A luta pelo pódio após a primeira semana do Tour


O Tour de France chega hoje ao primeiro dia de descanso com toda a montanha ainda pela frente. 

Um novo Tour começa agora, dizem os amantes da modalidade. Agora é que se vão fazer realmente as diferenças na geral, após uma primeira semana frenética, cheia de vento, quedas, chuva e "muros". Chris Froome e Tejay van Garderen adquiriram tempo muito precioso a seu favor. Por outro lado, Joaquim Rodriguez e especialmente, Thibaut Pinot acumularam uma desvantagem significativa. Alberto Contador e Nairo Quintana também têm tempo para recuperar.

Como foi dito, Froome e Van Garderen começam com vantagem sobre o resto dos favoritos. Doze segundos é o tempo que os separa. A "igualdade", portanto, tem sido alta e os dois têm mostrado estarem "sólidos". Agora a tarefa da equipa da Sky nos Pirenéus deve ser combater os ataques dos seus mais directos rivais.

Contador, por sua vez, vem com uma desvantagem 1:03, após ontem a Tinkoff-Saxo ter ficado atrás BMC, Sky e Movistar no contrarrelógio por equipas. Veremos o que faz ele esta terça-feira em La Pierre Saint Martin, de forma a recuperar tempo.

De Uran quase ninguém fala, mas em silêncio, o colombiano está numa posição privilegiada. Apesar da queda de Tony Martin, a sua equipa lutou de uma forma brilhante ontem. Os seus dois pódios no Giro d'Italia dão garantias, algo que não se pode dizer de Van Garderen ou do próprio Mollema.
A dupla da equipa Movistar, Valverde e Quintana, está com quase dois minutos de atraso para Froome. Uma diferença que o colombiano precisa recuperar agora na alta montanha ao ciclista da equipa britânica. A equipa espanhola é a única a ter duas "cartas" na manga, com Valverde em boa posição para substituir Quintana caso as coisas se compliquem para o colombiano.
Nibali é um dos "menos" da primeira semana. A má sorte na "etapa do vento" e acima de tudo, o que demonstrou no muro da Bretagne, mostrou estar "fraco" quando comparado com Froome. O italiano é capaz de inventar qualquer coisa, atacando de longe, mas se não estiver à altura dos seus rivais nos Pirenéus pode mesmo passar muito mal e dizer adeus ao pódio.
A partir daqui, o resto dos candidatos estão a cerca de três minutos, deixando a ideia que já não devem lutar pelo pódio final.

 

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Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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