Giro 2016 - Antevisão 6ª Etapa

Ao sexto dia de competição, a primeira etapa com dificuldades a sério. A chegada é em alto, (uma das duas da prova), numa montanha de 2ª categoria. Este será o primeiro dia, em que os favoritos se irão mostrar na montanha, não é um dia para ganhar muito tempo, mas se alguém passar por dificuldades, pode perder a prova já amanhã.

Perfil 6ª Etapa
A etapa é curta mas dura, com  duas contagens de 2ª categoria, uma delas a coincidir com o final da etapa.
Após o primeiro sprint intermédio, com 25 Kms decorridos, os corredores começam a subir a Bocca di Selva (18 Km a 5,6%, GPM 2), seguido de uma descida muito técnica e perigosa com 20 Kms de extensão e de 50 Kms planos. Antes da subida final, os corredores passam ainda por uma zona de constante sobe e desce. A última dessas subidas são 6.7 Km a 4.6% e descem para Castel di Sangro, onde se situa o último sprint intermédio e começa a subida final, Rifugio Aremogna (16.75 Km a 4.6%, GPM 2).
A primeira secção, de 5 Km é a 7,5%, depois ameniza para os 4% e há uma pequena descida. A cerca de 6,5 Km da meta, há uma secção de cerca de 3 Kms a 7,4%, até que a 4 Kms do final até até a faltarem 3 Kms, há um falso plano e a secção final é sempre a subir, com destaque para os últimos 500 metros que são a 8,4% de inclinação média. 
É uma subida muito irregular e pouco homogénea.
Parte final da Etapa

Perfil da subida a Bocca della Selva

Perfil da subida a Roccaraso



Cidade de partida: Ponte


Cidade de Ponte
O nome desta cidade deriva da antiga ponte romana que permitia a passagem do rio Alenta. 
Desde os tempos antigos que Ponte é um centro de comércio. Essa sua característica levou a que existissem na cidade pessoas de vários pontos distintos. As diversas culturas influenciaram a forma como a cidade se desenvolveu e, ainda hoje conseguimos perceber isso pelo seu património arquitectónico. 
Ponte continua ligada ao comércio, principalmente a nível gastronómico e vinícola.

Cidade de chegada: Roccaraso

Estância de esqui
Roccaraso situa-se na cordilheira dos Apeninos (Appennini) e é uma das maiores estâncias de esqui desta zona montanhosa. Estas características tornam Roccaraso um dos destinos de férias de inverno predilectos do centro de Itália, mas a sua beleza natural atraia turistas todo o ano. 
Foi uma cidade muito marcada pela 2ª Guerra Mundial mas, feliz, Roccaraso conseguiu prosperar e ultrapassar as adversidades.

Condições atmosféricas
As condições do estado do tempo deverão se agravar ao longo da etapa. Há possibilidade aguaceiros na parte final, embora a probabilidade não seja elevada. As temperaturas rondarão os 21ºC à partida e os 14/15 ºC na chegada.
O vento soprará fraco de sudoeste durante a etapa, com rajadas entre os 20 e 45 Km/h.



Previsão meteorológica para a 6ª etapa, na Partida e Chegada

Condições do vento durante a 6ª etapa
Favoritos
Amanhã será o primeiro dia, onde os homens da geral terão de se mostrar, ou pelo menos, não perder tempo para os rivais. A etapa é dura mas não o suficiente, para eliminar alguns homens que não irão lutar pela geral. Ulissi ou Brambilla podem dar o ar da sua graça, já que a dureza não é exagerada.

*** Alejandro Valverde, Vincenzo Nibali
** Tom Dumoulin, Esteban Chaves, Mikel Landa, Rigoberto Uran
* Diego Ulissi, Rafal Majka, Ilnur Zakarin, Jakob Fuglsang, Domenico Pozzovivo, Gianluca Brambilla, Sergey Firsanov, Nicolas Roche, Primoz Roglic, Steven Kruijswijk

A nossa aposta: Alejandro Valverde
O espanhol tem a seu favor, ser um execelnte finalizador, dos favoritos à geral, é o melhor nesse aspecto. E amanhã, se chegar um grupo restrito ao final, certamente lutará pela vitória da etapa. A sua versatilidade faz dele um perigo em qualquer cenário, os adversários terão de estar muito atentos.

Outsider: Esteban Chaves
O colombiano, na passada Vuelta mostrou que neste tipo de chegadas, é um sério candidato a vencer. Será um dos homens que deverão atacar, se o deixarem sair, o pequeno ciclista da Orica-GreenEdge será um perigo para todos os candidatos à geral.

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Lola Cycling Team

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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