Números do World Tour 2018


O Tour of Guangxi fechou a temporada 2018 do World Tour. Como sempre foi uma temporada longa, que começou em janeiro na Austrália e terminou em outubro na China.
Neste artigo vamos analisar alguns números do World Tour, para isso, vamos dividir em três blocos: Provas, Equipas e Ciclistas.

Provas

O World Tour 2018 contou com 37 provas World Tour, divididas por 4 continentes, apenas África não acolheu uma prova da categoria máxima do ciclismo. A Europa é naturalmente o continente com mais provas, 29. Ásia contou com 3, a América com 3 e a Oceania com 2.
Nem todas as provas contaram com todas as equipas World Tour, conforme podemos ver no quadro seguinte:


Das 37 apenas 8 provas tiveram pelo menos uma ausência das equipas WT.
O Abu Dhabi Tour, a Omloop Het Niewsblad e Dwars Door Vlaandaren apenas tiveram a ausência de uma equipa WT. A prova com menos participação WT foi a Volta à Turquia, onde só metade das 18 equipas esteve presente, um sinal que as principais equipas do ciclismo mundial têm pouco interesse em estar presente.
A prova alemã de um dia, a Eschborn-Frankfurt pouco melhor fez, com 8 equipas WT a não marcarem presença. A Cadel Evans Ocean Road Race também não esteve brilhante com a participação de 12 equipas. Das 18 equipas, 13 foram à Volta à Califórnia, não é um número brilhante, mas também não é preocupante. Uma das causas é a prova americana estar colocada no mesmo período do Giro. 
Menos preocupante é a situação da Ride London Classic, apenas 2 equipas falharam a presença na prova britânica.

Das equipas, a que mais falharam provas da categoria máxima, foram a Groupama-FDJ e a Movistar que estiveram em 30 e 31 provas respectivamente. A Astana falhou 3, a Lotto-Soudal, Mitchelton, Bahrain, Lotto-Jumbo e Sky falharam 2 e a Ag2r-La Mondiale, BMC, Dimension-Data e UAE falharam apenas 1.

Equipas

Em termos de desempenho global das equipas, a Quick-Step Floors destaca-se, com uma temporada de sonho, conforme podemos ver pelo gráfico seguinte:
A equipa de Patrick Lefevere esteve num campeonato diferente em 2018, a 2ª equipa (Sky) ficou a mais de 600 pontos.
E razão pode ser encontrada no quadro seguinte:


A Quick-Step obteve em 2018, 72 vitórias, 38 das quais no WT e 150 pódios. A Sky ficou  a 30 vitórias dos belgas e a 53 pódios. No pólo oposto está a Katush-aAlpecin, que conta com um dos maiores orçamentos e foi a equipa que menos venceu em 2018 das equipas do escalão máximos, foram 5 vitórias, apenas 2 em provas do WT. 
Em termos de pódios, apenas duas equipas estiveram pior que a Katusha-Alpecin, mas não por muito, Dimension Data e a EF, 24 e 25 respectivamente.

Ciclistas

Simon Yates acaba a temporada como líder do WT, muito por culpa do desempenho no Giro e Vuelta. Na primeira grande volta do ano, apesar de ter fraquejado acabou por vencer três etapas e na Vuelta a conquista da geral mais uma etapa.
Peter Sagan foi o 2º, a vitória da camisola verde no Tour e a regularidade ao longo do ano valeu-lhe este lugar, este ano não ganhou a camisola ao arco-íris. O campeão do mundo acabou em 3º, Alejandro Valverde, mais uma vez acaba o ano nos primeiros lugares, um ciclistas que consegue render de fevereiro a outubro.


Em relação aos portugueses, o melhor foi Rui Costa apesar de já ter realizado temporadas bem melhores. Rúben Guerreiro foi o 2º melhor e José Gonçalves fecha o pódio dos lusitanos.
Na globalidade não foi uma temporada muito positiva para os portugueses. Os resultados de maior destaque até foram no mundial, com o 5º lugar de Nélson Oliveira no contrarrelógio e o 10º lugar na prova de estrada.

Elia Viviani foi o ciclista mais vitorioso de 2018, com 18 triunfos, 10 dos quais no WT. Alejandro Valverde e Dylan Groenewegen seguem-se com 14 vitórias, o espanhol venceu 8 no WT, o mesmo número de Simon Yates, que curiosamente não venceu nada além da categoria máxima, todas as suas vitórias em 2018 foram no WT.


Em relação a pódios, Elia Viviani obteve 27, seguido de Peter Sagan com 26 e Alejandro Valverde com 24.

Este foi um breve resumo, há dados que podiam ser analisados mais detalhadamente. Mas a intenção deste artigo era apenas dar uma visão global daquilo que foi o World Tour em 2018.


Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Enviar um comentário