Giro 2016 - Antevisão 15ª etapa

Os Dolomitas continuam a ser a imagem de pano de fundo, desta vez numa cronoescalada que pode fazer diferenças importantes. 


Depois de dois dias muito exigentes, nada melhor que antes do terceiro dia de pausa, os ciclistas enfrentarem uma cronoescalada.
São pouco menos que 11 Kms sempre a subir, sendo que a coisa empina mesmo apartir dos 2 Kms de subida. São 9 Kms a 8,3% sempre muito constante, apenas modera no último Km.




Esta subida é bastante mais longa que a que iremos ter nesta etapa. A subida a Alpe di Siusi pode ser realizada por duas vertentes, que partilham exactamente estes últimos 9 Kms que irão ser percorridos neste Giro. A vertente por Prato all'Isarco já fez parte da prova, em 2009, são 25 Kms a 6%. A outra vertente, que é por Ponte Gardena, é mais durinha, são 16 Kms a 8,5%.

Cidade de partida e chegada: Castelrotto/Alpe di Siusi


Cidade medieval e o principal centro da zona de Alpe di Siusi, que está localizado numa das zonas mais belas de Itália, os Dolomitas, classificado património imaterial da humanidade pela UNESCO.
O Monte Schlern com o seu rochedo distintivo, é a principal imagem de marca desta pequena localidade dolomita.
Na região, oficialmente fala-se 3 idiomas, alemão, italiano e o ladino dolomítico.

Condições atmosféricas
Vento praticamente inexistente. Temperaturas agradáveis, a rondarem os 15 a 20 ºC, com muito Sol a marcara presença.
Previsão meteorológica para a região de Castelrotto

Favoritos:
A cronoescalada beneficiará quem estiver a subir melhor. As diferenças entre os favoritos podem ser significativas, amanhã é um dos dias mais importantes para a definição da Geral da edição deste ano. Nibali e Chaves terão de pelo menos não perder tempo para Steven Kruijswijk, o holandês neste momento encontra-se numa posição privilegiada, com uma diferença ainda curta, mas que já começa a ser importante.

*** Steven Kruijswijk, Esteban Chaves, Vincenzo Nibali
** Rafal Majka, Ilnur Zakarin, Rigoberto Uran
* Alejandro Valverde, Domenico Pozzovivo, Stefano Pirazzi, Mikel Nieve

A nossa aposta: Steven Kruijswijk
Juntamente com Esteban Chaves foi o homem mais forte na etapa anterior. O holandês foi quem desferiu o ataque que deixou para trás, Nibali.
Está em grande forma e é sem dúvida o homem do momento a subir, é a nossa aposta para amanhã. Se ganhar tempo a Nibali e Chaves, é cada vez o mais sério candidato a ganhar esta edição.
Outsider: Primoz Roglic
Vencedor do contrarrelógio anterior e ficou a décimas de vencer o primeiro. Este não é igual aos anteriores, mas Roglic já demonstrou este ano que sobe muito bem, é o nosso outsider para amanhã.

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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