Relatório 2017: Os piores momentos


Infelizmente como em qualquer ano, nem tudo foi positivo no ciclismo. Aqui ficam aqueles que para nós foram os piores momentos do ano.

O falecimento de Michele Scarponi

Michele Scarponi faleceu na manhã do dia 22 de abril, enquanto treinava foi atropelado por uma carrinha. Tinha chegado a casa do Tour of the Alps e preparava-se para liderar a Astana no Giro, quando a infelicidade aconteceu.
O ciclista italiano era um dos mais corredores queridos no pelotão e também tinha uma companheira de treino muito peculiar, Frankje, um papagaio fêmea.

As rodas da Sky no Tirreno-Adrático 

Decorria o o contrarrelógio coletivo da equipa Sky, que abria o Tirreno-Adriático, quando Gianni Moscon cai repentinamente e de forma inexplicável.
Uma das rodas tinha cedido e fez com que o italiano fosse ao chão, o problema afetou mais dois ciclistas da equipa britânico. O ciclismo já é um desporto perigoso, mas quando o material colocou em causa a integridade física dos ciclistas.


A queda na 9ª etapa do Giro

Foi um momento importante no desfecho da corrida. A queda envolveu: Thomas, Landa, Yates e Kelderman, entre outros, no inicio da subida do Blockhaus, quando uma mota da policia parou na beira da estrada, alguns ciclistas não repararam e não se desviaram. Eliminou alguns dos candidatos à vitória.

A expulsão de Peter Sagan no Tour

Esta foi uma das situações mais polémicas do ano. No sprint da 4ª etapa, numa altura em que Sagan estava em perda, Cavendish ao tentar passar o eslovaco junto às barreiras, sofre uma queda violenta, com fratura da clavícula.
O colégio de comissários atribuiu total responsabilidade a Peter Sagan e decidiu expulsá-lo da prova.

Richie Porte abandona o Tour 

Ao 9º dia de prova, aparecia o primeiro teste a sério para os favoritos. Depois da ascensão ao Mont du Chat, Richie Porte estava bem colocado no grupo da frente, na descida uma distração do australiano atirou um dos favoritos para fora de prova.
Este era um dos grandes objetivos do ano para a BMC e num ápice esvaneceu-se.

Thomas de Gendt mais uma vez 'roubado' no Tour

Nos últimos anos a história do prémio da combatividade tem sido sempre a mesma. Há um ciclista que por mais quilómetros que esteja em fuga, não adianta porque não leva o prémio para casa, esse ciclista é: Thomas de Gendt.
Este ano, o belga decidiu ir ainda mais longe e andou 1280 quilómetros em fuga, uma monstruosidade. Mas de Gendt deve ter feito alguma coisa de mal ao 'grupo fechado' que decide o prémio, para que mais uma vez não ter recebido a distinção.

Gianni Moscon

Gianni Moscon tem apenas 23 anos e já mostrou que pode marcar uma era. Porém a qualidade parece proporcional à quantidade de polémicas que já esteve envolvido, desde acusações de racismo (foi suspenso pela equipa), passando por ter sido desclassificado no mundial por se agarrar ao carro, até ser acusado de atirar Sebastien Reichenbach ao chão, este último processo está a decorrer na justiça desportiva e civil.

Positivo de Chris Froome

Foi o grande tema de debate no mundo de ciclismo das últimas semanas. O quatro vezes vencedor do Tour e da uma vez da Vuelta, que fez a dobradinha em 2017, foi apanhado nas malhas do doping.
Não surpreende, porque infelizmente, casos destes no nossa modalidade é o que há mais, ninguém está a salvo. 
Chris Froome e a sua equipa estão a preparar a defesa. No entanto, olhando para o histórico de casos parecidos, é bem possível que seja suspenso e também que perca a Vuelta e a medalha de bronze dos mundiais, no contrarrelógio individual.

O caso de André Cardoso

Este é um caso muito peculiar. Ao contrário do que é norma, a UCi ao fim de 6 meses depois de ter sido anunciado que o ciclista português tinha acusado positivo a EPO na amostra A, não há uma um comunicado sobre a amostra B, que o ciclista pediu.
Para melhor perceber este caso, aqui fica a cronologia do caso (também está análise à temporada da Trek-Segafredo)

Dia 18 de junho:
André Cardoso foi alvo de uma recolha fora de competição, numa altura que se estava a preparar para o Tour;

Dia 27 de junho:
A UCI anuncia que a amostra A recolhida no dia 18, tinha dado positivo, supostamente continha EPO;
A Trek-Segafredo, em comunicado, suspende o ciclista, um procedimento normal. Significava que ficava de fora do Tour, sendo substituído por Haimar Zubeldia;
André Cardoso, numa publicação no seu facebook, afirma estar inocente;

Dia 27 de agosto:
Surgem rumores que a amostra B tinha dado negativo;

Dia 25 de dezembro:
André Cardoso na sua conta de Instagram publica uma foto com uma legenda enigmática.


Ficamos a aguardar por novidades, esperemos que ainda em 2018!

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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