Guia Vuelta 2018 - Percurso


A maior e mais prestigiante prova de ciclismo e um dos maiores eventos desportivos começa no próximo dia 25 de agosto, sábado. A partida será dada em Málaga, bem no sul do país vizinho e a 16 de setembro chega a Madrid.
No total os corredores farão 3254,7 quilómetros, divididos por 21 etapas em que percorrerão diversas províncias espanholas. Aqui ficam os pontos mais importantes da edição deste ano:
  • Disputa-se de 25 de agosto a 16 de setembro. 
  • 3254,7 Km ao longo de 21 etapas. 
  • 155 Km é a média de cada etapa e 169,2 Km sem contrarrelógios. 
  • 2 contrarrelógios individuais, 5 etapas completamente planas, 6 etapas de média montanha ou transição, 8 etapas de alta montanha, todas com final em alto.
1-9
10-15
16-21
  • No total contará com um total de 40 Km de contrarrelógio.
  • 2 dias de descanso (3 e 10 de setembro).

 O percurso


Etapa 1, sábado, 25 de agosto: Málaga – Málaga (CRI), 8 Km
Etapa 2, domingo 26 de agosto: Marbella – Caminito del Rey, 163,9 Km
Etapa 3, segunda-feira 27 de agosto: Mijas – Alhaurin de la Torre, 182,5 Km
Etapa 4, terça-feira, 28 de agosto: Vélez-Málaga – Alfacar, 162 Km
Etapa 5, quarta-feira 29 de agosto: Granada – Roquetas del Mar, 188 Km
Etapa 6, quinta-feira, 30 de agosto: Huercal-Overa – Saint Javier, 153 Km
Etapa 7, sexta-feira 31 de agosto: Puerto Lumbreras – Pozo Alcon, 182Km
Etapa 8, sábado, 1º de setembro: Linares – Almaden, 195.5 Km
Etapa 9, domingo 2 de setembro: Talavera de la Reina – Covatilla, 195 Km

Dia de descanso, segunda-feira, 3 de setembro

Etapa 10, terça-feira, 4 de setembro: Salamanca – Fermoselle, 172,5 Km
Etapa 11, quarta-feira, 5 de setembro: Monbuey – Luintra, 208,8 Km
Etapa 12, quinta-feira 6 de setembro: Mondoñedo – Estaca de Bares, 177.5Km
Etapa 13, sexta-feira 7 de setembro: Candas – La Camperona, 175.5Km
Etapa 14, sábado, 8 de setembro: Cistierna – Les Praeres, 167 Km
Etapa 15, Domingo 09 de setembro: Ribera de Arriba – Lagos de Covadonga, 185.5Km

Dia de descanso, segunda-feira, 10 de setembro

Etapa 16, terça-feira, 11 de setembro: Santillana del Mar – Torrelavega (CRI), 32 Km
Etapa 17, quarta-feira, 12 de setembro: Getxo – Monte Oiz / Balcon de Bizkaia, 166,4 Km
Etapa 18, quinta-feira 13 de setembro: Ejea de los Caballeros – Lleida, 180.5Km
Etapa 19, sexta-feira 14 de setembro: Lleida – Naturlandia (Andorra), 157Km
Etapa 20, sábado 15 de setembro: Escaldes-Engordany – Coll de la Gallina (Andorra), 97,3 Km
Etapa 21, domingo 16 de setembro: Alcorcón – Madrid, 112.3 Km


A edição deste ano começa no sul de Espanha, mais concretamente em Málaga e até à 8ª etapa, a prova irá percorrer a parte mais meridional da península Ibérica. 
A primeira etapa é contrarrelógio curto, que irá definir o primeiro líder da prova, as diferenças não serão grandes entre os favoritos. Logo ao segundo dia há um final complicado, ideal para os puncheurs, no Caminito del Rey. As primeiras quatro etapas estão longe de serem planas, o destaque vai para a 4ª etapa, com final em Alfacar, que vai fazer a primeira seleção.
Até ao dia de descanso, as etapas estão longe de serem planas, com a 5ª etapa a ser a mais adequada para os velocistas. Já um pouco mais a norte, a 9ª etapa é brutal com um final muito duro em La Covatilla, as diferenças serão muito significativas neste dia.
Depois do dia de descanso a prova continua a subir para norte, com três etapas mais "fáceis", com duas delas na Galiza. No entanto, as três seguintes (13ª, 14ª e 15ª) são das mais importantes da provas, com a visita do pelotão aos Picos da Europa, que inclui três chegadas em alto. A 13ª tem o final em La Camperona, a seguinte em Les Praeres e a 15ª nos míticos Lagos de Covadonga.
Depois do segundo dia de descanso, aparece o contrarrelógio individual plano de 32 quilómetros, ideal para os especialistas. A Vuelta no dia a seguir visita o País Basco e a etapa é dura com um final na parede que é o Balcón de Bizkaia. A 18ª etapa é uma das poucas ideais ara os velocistas, dá um pouco de descanso aos homens da geral, que têm a última oportunidade nos dois dias seguintes.
A 19ª etapa é Unipuerto, ou seja, tem apenas uma subida (de 1ª categoria) e encontra-se no final. Mas e no dia seguinte que está a etapa rainha.
São menos de 100 quilómetros, mas no menu estão seis contagens de montanha. A subida final, o Coll de la Gallina é de categoria especial, são 7,6 quilómetros a 8,2%. São mais de 4000 metros de subida acumulada.
A última etapa em Madrid, é de consagração.

Subidas categorizadas

51 subidas categorizadas
↳ 3 de Categoria especial;
16 de 1ª categoria;
7 de 2ª categoria;
25 de 3ª categoria.

Perfis

Etapa 1, sábado, 25 de agosto: Málaga – Málaga (CRI), 8 Km

Etapa 2, domingo 26 de agosto: Marbella – Caminito del Rey, 163,9 Km


Etapa 3, segunda-feira 27 de agosto: Mijas – Alhaurin de la Torre, 182,5 Km


Etapa 4, terça-feira, 28 de agosto: Vélez-Málaga – Alfacar, 162 Km


Etapa 5, quarta-feira 29 de agosto: Granada – Roquetas del Mar, 188 Km


Etapa 6, quinta-feira, 30 de agosto: Huercal-Overa – Saint Javier, 153 Km


Etapa 7, sexta-feira 31 de agosto: Puerto Lumbreras – Pozo Alcon, 182Km


Etapa 8, sábado, 1º de setembro: Linares – Almaden, 195.5 Km


Etapa 9, domingo 2 de setembro: Talavera de la Reina – Covatilla, 195 Km


Dia de descanso, segunda-feira, 3 de setembro


Etapa 10, terça-feira, 4 de setembro: Salamanca – Fermoselle, 172,5 Km


Etapa 11, quarta-feira, 5 de setembro: Monbuey – Luintra, 208,8 Km


Etapa 12, quinta-feira 6 de setembro: Mondoñedo – Estaca de Bares, 177.5Km


Etapa 13, sexta-feira 7 de setembro: Candas – La Camperona, 175.5Km


Etapa 14, sábado, 8 de setembro: Cistierna – Les Praeres, 167 Km


Etapa 15, Domingo 09 de setembro: Ribera de Arriba – Lagos de Covadonga, 185.5Km


Dia de descanso, segunda-feira, 10 de setembro


Etapa 16, terça-feira, 11 de setembro: Santillana del Mar – Torrelavega (CRI), 32,7 Km


Etapa 17, quarta-feira, 12 de setembro: Getxo – Monte Oiz / Balcon de Bizkaia, 166,4 Km


Etapa 18, quinta-feira 13 de setembro: Ejea de los Caballeros – Lleida, 180.5Km


Etapa 19, sexta-feira 14 de setembro: Lleida – Naturlandia (Andorra), 157Km


Etapa 20, sábado 15 de setembro: Escaldes-Engordany – Coll de la Gallina (Andorra), 105,8 Km


Etapa 21, domingo 16 de setembro: Alcorcón – Madri, 112.3 Km

Quais são as etapas-chave?

  • Etapa 4: A segunda etapa é uma chegada explosiva que pode fazer pequenas diferenças, mas dois dias depois a etapa promete diferenças maiores e uma seleção restrita. Será o primeiro teste a sério e já se poderá ver quem está na Vuelta para a ganhar. No menu do dia estão duas contagens de 1ª categoria, com a última a coincidir com a meta.
  • Etapa 9: Chegada numa categoria especial. Ao longo do dia há mais três contagens de montanha, mas ainda longe da meta, o que fará a diferença é a chegada em La Covatilla. Subida muito dura, com 10 quilómetros a 8%.
  • Etapa 15: Esta etapa culmina três dias muito duros nos Picos da Europa. A 13ª termina em La Camperona, a seguinte em Les Praeres e esta nos míticos Lagos de Covadonga. Etapa com quatro contagens de montanha, duas de 1ª e a final de categoria especial.
  • Etapa 16: Depois do dia de descanso, o pelotão enfrenta um contrarrelógio individual praticamente plano, ideal para os roladores. Os trepadores mais levezinhos tentarão limitar as perdas.
  • Etapa 20: São apenas 97,3 quilómetros, mas com seis contagens de montanha. Três de 1ª categoria, uma de 2ª e outra de 3ª. A subida final, o Coll de la Gallina é de categoria especial, são 7,6 quilómetros a 8,2%.
Menção honrosa: 
  • Etapa 17: Etapa no coração do País Basco, que não sendo de alta-montanha tem um final explosivo e duro. O terreno típico da região, que vai moendo as pernas dos ciclistas, até à subida final, o Balcón de Bizkaia, que é um autêntico muro, com rampas a rondar os 23%.

O que falta?

  • Etapas de montanha com finais mais diversos, 9 chegadas em alto é um número muito elevado.

Conclusões

  • Percurso muito duro.
  • O balanço entre a montanha e os quilómetros de contrarrelógio é francamente favorável para os homens da montanha.
  • A etapa rainha (20ª) segue a tendência de etapas curtas mas muito duras em grandes voltas.

NOTA: Todas etapas terão uma antevisão e rescaldo da anterior.



Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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