Análise da Astana 2015


A Astana vinha de uma temporada em que tinha vencido a Volta à França, por Nibali. Em 2016 centrava as atenções nas grandes voltas, com Fabio Aru e Nibali como líderes da equipa. Lars Boom era a aposta para as clássicas de pavé.
A equipa acabou por realizar uma temporada interessante, venceu a Vuelta por Aru e só não juntou o Giro, porque Contador esteve noutro patamar, no entanto, colocou dois homens no pódio, Aru e Landa.

A primeira vitória do ano, foi conseguido por Taaramae na Vuelta à Múrcia em fevereiro. No mesmo mês Guardini, vencia a 1ª etapa do Tour of Oman.
Em março, o mesmo Andrea Guardini iria dominar por completo no Tour de Langkawi, vencendo 4 etapas, a 1ª, 2ª, 4ª e 8ª.
Em casa, Mikel Landa venceu a 5ª etapa da Vuelta ao País Basco e no Giro del Trentino, Paolo Tiralongo venceu a 4ª etapa.

Maio foi um dos melhores meses da equipa, com a chegada do Giro. No Tour de Picardie, Guardini acrescentava mais uma vitória ao currículo, na 2ª etapa e o mesmo ciclista venceu também a 1ª etapa do World Ports Classic.
No Giro, a equipa venceu 5 etapas, Paolo Tiralongo a 9ª etapa, Mikel Landa as 15ª e 16ª etapas e Fabio as 19ª e 20ª etapas. Na geral a equipa conseguiu colocar dois homens no pódio, Aru no 2º e Landa no 3º lugar. Apenas Contador conseguiu bater a equipa cazaque.
Junho foi um mês onde a equipa arrecadou, a 8ª etapa da Volta à Suiça por Alexey Lutsenko, o mesmo corredor é campeão nacional de contarelógio do Cazaquistão. Luis Léon Sanchez sagra-se campeão europeu de estrada e Vincenzo Nibali revalida o título de campeão italiano na prova de fundo.

No Tour, a equipa não conseguiu levar Nibali a nova vitória na geral, o italiano esteve longe da melhor forma, apenas apresentando-se melhor no final da prova, o que lhe permitiu vencer a 19ª etapa. O italiano acabou na 4ª posição da geral, atrás de Froome, Quintana e Valverde.
Em agosto, na Volta à Dinamarca, Lars Boom venceu a 1ª etapa, Miguel Angel Lopez arrecadou a 4ª etapa e Rein Taaramae a geral da Volta a Burgos. O corredor estoniano, ainda em agosto venceu a Artic Race.

Na Vuelta a equipa apoiou Fabio Aru o que viria a resultar na vitória na geral final do jovem corredor italiano, que se estreou a ganhar uma grande volta. Mikel Landa ganhou a única etapa para a equipa, na 11ª etapa.
Nas clássicas italianas de Outono, Nibali brilhou, ao vencer a Coppa Bernocchi, Tre Valli Varesine e a cereja do topo no bolo, foi a vitória no 5º monumento do ano, o Giro da Lombardia. Nibali também arrecadou o Trittico Lombardo, que é o conjunto de 3 provas (Coppa Bernocchi, Tre Valli Varesine e Coppa Agostoni). Diego Rosa venceu a clássica mais antiga de Itália, a Milano-Torino.

Aru no pódio da Vuelta a receber o prémio
Para finalizar o ano, Alexey Lutsenko ganhou o Tour of Almaty, numa prova dominada pela equipa cazaque. Andrea Guardini venceu a 1ª etapa do Abu Dhabi Tour e Andrey Zeits fechou o ano com a vitória na 8ª etapa do Tour of Hainan.

Curiosidades e dados estatísticos
País: Cazaquistão
Classificação UCI 2015: 5ª
Número de vitórias em 2015: 34 (5ª equipa com mais vitórias em 2015)
Melhor ciclista no ranking UCI 2015: Fabio Aru (5º)
Corredor com mais Kms em 2015: Luis Léon Sanchez (12 933 Kms, 116º entre todos os ciclistas em 2015)
Corredor com mais dias de competição: Luis Léon Sanchez (83 dias, 90º entre todos os ciclistas em 2015)
Corredor com maior número de vitórias: Andrea Guardini (8 vitórias, 14º entre todos os ciclistas em 2015)
Orçamento: 16 milhões de Euros
Fornecedor de bicicletas: Specialized
Outros componentes: Shimano

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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