Giro 2016 - Antevisão 8ª Etapa

Nesta etapa o Giro irá pisar as estradas brancas da Toscânia a relembrar um pouco a Strade Bianche.
A etapa terminará em Arezzo, local onde o Giro d'Itália chegou pela última vez em 2003. Nesse dia saiu vitorioso Mario Cipollini. 

Perfil 8ª etapa

O início da etapa prevê-se tranquilo, perfeito para se formar uma fuga. Após saírem de Foligno, os ciclistas irão encontrar uma pequena subida não categorizada, depois irão em direcção à Toscânia durante um longo período sem grandes adversidades (apenas o sprint intermédio). Por volta do quilómetro 120, o pelotão irá encontrar a primeira contagem de montanha do dia, uma 3ª categoria com aproximadamente 6 quilómetros de extensão e à pendente média de 3,8%. Passada a primeira dificuldade, os ciclistas irão encontram cerca de 30 quilómetros planos. Depois tudo muda, a subida para o Alpe di Poti, contagem de montanha de 2ª categoria, irá certamente provocar alguns estragos. Com 8,6 quilómetros e à pendente média de 6,4%, apenas os 2 primeiros quilómetros serão em alcatrão, o restante será feito em sterrato. O final da etapa também merece ser salientado. O último quilómetro é feito em subida (média de 5%) com algumas rampas complicadas e pavé incluído. 


Parte final da etapa

Perfil da subida a Alpe di Poti
A subida para Alpe di Poti é muito interessante. Com uma primeira rampa muito íngreme, no meio da qual começa o sterrato, chega a atingir os 14% de inclinação. Pelo meio irão encontrar 1,5 quilómetros planos e depois volta a subir. É a primeira vez que esta subida aparece no Giro d'Itália.


Cidade de partida: Foligno

Centro histórico de Foligno
Foligno é uma cidade cheia de história. Os antigos diziam que esta se localizava no "centro do mundo" pois fica no centro da Itália e do Mediterrâneo e, nessa altura era o mundo que eles conheciam. 
Apesar de ter sofrido com vários terramotos, Foligno mantém um vasto património arquitectónico que nos faz recuar no tempo. 
Em Junho e Setembro, a cidade vive o "Giostra della Quintana", trata-se de um torneio a cavalo com muita tradição em Foligno.

Cidade de chegada: Arezzo

Centro histórico de Arezzo
Arezzo é um dos pontos mais importantes da Toscana. É uma terra que cresceu sob o domínio do Império Romano e continuou em especial na Idade Média.
Num passeio pela cidade encontra-se várias atracções que nos mostram a herança desse passado. A Basílica de San Francesco e a Piazza Grande (uma das mais belas de Itália) são dos locais mais visitados de Arezzo.
Uma bela cidade italiana onde se respira história.

Condições atmosféricas 
O pelotão segue para norte e as condições atmosféricas com a possibilidade de haver chuva durante grande parte do percurso, o que pode significar que a secção de sterrato tenha uma dificuldade extra. O vento soprará de Sul, mais forte à partida, com rajadas de 50 Km/h, na chegada o vento praticamente não se irá sentir.


Previsão meteorológica da 8ª etapa
Previsão do vento para a 8ª etapa
Favoritos
A etapa será marcada pela subida ao Alpe di Poti, com a secção de sterrato. As probabilidades de uma fuga suceder são elevadas, com os favoritos e as equipas já a pensarem no contrarrelógio individual é natural que o ritmo no pelotão permita o sucesso de uma fuga.

*** Fuga (De Marchi, Pirazzi, Moser, Tim Wellens, Betancur, Roglic, Battaglin, Colbrelli, Roelandts, Vanendert)
** Tom Dumoulin, Vincenzo Nibali, Alejandro Valverde, 
* Diego Ulissi, Ilnur Zakarin, Esteban Chaves, Nicolas Roche, Brambilla

A nossa aposta: Alessandro De Marchi (Fuga)
É um dos muitos ciclistas que já estão atrasados na geral e têm liberdade para estar numa fuga. O italiano da BMC é um ciclista já habituado a este tipo de fugas e a ganhar etapas desta forma.
Outsider: Gianluca Brambilla
Conhecedor das estradas da Toscânia e dos sectores de sterrato como poucos, o ciclista da Etixx é um dos que podem fazer a diferença na subida de Alpe di Poti. Este ano já mostrou da Strade Bianche que neste tipo de terreno, é um dos homens a ter sempre em conta e amanhã pode ter uma palavra a dizer.

Seguir em directo: #giro, Eurosport 1, @giroditalia



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Lola Cycling Team

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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