Dwars door Vlaanderen (1.WT) - Antevisão


Oficialmente já estamos na primavera e as clássicas flamengas entram no seu período mais intenso e importante do ano. Depois do primeiro monumento da temporada, as atenções viram-se para a Bélgica, com a Dwars door Vlaanderen (Através da Flandres), a ser a primeira de uma série de clássicas de pavé, com destaque para os dois monumentos do empedrado, a Volta à Flandres e o Paris-Roubaix.
Esta prova contará com alguns dos melhores especialistas neste terreno, como habitualmente a luta será entre eles, com passagem em alguns dos pontos emblemáticos do ciclismo belga.
Será a 72ª edição com os homens da casa a dominarem a lista de vencedores, com 52 triunfos, a Holanda surge como a segunda nação, com 12 vitórias.

História
últimos 10 vencedores
2007 Tom Boonen (BEL) Quick-Step–Innergetic
2008 Sylvain Chavanel (FRA) Cofidis
2009 Kevin Van Impe (BEL) Quick-Step
2010 Matti Breschel (DEN) Team Saxo Bank
2011 Nick Nuyens (BEL) Saxo Bank–SunGard
2012 Niki Terpstra (NED) Omega Pharma–Quick-Step
2013 Oscar Gatto (ITA) Vini Fantini–Selle Italia
2014 Niki Terpstra (NED) Omega Pharma–Quick-Step
2015 Jelle Wallays (BEL) Topsport Vlaanderen–Baloise
2016 Jens Debusschere (Bel) Lotto Soudal

Edição 2016 (Top-10)
1 Jens Debusschere (Bel) Lotto Soudal 4:48:27   
2 Bryan Coquard (Fra) Direct Energie        
3 Edward Theuns (Bel) Trek-Segafredo        
4 Filippo Pozzato (Ita) Southeast - Venezuela        
5 Jens Keukeleire (Bel) Orica-GreenEdge        
6 Giacomo Nizzolo (Ita) Trek-Segafredo        
7 Oscar Gatto (Ita) Tinkoff Team        
8 Scott Thwaites (GBr) Bora-Argon 18        
9 Mike Teunissen (Ned) Team LottoNl-Jumbo        
10 Fernando Gaviria (Col) Etixx - Quick-Step

Percurso
Roeselare › Waregem (203,4 kms)

O percurso é praticamente o mesmo da edição anterior, com 12 'muros' ou Hellingen's:
1. Nieuwe Kwaremont (2000m, 4.2%, max. 8%), 
2. Kattenberg (740m, 5.9%, max. 8.2%), 
3. Leberg (700m, 6.1%, max. 14%),
4. Berendries (900m, 7.2%, max. 14%), 
5. Valkenberg (540m, 8.1%, max. 12.8%), 
6. Eikenberg (1250m, 5.8%, max. 10%), 
7. Taaienberg (530m, 6.6%, max. 15.8%), 
8. Oude Kwaremont (1500m, 4%, max 11.6%), 
9. Paterberg (365m, 12.9%, max. 20.3%), 
10. Vossenhol (1400m, 6.5%, max. 9%), 
11. Holstraat (1000m, 5.2%, max. 12%), 
12. Nokereberg (500m, 5.7%, max. 6.7%). 

Como é tradição a primeira parte é completamente plana até que por volta dos 88 quilómetros de prova, começam as dificuldades com o aparecimento dos 'muros' e as secções de pavé, que serão dez, algumas delas estão nas subidas, mais conhecidas por Hellingen's, tão características das provas na Flandres..



Startlist
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Condições meteorológicas

Como sempre, a meteorologia é um fator essencial nas clássicas belgas. Se a chuva e o vento marcar presença, a probabilidade da corrida ser anárquica é enorme. Se estiver bom tempo, as probabilidades da corrida ser controlado e acabar num sprint em massa, aumentam.
As previsões são de tempo instável. No inicio da prova, espera-se que o céu esteja limpo, mas para o final, a chuva pode marcar presença. 
A temperatura rondará os 13ºC durante o dia. O vento soprará de Sul a 20 Kms/h. 

Favoritos

Tudo dependerá como será decidida a corrida, se será feita uma selecção através de vários ataques ou se será controlada pelas equipas dos sprints de forma a que se decida numa chegada em pelotão ou se.
Tendo em conta isso, de entre os sprinters, existem dois nomes que saltam à vista, não só porque parecem em grande forma, mas também porque são homens capazes de atacar a corrida ou responder a ataques. Falamos de Arnaud Démare e Fernando Gavíria
A equipa mais forte no papel é a Quick-Step Floors, além de Gavíria, têm: Niki Terpstra vencedor de duas edições, mas que este ano ainda pouco se mostrou; Zdenek Stybar, um dos melhores no pavé, esteve relativamente bem na Strade Bianche, mas aí costuma estar sempre bem; e Philippe Gilbert, que começou a temporada visivelmente animado, sempre muito ativo, mas ainda não conseguiu nenhum grande resultado.
A Lotto-Soudal apresenta o vencedor da edição do ano passado, Jens Debusschere, um ciclista versátil que tem uma boa ponta final e pode incomodar os sprinters, mas também gosta de atacar de longe. No entanto, pensamos que a aposta da equipa belga deverá ser em Tiesj Benoot, que este ano já mostrou estar em boa forma e com a chegada do 'seu' terreno, Benoot deverá querer estar na disputa das vitórias.
Sep Vanmarcke vem de uma lesão contraída na Strade Bianche, mas em declarações ao canal de televisão Sporza, afirmou estar recuperado. É um dos ciclistas mais fiáveis neste terreno, mesmo praticamente não tendo vitórias, é sempre um dos favorito no pavé.
A Trek-Segafredo apresenta como líder da equipa, Edward Theuns, que é um ciclista com um bom sprint, que tal e qual como Debusschere, pode incomodar os sprinters. Mas também é capaz de atacar e estar nos movimentos decisivos da corrida, até porque conhece a região de cor e salteado. O plano B da equipa pode passar por Fabio Felline, um verdadeiro pau para toda obra, tanto é capaz de trabalhar na alta montanha, como pode voar pelo pavé da Flandres.
Oliver Naesen liderará a Ag2R-La Mondiale e este ano já obteve dois top-10 na Omloop e Kuurne-Bruxelles-Kuurne. É um nome a reter.
Outro ciclista em destaque é Sonny Colbrelli, o italiano venceu uma etapa no Paris-Nice, se a prova for decidida ao sprint pelo pelotão, é um dos favoritos. 
Por fim, uma menção para Lars Boom, o ciclista holandês regressou a casa, mas este ainda não mostrou nada. Este é o terreno preferido e foi contratado pela LottoNL-Jumbo com o intuito de substituir Sep Vanmarcke como líder nas clássicas do pavé.

***** Fernando Gaviria, Arnaud Demare
**** Zdenek Stybar, Tiesj Benoot, Niki Terpstra
*** Sep Vanmarcke, Edward Theuns, Michael Matthews
** Sonny Colbrelli, Philippe Gilbert, Lars Boom, Oliver Naesen, Fabio Felline
* Bryan Coquard, Jens Debusschere, Baptiste Planckaert, Jens Keukeleire, Oscar Gatto, Sam Bennett, Caleb Ewan, Dylan Groenewegen

A nossa aposta: Fernando Gavíria
Outsider: Sep Vanmarcke

Seguir em directo: @DwarsdrVlaander, #DDV

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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