Tom Dumoulin: "Os meus adversários terão de atacar nas montanhas, e eles sabem disso"

Tom Dumoulin no pódio do Giro d'Itália 2017 (Foto: Tim de Waele/TDWSport.com)
A etapa de ontem do Giro d'Itália (um contra-relógio individual com quase 40 quilómetros) proporcionou algumas alterações na classificação geral, incluindo a mudança de líder.
Tom Dumoulin venceu a etapa e arrecadou a maglia rosa, tendo agora uma vantagem de 2:23 sobre o segundo classificado, Nairo Quintana.

Quando no final da etapa, um jornalista perguntou a Dumoulin se estava surpreendido por estar a liderar o Giro com esta vantagem, este respondeu:
"Não. É muito tempo, mais do que eu esperava, mas é menos surpreendente do que o meu desempenho no Blockhaus."
"No ano passado perdi a camisola de líder na 9ª etapa, agora eu a tenho a meio do Giro o que já é uma melhoria. Talvez no ano passado, quando venci o CRI na Holanda, senti que foi mais especial. Mas este ano estou na liderança mais tarde e com um grande intervalo de tempo. O meu plano é fazer uma boa classificação geral, vamos manter-nos concentrados nisso."

Dumoulin afirmou que os seus principais adversários continuam os mesmo que antes do Blockhaus: Quintana, Nibali e Pinot.
Em relação a Thomas, Dumoulin disse que não seria surpreendente se este atacasse numa etapa de montanha e recuperasse os 5 minutos de desvantagem. Dumoulin lembrou o que aconteceu com Kruijswijk na edição do ano passado e afirmou: "No Giro d'Itália tudo é possível."
"A última semana será muito difícil e 2:30 não é nada. O Blockhaus foi apenas uma subida. Basta um dia mau e podemos perder minutos. Por isso eu tenho algum receio do que ainda pode acontecer."

Apesar de ter perdido algum peso, para desta forma melhorar nas montanhas, Dumoulin manteve a capacidade para o contra-relógio. No final, até o próprio se mostra surpreso com as diferenças que conseguiu fazer.
"Fiquei bastante surpreso quando vi que as diferenças eram tão grandes pois eu não tive as melhores sensações durante o CRI. Também não me estava a sentir mal, é certo. Lutei até ao fim e fiz um bom CRI."

A última etapa do Giro d'Itália será novamente um contra-relógio individual, desta feita com 29,3 quilómetros, pelos subúrbios de Milão.
"Vai ser um contra-relógio mais curto e muito mais rápido, onde não espero ganhar tanto tempo como hoje", disse Dumoulin. "Mas, os meus adversários terão de atacar nas montanhas, e eles sabem disso."
Fonte: http://www.cyclingnews.com


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Lola Cycling Team

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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