Relatório 2017 - Astana


País - Cazaquistão
UCI WT  Ranking -15º

A Astana iniciava a temporada com expectativas menos elevadas do que nos anos anteriores. A perda de Nibali e a fraca temporada de 2016 de Fabio Aru, fazia adivinhar um ano de 2017 complicado e foi isso que aconteceu. Infelizmente o ano também ficou marcado negativamente pela tragédia.

Principal Figura - Miguel Ángel Lopez

Das 18 vitórias da equipa, quatro pertencem a Superman Lopez, que faz dele o mais vitorioso da Astana em 2017. Duas delas foram na Vuelta, onde o jovem colombiano se exibiu a grande nível, dando indicações que num futuro próximo é um ciclista a ter conta para as grandes voltas.

Desilusão - Moreno Moser

Foi contratado para dar à equipa alguns resultados nas provas de um dia, mas tudo o que ofereceu à Astana foram abandonos e classificações irrelevantes.
Os melhores resultados foram o 18º lugar no contrarrelógio da Volta ao Algarve e o 25º na  posto na 2ª etapa da mesma prova, depois é um deserto completo de resultados. Em 15 provas que entrou em 2017, apenas terminou 5 delas.

Principais conquistas - Critérium du Dauphiné, 5ª etapa do Tour, 11ª e 15ª etapas da Vuelta

A vitória do Critérium Dauphiné por Jakob Fuglsang foi um momento importante para a equipa, principalmente pela forma como foi conquistada. A Astana esteve tacticamente perfeita derrotar e foi bem preciso para bater um super Richie Porte.
As vitórias de etapas nas grandes Voltas são sempre momentos muito importantes para qualquer equipa, principalmente para aquelas que têm dificuldades em obter vitórias durante o ano. A equipa cazaque perdeu Nibali, isto quer dizer que perdeu um dos melhores voltistas da atualidade. Fabio Aru liderou a equipa no Tour, começou a prova muito forte, voou na 5ª etapa e chegou a vestir de amarelo. Infelizmente Aru acabaria por fraquejar na última semana.
Com Aru desgastado do Tour, coube a Miguel Angel Lopez salvar a face da equipa cazaque e conseguiu-o com duas vitórias de etapa, com duas exibições impressionantes.

Outros resultados relevantes - Campeonato nacional italiano

Fabio Aru não pôde estar no Giro, que era o plano da equipa e dele, devido a uma lesão.  Com a mudança da preparação, apareceu nos campeonatos italianos em grande forma e confirmou-o, com um domínio absoluto.

Melhor momento - Critérium du Dauphiné

Depois de uma primavera muito complicada, com o desaparecimento de Michele Scarponi a deixar a equipa de luto. A vitória de Jakob Fuglsang no Critérium du Dauphiné foi especial para a equipa cazaque e a forma como foi obtida, com um trabalho táctico extraordinário, ainda tornou este triunfo mais saboroso.

Pior momento - Falecimento de Michele Scarponi

Este é um dos momentos mais tristes de toda a temporada de ciclismo. Michele Scarponi depois de ter disputado o Tour of Alps, onde venceu uma etapa, foi a casa passar uns dias antes de ir liderar a equipa no Giro. Na manhã de sábado de 22 de abril enquanto treinava, foi atropelado por uma carrinha, falecendo de imediato.
O ciclismo acordou nessa manhã em choque e de luto, sem uma das suas figuras mais queridas e amada.

Frankje, a papagaia que acompanhava Scarponi em muitos dos seus treinos, no local onde ocorreu a tragédia

Revelação - Ninguém

Não houve ninguém que particularmente se revelou na equipa cazaque.

Avaliação

Positivo
  • A vitória de Jakob Fuglsang no Critérium du Dauphiné;
  • A Vuelta de Miguel Ángel Lopez.
Negativo
  • Falecimento de Scarponi;
  • Fraca temporada de clássicas da primavera;
  • As contratações acrescentaram pouco.
Veredicto
A equipa cazaque desceu cinco lugares, do 10º em 2016 para o 15º lugar em 2017 no World Tour. O número de vitórias no World Tour foi o mesmo, com 7. Porém em 2016 Nibali venceu o Giro e este ano, a equipa cazaque não conseguiu sequer um pódio numa grande volta.
O número de vitórias no total do ano foi bastante inferior, com menos 16 do que em 2016.



Um dos grandes resultados deste ano, que lhes deu alguns pontos, foi a vitória na geral de Fuglsang no Critérium du Dauphiné. Fabio Aru acabou por fazer uma temporada melhor do que no ano passado, porém, não foi suficiente para evitar a queda no ranking da equipa.
Outra variável que mostra a fraca temporada da Astana são os pódios ao longo do ano. 


Foram 18 pódios a menos em relação a 2016, com a queda maior a ser no lugar mais alto do pódio. Em 2016, a Astana conseguiu no total, 30 (16+14) segundos e terceiros lugares e este ano foram 28 (13+15), ou seja, a diferença não é significativa.

Futuro

A equipa depois de ter perdido Vincenzo Nibali no ano passado, este ano perde Fabio Aru. Em principio a Astana apostará em Miguel Ángel Lopez e Jakob Fuglsang para as provas por etapas, inclusive grandes voltas. Para os ajudar, Jan Hirt é um recruta importante, que também pode ter alguma liberdade nalguns momentos.
Davide Villela é também um reforço muito interessante, para provas de um dia e também na ajuda nas provas por etapas. Para o sprint, Magnus Cort Nielsen é uma aquisição importante.
Além de Aru, das saídas destaque para o final de carreira de Paolo Tiralongo.

Entradas: 
Omar Fraile (Dimension Data)
Magnus Cort Nielsen (Orica-Scott)
Davide Villella (Cannondale-Drapac)
Jan Hirt (CCC Sprandi Polkowice)
Hugo Houle (AG2R La Mondiale)
Yevgeniy Gidich (Vino-Astana Motors)

Saídas: 
Paolo Tiralongo (Retirou-se)
Michele Scarponi
Matti Breschel (Cannondale-Drapac)
Fabio Aru (UAE Team Emirates)

Extensões: Jakob Fuglsang, Dario Cataldo, Luis Leon Sanchez, Bakhtiyar Kozhatayev, Dmitriy Gruzdev, Ruslan Tleubayev, Pello Bilbao, Daniil Fominykh


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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