habituado.
Em relação a Fernando Gavíria, a sua vitória no Paris-Tours, exemplifica muito bem o que é este jovem sprinter colombiano. É explosivo e  consegue suster um sprint de bem longe, tão jovem e já é capaz de discutir as chegadas com os melhores.

**  Elia Viviani, Giacomo Nizzolo, Dylan Groenewegen, Tom Boonen, Michael Matthews, John Degenkolb
Aqui entramos já num patamar diferente. Entre sprinters mais tradicionais como Viviani, Nizzolo e Groenewegen, estão também homem que sprintam bem, mas mais versáteis como: Tom Boonen, que realiza o seu último mundial, John Degenkolb e Michael Matthews.

* Sam Bennett, Jempy Drucker, Maximilano Richeze, Danny Van Poppel, Caleb Ewan, Matteo Trentin, Sonny Colbrelli, Magnus Cort
Com uma estrela estão aqueles que achamos que serão os que têm mais hipóteses de entre o resto do pelotão que estará presente em Doha.

A nossa aposta: Mark Cavendish
Outsider: Fernando Gavíria

Seguir em directo: #UCIDoha2016@UCI_cycling@UCIDoha2016, RTP 2
Stream: http://cycling-today.com/uci-world-championships-2016-live-stream/

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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