10 piores momentos da temporada 2015


Em 2015 também houveram momentos menos bons no ciclismo, como em qualquer ano. Aqui ficam aqueles que foram os piores momentos do ano:

10. Corredores recusam-se a correr no Tour of Oman
A 5ª etapa do Tour of Oman, será lembrada para sempre como o dia em que liderados por Fabian Cancellara, os corredores decidiram não correr, devido às elevadas temperaturas.
A etapa já estava em andamento, até que aproveitando uma passagem por debaixo de uma ponte, os ciclistas decidiram parar e em protesto recusaram-se a correr o resto da etapa.
A organização decidiu neutralizar o resto da etapa, num dos momentos mais caricatos e menos bonitos do ano de 2015.

9. A aparatosa queda na 6ª etapa do Giro



A 6ª etapa do Giro, ganha por André Greipel ficou marcada por uma queda aparatosa provocada por um espectador. Daniele Colli durante o sprint encostou-se ao seu lado esquerdo e embateu contra a máquina fotográfica de um espectador, apartir daí foi o caos, com muita gente envolvida na queda, inclusive o maglia rosa, Alberto Contador.
Supostamente o espanhol deslocou o ombro e esta seria uma das principais histórias do Giro deste ano, felizmente Contador no resto da prova nunca mais teve problemas no ombro, permitindo-lhe vencer a prova.
Já Daniele Colli, foi o o mais prejudicado, as imagens do italiano no chão, logo após a queda, são chocantes. Fracturou o braço, entretanto recuperou e já voltou a correr.

8. Os episódios com as motas em San Sebastian e na Vuelta

Greg Van Avermaet no chão depois de ter sido átropelado' na Clásica de San Sebastian (foto: Tim De Waele)
As motas têm um papel importante na prova, no entanto, em 2015, em algumas corridas decidiram fazer parte da corrida.
Para ser claro, não temos nada contra as motas, elas fazem parte da prova, mas não podem fazer parte da corrida e o que aconteceu nomeadamente em San Sebastian e depois na Vuelta por duas vezes, com Peter Sagan e Sérgio Paulinho, não é admissível.
Em San Sebastian, Greg Van Avermaet estava bem lançado para vencer a clássica basca, mas uma mota da imprensa retirou-lhe essa hipótese, na Vuelta, Sagan e Paulinho devido às motas de apoio tiveram de abandonar.
São episódios que não se podem repetir, é lamentável uma corrida ser influenciada directamente por factores externos à mesma.

7. A queda de Domenico Pozzovivo no Giro


Decorria a 3ª etapa do Giro, numa das descidas perigosas, um dos favoritos aparece no chão, inconsciente, era Domenico Pozzovivo.
Alguns dos seus colegas de equipa estavam desesperados, já que o italiano não respondia às tentativas de reanimação. Felizmente, mais tarde no hospital, não foi detectado nada de grave, apenas traumatismos faciais. 
Porém a queda e os momentos que se seguirão de completo desespero, foram dos momentos mais tristes e desesperante de 2015.


6. O 'louco' carro de apoio da Shimano na Volta à Flandres


Ao longo dos tempos, existiram problemas com carros de apoio em diversas provas, mas na Volta à Flandres, o condutor do carro de apoio da Shimano decidiu elevar a fasquia da imbecilidade. 
A primeira vitima foi Jesse Sergent, que foi derrubado pela imprudência do condutor e o resultado foi uma clavícula partida com o consequente abandono da prova.
Não satisfeito por eliminar um ciclista da prova, fez questão de bater num carro de apoio da FDJ.fr e enviar outro corredor ao chão.
A pergunta que se tem de fazer era se o condutor estava a jogar Destruction Derby ou Carmageddon ou se tinha bebido algo.
De realçar que não é a primeira vez que problemas destes acontecem na Volta à Flandres, ver aqui o caso de Jesper Skibby.

5. A violenta queda colectiva na 3ª etapa do Tour


A primeira semana do Tour costuma ter sempre muitas quedas e a edição deste ano não foi excepção, mas na 3ª etapa, a coisa foi demasiado feia. 
Uma boa parte do pelotão foi ao chão, numa queda causada por William Bonnet que numa recta, a alta velocidade, parece ter tocado numa roda, desequilibrando-se e caindo. Com ele, foram dezenas de ciclistas ao chão, num caos completo. Entre eles, Fabian Cancellara (líder da prova), Rui Costa, Simon Gerrans, Michael Matthews entre outros.
Os organizadores tiveram de neutralizar a corrida, porque o número de ambulâncias que ficaram a assistir os corredores na queda, fizeram com que não houvesse apoio médico suficiente no pelotão.
Fabian Cancellara viria a abandonar com uma fractura numa vértebra.
Um momento arrepiante que correu o mundo.

4. Wheelgate no Giro

Simon Clarke a dar a sua roda a Richie Porte
O Giro deste ano foi marcado por muitos episódios, mas há um que se destaca, não só pela história em si, mas porque demonstra que muitos dos ciclistas e responsáveis das equipas, não sabem todas as regras.
Nos últimos quilómetros da 10ª etapa, o azar bate à porta de Richie Porte que fura e no desespero, aceita a roda do seu compatriota, Simon Clarke, corredor da Orica GreenEdge. Já quando os ciclistas estavam no conforto do quarto de hotel, inocentemente é colocada uma foto no Twitter com esta situação. A reacção por parte da grande maioria foi de elogio para com este gesto de companheirismo por parte do corredor da Orica. No entanto, esta situação não é legal, já que Simon Clarke e Richie Porte não são da mesma equipa e o resultado desta 'brincadeira' foi uma penalização para Richie Porte, de 2 minutos, praticamente retirando-o da luta pela vitória.
Nesta história toda, nenhum dos dois fica bem na fotografia, apesar do gesto merecer alguns elogios, convém saber-se as regras do desporto que se pratica, é que eles são profissionais e são pagos. Mas quem também não ficou bem, foi a Sky, Richie Porte não tinha ninguém da equipa para lhe dar uma roda? Se sim, a equipa não sabia da regra? Ok, foi no desespero, mas isso não pode justificar erros destes, tratou-se de amadorismo de todos os envolvidos.

3. Paris-Roubaix e o episódio da passagem de nível

Os ciclistas a passarem a passagem de nível quando as cancelas estavam fechadas
A grande polémica do Paris-Roubaix deste ano, foi sem dúvida nenhuma a 'desobediência' de uma parte do pelotão, que decidiu passar a passagem de nível, quando a cancela estava fechada.
Uma situação lamentável, que não se deseja repetir, até porque o ciclismo já tem os seus problemas e andar a dar maus exemplos destes não é de certeza muito desejável para a modalidade.
Depois deste episódio, ainda surgiram muitas teorias, entre elas a de que Martin Elmiger deveria ser declarado vencedor, no entanto o suiço também passou a passagem de nível com as cancelas fechadas, depois do comboio ter passado. Abordamos essa possibilidade aqui.
Espera-se mais prudência e sobretudo mais consciência dos ciclistas.

2. Luca Paolini acusa positivo
Infelizmente, o doping contínua a ser um problema no ciclismo e todos os anos há sempre alguém apanhado nas malhas do mesmo. Em 2015, o caso mais sonante foi o de Luca Paolini, que acusou positivo a cocaína durante as primeiras etapas do Tour. O veterano italiano de 38 anos, até aí estava a fazer uma temporada de grande nível, venceu a Gent-Wevelgem e tinha estado em destaque na ajuda a Kristoff.
Este poderá ter sido um final de carreira para um ciclista que marcou os últimos 11/12 anos, uma figura carismática e emblemática. Por esse motivo, é um dos piores momentos do ano de 2015.

1. A boleia de Nibali na Vuelta


Existem certos actos no ciclismo que demonstram desrespeito pelos colegas de profissão e sobretudo pelo público que está na estrada e que vê pela televisão. Um desses casos é um ciclista numa corrida qualquer, agarrar-se a um carro e o mesmo rebocá-lo estrada a fora. Uma coisa deste género é trapacear, enganar, falsear (escolham o adjectivo) uma competição de ciclismo.
Foi isso que aconteceu na Vuelta e não foi com um ciclista qualquer. Depois de uma queda a 30 quilómetros da meta, para recuperar terreno em relação ao grupo da frente, Vincenzo Nibali e a Astana decidiram que era adequado utilizarem o carro em vez das pernas do ciclista italiano.
A única palavra que me surge para descrever este momento triste é: vergonha. 
Já depois de ter sido expulso da prova (diga-se de passagem, decisão lógica), o ciclista italiano desculpou-se pelo o sucedido. Convinha também entender que a equipa não pode sair incólume deste episódio lamentável, a Astana esteve muito mal. 
Querer ganhar é legitimo, o que não é legitimo é querer ganhar a todo o custo e para nós, Nibali e a Astana proporcionaram-nos o pior momento de 2015.

Menção honrosa: A fúria do vento na Gent-Wevelgem

E para vocês qual foi o pior momento de ciclismo em 2015?

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

2 comentários:

  1. Desconhecia a situação do Tour do Oman mas é compreensivel...o ciclismo por vezes já é desumano o suficiente. A situação do Vicenzo é sim a mais vergonhosa mas parece-me que foi uma situação propositada pela Astana (que ja andava a fazer bulling ao Vicenzo desde o Tour) e colocar o Aru como chefe de fila.

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