Análise à temporada 2016 - Etixx - Quick Step


País -Bélgica
UCI WT  Ranking -7º
Orçamento - +/- 18 milhões de euros

Mais uma vez, foi a equipa com o maior número de vitórias das equipas do World Tour, foram 55 no total, mais uma do que em relação a 2015.
A equipa esteve bem ao longo do ano, no entanto, nas 'suas queridas' clássicas da Primavera, a equipa belga, esteve longe da performance de outros tempos. Apesar de tudo quase que vencia ao Paris-Roubaix, através do eterno Tom Boonen, mas surpreendentemente, Matthew Hayman bateu a lenda belga ao sprint no velódromo de Roubaix, num dos momentos mais inesperados do ano.

Principal Figura - Marcel Kittel
O que não faltam à equipa belga, são grandes figuras e por essa razão foi complicado escolher uma. A escolha recaiu no corredor que garantiu mais vitórias durante 2016, Marcel Kittel. Ao todo foram 12 vitórias, com destaque para as três vitórias de etapas nas Grandes Voltas (2 no Giro e 1 no Tour).
O alemão vinha de um ano muito mau na Giant e na Etixx-Quickstep conseguiu voltar ao melhor. Apesar da boa temporada, nem tudo foi perfeito, no Tour, o alemão foi claramente batido por Cavendish, conseguindo apenas uma vitória de etapa.

Desilusão - Zdenek Stybar
2016 foi um ano para esquecer para o checo. Apenas uma vitória durante todo o ano, na 2ª etapa do Tirreno-Adriático. 
A campanha nas clássicas da Primavera, foi pouco mais do que medíocre, destaque apenas para o resultado na Strade Bianche, onde foi batido apenas por Fabian Cancellara.

Principais conquistas - Campeonato do mundo contrarelógio colectivo
Depois de dois anos a serem batidos pela BMC, a equipa belga, apresentou-se no Qatar com a 'fome' de recuperar o título mundial e assim aconteceu.
Fizeram uma prova praticamente sem falhas, com um conjunto fortíssimo, onde Tony Martin foi o principal motor, mas por exemplo, Marcel Kittel também deu uma ajuda preciosa.
No final do dia, o resultado está à vista de todos, o comboio da Etixx-Quickstep voou pelo deserto e não deu hipóteses a ninguém.

Outros resultados relevantes - Dubai Tour, Volta à Califórnia, Paris-Tours, 4 vitórias de etapas no Giro, 1 no Tour e 4 na Vuelta
As vitórias de etapas nas Grandes Voltas são resultados muito importantes para a equipa, no Giro, Marcel Kittel, venceu a 2ª e 3ª, e saiu da Holanda com a maglia rosa vestida. Ainda no Giro, Brambilla venceu a 8ª etapa e também vestiu de rosa e na 18ª etapa, foi a vez de Matteo Trentin ganhar.
No Tour as expectativas eram de que Marcel Kittel vencesse algumas etapas, mas o alemão apenas conseguiu vencer a 4ª etapa, numa chegada a Limoges. 
Na Vuelta a equipa voltou a colecionar 4 etapas, a 2ª e 5ª por Gianni Meersman, a 9ª por David de la Cruz e a 15ª etapa por Brambilla, esta última, ganha no dia mais louco da Vuelta 2016.
Destaque também para as vitórias: de Marcel Kittel no Dubai Tour, de Julian Alaphilippe na Volta à Califórnia e do sprint espectacular de Gavíria do Paris-Tours, que lhe valeu a vitória na importante clássica francesa.

Melhor momento - Campeonato do mundo de contrarelógio colectivo
Como já foi referido anteriormente, a equipa belga tinha sido batida nas duas últimas edições pela BMC.
Chegou ao Qatar sem serem os principais favoritos, esse papel coube à BMC, mas na estrada a história foi outra. 
Foi o momento mais marcante do ano para a equipa, mesmo ao fechar do ano. Também foi a última vez que Tony Martin correu com a camisola da Etixx-Quickstep.

Pior momento -O sprint no velódromo de Roubaix
A equipa atacou a corrida de forma perfeita, aproveitou uma queda no pelotão, para eliminar Cancellara e Sagan, destaque para o trabalho de Tony Martin.
O final no velódromo em Roubaix, seria disputado entre quatro corredores, eram eles: Ian Stannard (Sky), Sep Vanmarcke (LottoNL-Jumbo), Matthew Hayman (Orica) e Tom Boonen (Etixx-QuickStep). De entre estes quatro, o grande favorito era Tom Boonen, que tinha a oportunidade de vencer o seu quinto Paris-Roubaix. Mas para espanto de todos, foi o australiano a levar o paralelo para casa.
Foi a desilusão total depois da equipa ter estado taticamente perfeita.

Revelação -Fernando Gavíria
Com 22 anos, este colombiano ameaça marcar uma Era no ciclismo. Pelo menos já está na história como o primeiro grande sprinter colombiano.
Em 2016, conseguiu 7 vitórias, entre elas estão uma vitória de etapa no Tirreno-Adriático, duas na Volta à Polónia e o final espantoso no Paris-Tours, que deixou todo o mundo de boca aberta.
Também mostrou ser um ciclista a contar para a Milão-São Remo, Gavíria chegou ao último Km junto dos primeiros, quando estava a preparar o sprinter, caiu e perdeu a oportunidade de conseguir um resultado histórico no 1º monumento do ano.
É sem dúvida um fenómeno e que em 2016 confirmou tudo o que se esperava dele.

Futuro - A equipa deixará de ter no nome a Etixx, passando a chamar-se novamente apenas de Quick Step, coisa que já aconteceu no passado.
Em termos de mexidas, há bastantes e algumas bem importantes. A grande perda é a de Tony Martin que via para a Katusha-Alpecin. Além dele, saem da equipa:
Maxime Bouet e Gianni Meersman>Fortuneo
Nikolas Maes>Lotto Soudal
Martin Velits>??
Łukasz Wiśniowsk>Sky
Stijn Vandenbergh>Ag2r La Mondiale
Guillaume van Keirsbulck>Wanty Groupe Gobert
Rodrigo Contreras>Coldeportes Claro

Nas entradas, destaca-se a entrada de Philippe Gilbert. Aqui ficam as outras contratações:
Enric Mas, Remi Cavagna e Maximilian Schachmann>Klein Constantia
Jack Bauer>Cannondale
Tim Declercq>Topsport Vlaanderen Baloise
Eros Capecchi>Astana
Dries Devenyns>IAM

Além da perda de Tony Martin, destaque para a saída de Stijn Vandenbergh, vai ser menos um importante elemento para as clássicas. Com a saída de Gianni Meersman a equipa também perde um bom finalizador, mas nada de preocupante, já o que não faltam na equipa são ciclistas com as mesmas características dele. A entrada de Gilbert é importante, sobretudo para as Ardenas.
A aposta da juventude também é notória, com a entrada de 3 jovens provenientes da equipa parceira da Quick Step, a Klein Constantia.






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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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