Relatório 2017 - UAE Team Emirates


País - Emirados Árabes Unidos
UCI WT  Ranking -12º

Herdou a licença e grande parte dos ciclistas da Lampre-Merida. A equipa italiana tinha sido adquirida pelos chineses da TJ Sports que desistiram da ideia, deixando em risco a continuidade da equipa nas estradas. Apareceu então responsáveis dos Emirados Árabes Unidos, que salvaram a equipa e depois a companhia aérea, já com a temporada a decorrer, decidiu também apoiar o projeto.
Em relação a 2016, houve uma pequena melhoria de resultados em termos gerais.

Principal Figura - Diego Ulissi

Ulissi é um ciclista que sabe das suas limitações, mas também sabe onde é muito forte e isso permitiu-lhe perceber que tipo de provas lhe assentam melhor.
Mais uma excelente temporada, com quatro vitórias, o GP Costa degli Etruschi, GP Montréal, a 4ª etapa e geral da Volta à Turquia. Subiu dois lugares no ranking World Tour, de 18º para 16º lugar, não foi um salto grande, mas confirma a boa temporada que o italiano realizou.
Este ano não venceu qualquer etapa numa grande volta, o melhor resultado foi um 2º lugar na 15ª etapa do Tour. Não esteve presente no Giro.

Desilusão - Darwin Atapuma

Chegou da BMC com resultados interessantes em 2016 na bagagem, o principal foi o 9º lugar na geral individual da Vuelta. 
Mas o ano de 2017 na sua nova foi tudo menos positiva. O melhor resultado foi o 2º lugar na 18ª etapa do Tour, com final no Izoard. Foi uma temporada muito apagada para o colombiano.

Principais conquistas - Abu Dhabi Tour, 4ª etapa do Giro e 7ª da Vuelta

A vitória de Rui Costa no Abu Dhabi Tour tem um significado muito importante para a equipa. Uma vitória em casa, ainda por cima, na primeira temporada como equipa representante dos Emirados Árabes Unidos, foi muito especial.
Os eslovenos, Jan Polanc e Matej Mohoric ganharam uma etapa cada um, no Giro e Vuelta respectivamente.

Outros resultados relevantes - GP Montréal e Volta à Turquia

Diego Ulissi acabou o ano em grande, com duas vitórias no World Tour. Nas provas canadianas, venceu o GP Montréal ao seu estilo, batendo ao sprint os adversários num grupo muito restrito, que tinha Herrada, Slagter e Bakelants.
Na Turquia, o italiano fez uma prova de grande nível, com uma vitória de etapa que lhe permitiu vencer a prova.

Melhor momento - Vitória de Rui Costa no Abu Dhabi

Esta vitória foi muito importante, não pela grandeza da prova, mas sim pelo significado que tem para a equipa. Vencer em casa, foi um momento inesquecível e histórico para os árabes.

Pior momento - TJ Sports

Não houve nenhum momento particularmente mau para a equipa dos Emirados. Escolhemos a rábula que foi a manutenção da equipa.
Os chineses da TJ Sports adquiriram a equipa, mas acabaram por abandonar o projeto. Durantes algumas semanas a equipa teve em sérios riscos de desaparecer, até que responsáveis dos Emirados Árabes Unidos pegaram no projeto e o salvou da extinção.

Revelação - Jan Polanc

A fantástica vitória do esloveno na etapa do Etna no Giro, mostrou que é um ciclista que pode dar muito nos próximos anos.
Fez um ano bastante superior aos anteriores, finalmente mostrou ser um valor interessante. Além da vitória no Giro, sagrou-se campeão esloveno de contrarrelógio e subiu 30 lugares no ranking World Tour.

Avaliação

Positivo
  • Vitória importante em casa, no Abu Dhabi Tour;
  • Final de temporada muito bom;
  • Boas contratações para 2018.
Negativo
  • Passaram ao lado das clássicas da primavera;
  • Louis Meintjes apesar de mais um top-10 no Tour, confirmou ser o ciclista mais 'chato' de todo o pelotão. Só segue rodas e limita-se a fazer o seu lugar na geral;
  • As contratações pouco acrescentaram.
Veredicto
Os números são parecidos relativamente ao ano passado. Foram 19 vitórias, o mesmo número de 2016, variando as vitórias no World Tour (mais 3) e nas gerais individual das provas por etapas (menos 8).

 

Em relação aos pódios, os números também são parecidos com menos 3 do que em relação a 2017. Em relação a este dado, os 69 pódios deste ano é o pior desde 2012, onde apenas conseguiram 41.


A subida de 3 lugares no ranking World Tour tem sobretudo a ver com as 3 vitórias a mais que conquistaram em 2016 e também pelas temporadas mais fracas de 3 equipas: Astana, LottoNL-Jumbo e FDJ.

Futuro

Foi a equipa mais ativa no mercado este ano. Com entradas de peso, com destaque para três dos melhores ciclistas da actualidade: Alexander Kristoff, Daniel Martin e Fabio Aru.
Alexandr Riabushenko é um jovem com grande futuro e Sven Bystrom e Rory Sutherland são ciclistas de trabalho.
Nas saídas, Louis Meintjes, que liderou a equipa nos últimos dois anos nas grandes voltas é a grande perda, regressando para a Dimension-Data. Matej Mohoric e Andrea Guardini também são ciclistas de valor, mas que não atingiram o nível que se esperava deles.
Outra saída emblemática, é a de Przemyslaw Niemiec, um ciclista histórico na estrutura, que deixa a equipa depois de 7 anos com ela.


Entradas: 
Alexander Kristoff (Katusha-Alpecin)
Dan Martin (Quick-Step Floors)
Rory Sutherland (Movistar)
Sven Erik Bystrøm (Katusha-Alpecin)
Alexandr Riabushenko (Neo-Pro)
Fabio Aru (Astana Pro Team)

Saídas: 
Matej Mohorič (Bahrain-Merida)
Louis Meintjes (Dimension Data)
Andrea Guardini (Bardiani CSF)
Marko Kump (CCC Sprandi Polkowice)
Federico Zurlo
Przemyslaw Niemiec


Extensões: Matteo Bono, Kristijan Durasek, Roberto Ferrari, Simone Petilli, Simone Consonni, Valerio Conti, Marco Marcato




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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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