Tour 2016 - Análise 12ª etapa

Thomas De Gendt - vencedor da 12ª etapa 
Vamos começar por adjectivar esta etapa, como uma das maiores vergonhas que alguma vez se viu no ciclismo. 
A etapa começou e rapidamente se formou uma fuga com: Lindeman e Vanmarcke (Lotto-Jumbo), Clement (IAM), Pauwels e Teklehaimanot (DiData), Greipel e De Gendt (Lotto-Soudal), Coquard e Chavanel (Direct Energie), Keisse (Etixx-Quick Step), Sorensen (Fortuneo-Vita Concept), Navarro e Lemoine (Cofidis).
Conseguiram angariar uma vantagem larga, chegou a atingir perto dos 19 minutos. No pelotão a Etixx começou a puxar e a vantagem caiu drasticamente. 
Mas vamos passar directamente para o que interessa, a subida ao Mont Ventoux, encurtada, mas que foi cheio de história. Na frente a luta foi entre De Gendt, Pauwels e Navarro, com De Gendt a superiorizar-se, de forma brilhante, no melhor momento desta triste etapa.

No pelotão, Quintana a 6 Kms lançou dois ataques, mas a equipa da Sky com muita facilidade foram buscar o Colombiano. Depois foi a vez de Froome testar os adversários e foi aí que Quintana deu o estoiro, com Porte a ser o único capaz de seguir o britânico. Quintana ficava para trás e no grupo atrás saía Mollema, que de forma surpreendente encostou aa duo Froome/Porte, que se entendiam às mil maravilhas, mais pareciam dois colegas de equipa!
Mas o momento Frankenstein aconteceu, uma pessoa do público coloca-se na frente da mota que seguia mesmo à frente do trio, trava repentinamente e Porte, Mollema e Froome batem na mota e caiem.
Mollema levanta-se e segue, Porte também acabou por seguir na bicicleta apesar de demorar um pouco mais. Mas o insólito aconteceu com o camisola amarela, que desatou a correr com a bicicleta, depois decide largar a bicicleta e qual queniano (país onde passou a infância) põe-se a correr montanha acima. Vou fazer uma pausa e colar aqui o que diz o regulamento sobre isto:

Ponto 14: Wilful deviation from the course, attempt to be placed without having covered the entire course by bicycle, resuming the race after having accepted a lift in a vehicle or on a motorbike.

O regulamento prevê expulsão da corrida e multa de 200 francos para casos destes. Neste ponto, pensamos que a organização tentou ter bom senso.

Mas continuando, Froome, parou experimentou uma bicicleta, não servia e depois esperou pelo carro de apoio da equipa e lá conseguiu acabar a etapa.
Com toda esta salgalhada, Froome com os tempos da meta perderia a camisola amarela, inclusive ficaria a quase um minuto.
A decisão da organização foi retirar os tempos no momento do acidente. Froome continua de amarelo com Adam Yates a 47 segundos e Nairo Quintana a 54!

O mais do dia: Thomas de Gendt
O menos do dia: Acidente que envolveu Porte, Froome e Mollema perto do final da etapa

Classificação da 12ª etapa (Top 10):

1 Thomas De Gendt (Bel) Lotto Soudal 4:31:51
2 Serge Pauwels (Bel) Dimension Data 0:00:02
3 Daniel Navarro Garcia (Spa) Cofidis, Solutions Credits 0:00:14
4 Stef Clement(Fra) IAM Cycling 0:00:40
5 Sylvain Chavanel (Fra) Direct Energie
6 Bert-Jan Lindeman (Ned) Team LottoNL - Jumbo 0:02:52
7 Daniel Teklehaimanot (Eri) Dimension Data 0:03:13
8 Sep Vanmarcke (Bel) LottoNL-Jumbo 0:03:26
9 Chris Anker Sørensen (Den) Fortuneo - Vital Concept 0:04:23
10 Bauke Mollema (Ned) Trek - Segafredo 0:05:05
...
87 Nelson Oliveira (Por) Movistar 0:23:37
131 Rui Costa (Por) Lampre-Merida 0:25:25


Classificação geral após a 12ª etapa (Top 10):

1 Christopher Froome (GBr) Team Sky 57:11:33
2 Adam Yates (GBr) Orica-BikeExchange0:00:47
3 Bauke Mollema (Ned) Trek-Segafredo 0:00:56
4 Nairo Quintana (Col) Movistar Team 0:01:01
5 Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale 0:01:15
6 Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team 0:01:39
7 Tejay Van Garderen (USA) BMC Racing Team 0:01:44
8 Fabio Aru (Ita) Astana Pro Team 0:01:54
9 Daniel Martin (Irl) Etixx - Quick-Step 0:01:56
10 Joaquim Rodriguez (Spa) Team Katusha 0:02:11
...
55 Rui Costa (Por) Lampre-Merida 1:02:03
123 Nelson Oliveira (Por) Movistar 1:58:22

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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