Análise à temporada 2016 - Orica Bike Exchange


País -Austrália
UCI WT  Ranking - 5º
Orçamento - +/- 13 milhões de euros

Foi um ano de sonho para a equipa australiana, onde conquistou 2 monumentos e conseguiu que Esteban Chaves estivesse no pódio no Giro e Vuelta. Adam Yates também fez um brilhante Tour, ao concluir na 4ª posição da geral.
A vitória de Matthew Hayman no Paris-Roubaix foi o momento mais incrivel do ano para a equipa, num dia histórico para o ciclismo australiano. Hayman que fez a sua 15ª participação no Paris-Roubaix em 2016, conseguiu algo que nem ele próprio alguma vez tinha sonhado, levantar o paralelepípedo no velódromo de Roubaix.
Com tão bons resultados, é até um pouco surpreendente, a equipa australiana terminar o ano apenas no 5º lugar do ranking World Tour.

Principal Figura - Esteban Chaves
A dúvida era entre ele e Hayman, a escolha recaiu naturalmente para o colombiano, que fez uma temporada fantástica. Foi 2º no Giro, 3º na Vuelta, venceu o Giro da Lombardia e ainda conquistou o Giro dell'Emilia e a 14ª etapa do Giro.
Esteve bem durante todo o ano, sempre ao mais alto nível. No Giro acabou por fraquejar na última etapa de montanha, sendo batido por Vincenzo Nibali, mas isso não ensombra a excelente prova que o colombiano fez.

Desilusão - Simon Gerrans
Venceu o Tour Down Under e passou o resto do ano completamente anónimo. Muito pouco para quem tem um currículo como o dele.
Se em 2015, as quedas marcaram toda a temporada de Gerrans, em 2016 já não se pode queixar do azar, apenas tem de se queixar de si.

Principais conquistas - Paris-Roubaix, Giro da Lombardia
A grande conquista foi a raínha das clássicas, o Paris-Roubaix. Conquistada de forma surpreendente por um ciclista que dedicou parte da sua carreira a trabalhar para outros.
Esteban Chaves também venceu outro dos 5 monumentos, o Giro da Lombardia, mas o Paris-Roubaix está num patamar aparte entre todas as clássicas, é especial e por isso é a raínha das clássicas.
Esta vitória fez com que Hayman tivesse sido ganho o prémio, para o ciclista australiano do ano. 

Outros resultados relevantes - 2º e 3º lugares de Esteban Chaves no Giro e na Vuelta, 4º lugar de Adam Yates no Tour, 14ª etapa do Giro, 10ª etapa do Tour, 6ª, 12ª, 18ª e 21ª etapas da Vuelta, Cyclassics Hamburg, Santos Tour Down Under
A equipa teve um ano fantástico e a quantidade de resultados importantes comprova isso. Em todas as Grandes Voltas a equipa colocou um homem no top-5, sendo que no Giro e Vuelta, Chaves conseguiu estar no pódio. A isso misturam-se as vitórias de etapas, foram ao todo, 6, destaque para as 4 da Vuelta.
O jovem Caleb Ewan estreou-se a ganhar no World Tour ao conquistar a clássica germânica, Cyclassics Hamburg. 
Em janeiro, em casa, Simon Gerrans abriu a temporada da melhor forma para a Orica, com a conquista do Tour Down Under. Um resultado muito importante para a equipa e com um grande simbolismo.

Melhor momento - A vitória de Mathews Hayman no velódromo de Roubaix
Não há dúvidas de qual foi o momento mais importante do ano para a equipa australiana, foi o sprint no velódrmo de Roubaix, quando Matthew Hayman passa a linha de meta em primeiro, batendo Tom Boonen.
Um momento histórico para o ciclismo e desporto australiano.

Pior momento - A queda de Michael Matthews no Milão-São Remo
Michale Matthews era um dos grandes favoritos para vencer o primeiro monumento do ano, Milão-São Remo. A 30 Kms da meta, Michale Matthews viu-se envolvido numa queda que envolveu cerca de 12 ciclistas.
O australiano, voltaria a montar na bicicleta, mas ficou muito mal tratado e não conseguiu discutir a vitória.
Revelação - Magnus Cort Nielsen
O jovem dinamarquês teve um final de temporada muito forte, confirmando assim ser um nome a reter no futuro. Excelente finalizador, um pouco na linha de Matthews, venceu em casa na 2ª etapa da Volta à Dinamarca, mas foi na Vuelta que brilhou. Venceu duas etapas, a 18ª e 21ª, é claro que beneficiou da ausência de muitos dos melhores sprinters, mas as indicações que deixou em Espanha, foram muito interessantes.

Futuro - A equipa não mudará muito. O núcleo será o mesmo, apenas com uma perda de peso, Michael Matthews deixará a equipa.
Em termos de entradas, destaca-se o nome de Roman Kreuziger, demonstra que a Orica para 2017, apostará forte nas Grandes Voltas, o checo será um apoio importante a, Chaves e aos manos Yates.
As outras entradas e saídas são: Roger Kluge entra vindo da extinta IAM e Amets Txurruka e Christian Meier (retirou-se) abandonam a equipa australiana.

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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